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Archive for the ‘Tendências de Consumo’ Category

10 TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS PARA 2011

janeiro 14, 2011 4 comentários
Façam suas apostas!
Em sua edição de quinta-feira, o periódico Valor Econômico publicou uma lista das 10 tendências tecnológicas para o ano de 2011. Uma breve olhada nessa lista indica claramente o seu fio condutor: interatividade, mobilidade e convergência.

Claro que o fato destas tendências serem listadas não se torna garantia de que todas elas possam, de fato, acontecer e se consolidar, posto existir diferenças claras de gradação, difusão e adoção por parte dos consumidores. Por exemplo, na lista do ano passado publicada pelo mesmo periódico, duas dessas tendências tornaram-se verdadeiros “micos”: são elas o blue-ray e a realidade aumentada.

Eis a lista das 10 tendências tecnológicas para o ano de 2011:

1. Tablets – haja iPads, Galaxys, Androids e congêneres. Definitivamente, as “tabuletas mágicas” ganharam os corações e as mentes dos consumidores brasileiros…

2. Aplicativos – no rastro dos smartphones e dos tablets, a onda do momento é baixar softwares para turbinadar e personalizar as máquinas.

3. Banda larga – já que as operadoras de acesso residencial nos desprezam cada vez mais, a solução é apelar para as “maravilhosas” redes 3Gs das operadoras de telefonia móvel. Bem entendido, trata-se da típica situação do jogo de soma-zero. Ou melhor, do dilema entre a cruz e a calderinha. Ou melhor, como diriam os americanos, hell or high water

4. Software como serviço – se Deus está nos céus, o Google está nas nuvens!

5. TV fora da TV – seja via smartphones, tablets ou streaming, o lema do negócio é: quando quiser, com quem quiser e da maneira que quiser…

6. Redes sociais – haja Twitter, Facebook, Linkedin, blogs... E, de preferência, com “joguinhos” embutidos. Quanto mais, melhor!

7. Smartphones – o óbvio ululante…

8. Tecnologia 3D – apesar de não despertar tanto “frisson” nos EUA, os filmes em 3D caíram no gosto dos brasileiros. A próxima aposta dos fabricantes é a TV de LED utilizando essa tecnologia. Há controvérsias…

9. Mapas – se o Street View do Google virou mania entre os brasileiros, o Foursquare é uma tendência a ser considerada. Afinal, confiamos mais nas dicas dos nossos seguidores do que as oferecidas pelos órgãos tradicionais de comunicação.

10. Sites de compras coletivas – tudo bem que isso já “encheu o saco”, mas o fato é que a onda ainda não acabou! Afinal, estamos na Corrida do Ouro. The east is the best!

E vocês, meus caros leitores, concordam com essa tendência. Acrescentam algo? Suprimem algo? 
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P.O.F. (2008 – 2009) – PARTE 3 E FINAL

Por fim, encerrando os comentários sobre a P.O.F. 2008-2009, algumas observações sobre a metodologia utilizada no levantamento em tela.

O IBGE ouviu 59.570 domicílios em todo o Brasil entre maio de 2008 e maio de 2009. Os lares foram visitados por aproximadamente 1.400 pesquisadores, e os gastos totais com a pesquisa foram na ordem de 24 milhões de reais.

O levantamento exige que os pesquisadores visitem as famílias pelo menos quatro vezes: na primeira visita, o entrevistador cadastra os dados sobre a família e o domicílio; na segunda, aplica-se um questionário visando rastrear dados sobre o consumo e o rendimento da unidade familiar pesquisada; outros cinco questionários são aplicados almejando traçar uma radiografia minuciosa dos gastos das famílias em questão; além das perguntas dessa natureza, são incluídas questões que visam mapear a avaliação subjetiva da família sobre sua condição de vida; e, também, os moradores passam por uma avaliação antropométrica (peso, altura e demais medidas corporais).

Por ser uma pesquisa contínua e relativamente invasiva no cotidiano das pessoas, esta exige uma boa abordagem do pesquisador, além da colaboração e boa-vontade dos moradores dos domicílios pesquisados. Tudo isso para que gestores de políticas públicas, pesquisadores e profissionais de marketing possam ter uma idéia de a quantas anda o padrão de vida das nossas famílias. E que, diga-se de passagem, estão melhorando a olhos vistos…

9 TENDÊNCIAS PARA O FUTURO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO

A edição de quarta-feira passada do periódico Brasil Econômico publicou um artigo acerca de um estudo realizado pela consultoria Macroplan, a respeito das tendências de consumo do mercado brasileiro para os próximos anos. Nesse caso, estamos falando de um mercado consumidor composto por 144 milhões de pessoas, que movimentam nos dias de hoje quase 2 trilhões de reais. 

