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Archive for the ‘Cibercultura’ Category

"MOTTO" PARA 2011

The Grid. A digital frontier. I tried to picture clusters of information as they move through the computer. What did they look like? Ships? Motorcycles? Were the circuits like freeways? I kept dreaming of a world I thought I’d never see. And then, one day, I got in…”

Inspiração é o que é preciso. Afinal, se navegar é preciso, pensar é imperativo….

MAS TEM MAIS…

Apesar de cansativas, as duas últimas semanas tem trazido notícias bastante positivas para mim…

Além da apresentação no XV Endipe, recebi um e-mail na semana passada informando a aprovação do trabalho que escrevi em conjunto com a Profa. Eloiza da Silva Gomes de Oliveira, no IX Colóquio sobre Questões Curriculares / V Colóquio Luso-Brasileiro, cujo tema é “Debater o Currículo e Seus Campos – Fundamentos, Políticas e Práticas”.
A comunicação intitula-se “Tecnologias da Informação e da Comunicação e Jogos Eletrônicos: Por Uma Didática Para os Nativos Digitais”. O congresso realizar-se-á entre os dias 21 a 23 de junho de 2010, na Faculdade de Psicologia e Ciencias da Educação da Universidade do Porto, em Portugal. 
Realmente, estou muito feliz! E gostaria de compartilhar a minha felicidade com os meus indulgentes leitores que tem a enorme paciencia de acompanhar o que eu escrevo.

AMANHÃ TEM ENDIPE

Daqui há pouco, mais especificamente na quarta-feira, esse Escriba que vos fala passará grande parte do dia em Belo Horizonte, no campus da UFMG, por ocasião do XV Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino.
O painel que irei coordenar intitula-se “Jogos Digitais e Educação: Um Estudo Exploratório”. Além do trabalho com esse título que será apresentado por mim e por Mateus Amaral, que é meu bolsista voluntário de pesquisa no Laboratório de Estudos da Aprendizagem Humana (LEAH – UERJ), os outros trabalhos são: “Por Uma Didática Para os Nativos Digitais: Novo Desafio para o Trabalho Docente” (de autoria de Eloiza da Silva Gomes de Oliveira e Andréa de Farias Castro, ambas professoras da Faculdade de Educação da UERJ) e “A Acessibilidade e o Uso de Mídias Eletronicas por parte dos Nativos Digitais” (de autoria de George de Souza Alves e Jane Quelhas, professores do Colégio Pedro II e alunos do Doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ).
Para quem quiser (e puder ir!), a apresentação do painel ocorrerá na Escola de Ciencia da Informação (ECI), de 14:00 às 15:30 horas, na sala 2012.
Ficarei honrado com a presença de voces!  

A EXPLOSÃO DO TWITTER

fevereiro 5, 2010 2 comentários
Apesar de até agora eu não ter entendido muito bem para o quê realmente serve o Twitter, o fato é que essa rede social tornou-se um verdadeiro fenômeno internético mundial. E, o mais interessante ainda é que ela vem angariando muitos corações e mentes no ciberespaço tupiniquim – numa trajetória de ascensão que se assemelha em muito a outra grande rede social que “bombou” no Brasil, a saber, o Orkut.

Para aquele que não é muito familiarizado com esta rede, o Twitter – um neologismo para o “gorjeio” os pássaros – é um microblog bastante dinâmico e econômico, composto por mensagens curtas de no máximo 140 toques. Para alguns, trata-se de uma grande encheção de saco e de linguiça; para outros, trata-se de uma tremenda falta do que fazer; e, para aqueles como esse Escriba que vos fala, trata-se de um misto de vício com enigma. Afinal, não sei muito bem o porquê das pessoas “tuitarem” (olha o neologismo aí!) tanto, mas eu mesmo não consigo para de fazê-lo…

Parece que o Twitter caiu mesmo no gosto dos internautas. Afinal, são 75 milhões de usuários around the globe! No entanto, nem todos esses caras acabam se tornando usuários ativos do charmoso microblog.

Segundo pesquisa da RJMetrics, 40% desses 75 milhões de usuários – ou seja, 30 milhões – nunca enviou qualquer tweet para a rede. Duas hipóteses para isto: ou esses caras só querem espiar o que os outros escrevem, ou então entraram na ferramenta e não gostaram do que viram…

Outros dois dados interessantes: 25% dos usuários cadastrados (isto é, cerca de 18,75 milhões) não possuem seguidores, e 80% do total de usuários (aproximadamente 60 milhões) tuitou menos de dez vezes ao longo de 1 ano.

Ao fim e ao cabo, apenas 15 milhões de usuários podem ser classificados como heavy users ou twittermaniacs. Dentres os quais, sem sombra de dúvida, encontra-se esse Escriba que vos fala, bloga, posta e tuita

A ATIVIDADE HUMANA E A TEORIA DO "FLOW"

novembro 11, 2009 5 comentários
No último mês, venho focando as minhas energias – ou tentando concentrá-las melhor! – em minha recente pesquisa a respeito dos jogos virtuais e seus impactos para a questão da construção e regulação da subjetividade. Este é um tema instigante, e que desperta a minha atenção desde o meu Doutorado em Psicologia, concluído no ano de 2000 na PUC-Rio, e que estou tendo a feliz oportunidade de retomá-lo aqui na Uerj com a formação de um projeto e um grupo de pesquisa bastante interessante e motivado e esse respeito.