Segundo projeções do Ipea, caso a atual trajetória de crescimento econômico seja mantida, em 2030 a parcela da população de 188 milhões de habitantes apta a consumir movimentará, aproximadamente, cerca de 5,4 trilhões em aquisição de produtos e serviços.

Segundo o referido estudos, as tendências para o futuro do mercado consumidor podem assim ser entendidas:

1. Consumidores cada vez mais exigentes, diante do aumento da informação disponível por produtos e serviços. Isso significa que os consumidores brasileiros irão exigir das empresas maior qualidade e certificação de produtos e serviços.

2. Aumento do perfil de consumidores “saudáveis” e “responsáveis”, isto é, preocupados com o seu bem-estar e qualidade de vida, além de levarem em consideração em suas escolhas de consumo empresas que tenham políticas de responsabilidade social e ambiental sérias e consistentes. Também será observado um aumento do consumo de alimentos orgânicos e ecologicamente “corretos”.

3. Aumento da influência da internet nas decisões de compra, além da participação cada vez maior dos filhos nas compras da família.

4. Aumento da demanda dos produtos e serviços ligados à saúde e aos cuidados de si, especialmente para consumidores acima de 60 anos – um dos targets que mais irá crescer nas décadas seguintes.

5. Incremento no “marketing de nicho”, isto é, o desenvolvimento de produtos e serviços voltados para atender as necessidades e desejos de públicos específicos, tais como: gospel, GLS, afrodescententes, portadores de necessidades especiais, dentre outros mais.

6. Cada vez mais, crianças irão entrar no mercado de consumo em idades cada vez mais tenras. O consumo precoce ligado ao público infanto-juvenil promete ser uma das grandes oportunidades de mercado para empresas nos próximos anos.

7. Presença cada vez maior da internet e das redes sociais nas decisões de compra dos consumidores, com especial ênfase em estratégias voltadas para a mídia digital em redes sociais virtuais (Orkut, Facebook, Twitter, dentre outras).

8. Presença crescente do chamado consumo “prático”, isto é, a expansão da demanda por produtos e serviços que funcionem como soluções para o consumidor, isto é, que contribuam para a administração do tempo e otimização de tarefas. Por outro lado, a customização também é uma tendência futura bastante significativa no mercado consumidor brasileiro.

9. E, por fim, a recuperação contínua do poder de compra das classes econômicas menos favorecidas dada a estabilidade econômica e a expansão contínua do crédito no Brasil.

O PEQUENO NOTÁVEL

Mal foi lançado, o iPad vem mostrando que definitivamente veio para ficar ao criar um novo mercado – se os meus leitores eruditos preferirem, um verdadeiro “oceano azul”… 

O descoladíssimo tablet da Apple, apesar das inúmeras críticas dos especialistas, atingiu a marca de 1 milhão de unidades comercializadas em apenas 28 dias após a sua introdução no mercado – que ocorreu no dia 3 de abril passado.

Só para se ter uma idéia do sucesso estrondoso do iPad, o iPhone – outro gadget de sucesso da Maçã – demorou 74 dias para atingir a mesma marca. Ou seja, tudo indica que estamos vivenciando o início de uma revolução na área do consumo de conteúdo digital…

Como se isso não bastasse, foram “baixados” 12 milhões de aplicativos e 1,5 milhões de livros digitais para o aparelho na Apple Store, só nas últimas quatro semanas! Realmente, um belíssimo começo…

A pergunta que não quer calar é a seguinte: com o impulso dado no mercado de tablets pelo iPad, haverá ainda espaço suficiente para os leitores de e-books (como Kindle, Nook, Sony Reader, CooLer, etc…)? Ou será que os e-readers estão fadados a ser tornarem um mercado de nicho bastante restrito?

SÓ PARA SE TER UMA IDÉIA DO SUCESSO DESSA INICIATIVA…

A loja-referencia do “tryvertsing”, a espanhola Esloúltimo, superou todas as expectativas iniciais e teve de adequar o seu modelo de negócios para dar conta do absurdo fluxo de pessoas. Atualmente, o número de visitas por dia a loja gira em torno de 500 a 700 clientes, o que a levou a restringir o número de produtos grátis a 5 por cada cliente, e cada visitante só pode voltar a loja após 30 dias. No início, o número de produtos grátis permitidos era de 10 por cliente, e os visitantes poderiam voltar a cada 15 dias. Além disso, ao invés da anuidade inicial de 5 euros, a cada visita o cliente desembolsa uma taxa de 5 euros, o que torna a Esloúltimo não tão gratuita assim…

Já no Brasil, o visitante poderá levar 5 produtos de graça a cada visita, e poderá voltar quantas vezes quiser ao longo do mes – desde que responda os questionários de pesquisa que serão distribuídos para cada cliente. No Clube Amostra Grátis não será preciso agendar antecipadamente a visita – basta entrar na fila que, para mim, será gigantesca! Já na Sample Central, as visitas serão agendadas antecipadamente e limitadas a uma por dia por cliente, com duração de uma hora, para facilitar o fluxo de pessoas na loja e aumentar a amostra das pesquisas que serão lá realizadas.

Voces tem dúvida? Eu não: vai “bombar”, na certa!!!

Está chegando ao Brasil uma novidade que está fazendo um tremendo sucesso na Europa em tempos de recessão economica, e que eu já comentei aqui no PRAGMA em outra ocasião. A partir do mes de maio, as portas se abrirão para a mais nova coqueluche do varejo e a novidade do marketing: trata-se do “tryvertsing”, lojas-conceito que misturam publicidade com experimentação…

Esse conceito revolucionário do varejo – que tem como referencia a cadeia espanhola Esloúltimo – é baseado na seguinte idéia: entrar, olhar, levar – e o melhor – não pagar!!! Isto é, mediante uma taxa de cadastro anual (como diria Lord Keynes, não há almoço de graça!), o cliente entra na loja, pega o que puder, e “paga” com a sua opinião. São verdadeiros laboratórios de consumo, onde as empresas parceiras expõem os seus produtos em fase de teste a fim de auferir as opiniões e as impressões dos consumidores, e que irão subsidiar futuras decisões de marketing. É uma forma mais cativante, envolvente, divertida, lúdica e participativa do que a mera prática de distribuição de amostras grátis, e que normalmente são esquecidas no fundo das sacolas ou das bolsas…




No Brasil, iniciativas nesse sentido estão sendo abertas na cidade de São Paulo a partir do mes que vem. A primeira delas, o Clube Amostra Grátis será inaugurado no próximo dia 11 de maio, no badalado bairro paulistano da Vila Madalena. O valor da anuidade será de 50 reais, e o casarão para a exposição dos produtos terá uma área de 400 metros quadrados. Ou seja, uma tremenda diversão!

A segunda loja brasileira desse genero, a Sample Lab, será aberta em junho na Rua Augusta, ao lado dos Jardins. Mediante o pagamento de uma anuidade no módico valor de 15 reais (!!!!), o cliente terá a sua disposição uma gama de produtos que vão desde alimentos até bebidas, passando por calçados e itens de vestuário – sempre em um valor inferior a 100 reais. Produtos mais caros como itens de tecnologia poderão ser testados na própria loja, mas o consumidor não poderá adquirí-los (também, seria muito mole, não acham?!?!?!)…

Para os interessados, o cadastramento dos interessados na Sample Lab irá começar na semana que vem, mas a loja mesmo só abre a partir do dia 11 de junho.

Como justificativa para agregar parceiros, as controladoras do negócio afirma que o preço pago pela exposição e obtenção de informações dos consumidores é muito mais em conta do que o investimento feito em uma pesquisa de mercado tradicional.

Não quero enganar não, mas esse negócio tem tudo para se tornar uma febre numa das sociedades mais consumistas, inovadoras e adeptas ao modismo que é a brasileira. É sucesso na certa!!!! 

FOI DADA A LARGADA PARA O iPAD


Enganam-se aqueles que a “corrida do ouro” do e-book iniciou-se com o lançamento do Kindle, da Amazon. O negócio vai começar a pegar fogo mesmo com o tablet da Apple, o iPad, que foi colocado à venda no sábado passado no mercado norte-americano. Como diz o velho ditado, “pedras que rolam não deixam limo”…

Apesar de todo o frisson ao redor do mais novo gadget da Maçã, as vendas do primeiro dia do iPad no mercado foram abaixo da expectativa criada pelo mercado. A empresa de Cupertino, na Califórnia, informou que as vendas do tablet ultrapassaram o patamar de 300 mil unidades – uma relativa decepção, uma vez que os analistas previam um start-up entre 400 mil a 700 mil unidades comercializadas…

No entanto, a história mostra que os produtos mais populares da Apple – como, por exemplo, os ícones iPod e iPhone – tiveram um início tímido de vendas. E o “boca-a-boca” é o elemento mais forte da estratégia de marketing da empresa.

Os números não mentem: o iPhone – que até hoje foram registradas vendas de aproximadamente 42,5 milhões de aparelhos – vendeu apenas 270 mil unidades em seu primeiro dia de lançamento, há cerca de 3 anos atrás…