Dentro das pesquisas que venho fazendo sobre a literatura sobre games, a referência a uma teoria a respeito da experiência subjetiva que ocorre na mente dos gamers é onipresente. Trata-se da teoria do “flow” – em uma tradução livre, algo como “fluxo” ou “estado de imersão” -, proposta pelo psicólogo norte-americano de origem húngara e professor da Universidade de Chicago Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncia-se como “chick-sent-me-high”). Sua interessante teoria aborda o estado mental de um indivíduo engajado em uma atividade qualquer onde encontra-se complementamente focado, envolvido e energizado – tal como acontece nos jogadores de games. Para ele, estas são as características de uma atividade produtiva de “flow”:

1. Prontidão para a atividade.

2. Foco na atividade.

3. A atividade precisa ter metas claras.

4. A atividade precisa ter um feedback direto.

5. O indivíduo experimenta uma sensação de controle da atividade.

6. Suas preocupações e aborrecimentos desaparecem.

7. A experiência subjetiva de tempo é alterada.

Além disso, Csikzentmihalyi (nomezinho difícil esse, heinm?!) afirma que a experiência de “flow” está diretamente relacionada ao Desafio que a tarefa impõe e as Habilidades do indivíduo requeridas para tal. Quando o Desafio é maior do que a habilidade do indivíduo, o seu estado mental é de ansiedade seguida de frustração, levando-o a abandoná-la. Caso contrário, quando o Desafio é menor do que a sua habilidade, o indivíduo acaba enfadado e de “saco cheio”, levando-o também a abandoná-la.

Logo, a chave para a manutenção de um estado psíquico de “flow”, segundo o autor, é a busca de uma atividade que possa balancear estas duas variáveis, e que acabe proporcionando ao indivíduo uma situação que simultaneamente proporcione envolvimento e diversão, sem que o mesmo perceba a passagem do tempo. Evidentemente, tal experiência ocorre com bastante frequência em gamers quando estão em plena situação de imersão no jogo.

Em decorrência disto, divertir-se é o resultado direto de uma experiência de “flow”, produto de uma combinação fecunda entre o Desafio imposto pela tarefa e as Habilidades que o indivíduo possui. Bem entendido, a experiência de “flow – fun” (“fluxo – diversão”) pode ser obtida não apenas em situações lúdicas (seja individualmente ou em grupo, real ou em situações virtuais), mas também em atividades produtivas (trabalho e estudo), nas interações sociais cotidianas (reais e virtuais) e nas atividades de consumo. A chave para a superação dos males da contemporaneidade – leia-se, as sensações de enfado, de ansiedade e de frustração – passa pela promoção de estados de “flow-fun” cada vez mais instigantes, intensos e recompensadores.

Costumo dizer em minhas aulas que o sonho de qualquer professor é ter alunos tão interessados, energizados, motivados e participativos quanto os observados quando estes estão jogando, navegando na rede, teclando no MSN ou simplesmente alimentando suas redes sociais físicas e virtuais. Será que é possível criar situações educacionais que possam despertar nos alunos esses estados psíquicos?

E os meus leitores? O que acharam desta teoria? Será que vocês já tiveram esse tipo de experiência de “flow – fun” acima descrita? Elas são frequentes ou esporádicas? Em quais situações de suas vidas elas mais ocorrem?

Desculpem a série de perguntas, mas sou deveras curioso e instigado por estas questões. Logo, os comentários dos meus queridos e indulgentes leitores serão de extrema valia para a pesquisa que estou iniciando…

VOZ DO BRASIL 2.0

Aproveitando a “quermesse” eleitoreira do pré-sal, eis que entrou hoje no ar o blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/) – a mais nova tacada de comunicação do governo Lula visando, é claro, as eleições presidenciais do ano que vem…

A primeira vista, trata-se de uma iniciativa louvável. Afinal, Lula e sua assessoria resolveram se render aos poderes sedutores da Web 2.0 e suas ferramentas interativas – os You Tubes, Twitters, Blogs e outras redes sociais virtuais da vida. Louvável é toda e qualquer forma de aproximação com os cidadãos, para além das instâncias representativas de nossas organizações políticas (os partidos políticos, as câmaras de vereadores e assembléias legislativas estaduais, além das câmaras alta e baixa do Congresso Nacional).
Além disso, e para mim o mais importante, é que o uso dessas ferramentas da Web 2.0 incrementa a transparência do governo perante aos seus cidadãos-contribuintes, permitindo que esses possam ter acesso às notícias e iniciativas do Governo Federal em suas mais diferentes áreas de atuação – e nada mais glamuroso do que começar as atividades cibernáuticas em meio a cerimônia de inauguração do marco regulatório do pré-sal.
Tudo isso seria interessantíssimo se tal iniciativa fosse ofuscada por, justamente, aquilo que é a pedra de toque da Web 2.0: a interatividade com o público. Qualquer blogueiro inexperiente sabe – assim como esse Escriba que vos fala – que o grande barato de um blog não é apenas postar as suas idéias a um custo (financeiro) zero, atingindo um maior número de pessoas do que as nossas interações presenciais permitem. Além dessa enorme vantagem, o mais legal disso tudo é a possibilidade de que os visitantes do site possam se expressar por intermédio dos seus comentários.
É claro que existem muitos “pelas-sacos” e “crackers” que estão mais interessados em perturbar o juízo alheio; mas, acreditem, existem vários leitores – leia-se, a grande maioria – que fazem comentários interessantíssimos, quando não indicando outros sites, remetendo sugestões e críticas construtivas que permitem ao blogueiro ter um feedback, em tempo quase real, das opiniões e do mood dos seus leitores. Para mim, sem dúvida alguma, além do barato que é escrever (apesar do trabalho de cão!), é extremamente prazeiroso ler um comentário ou uma crítica bem fundamentada, com conteúdo e consistência, motivado por um post de sua autoria…
Aliás, é bastante frustrante para qualquer blogueiro o baixo índice de comentários nos blogs – excetuando-se os escritos por jornalistas respeitados, ou cuja temática é prá lá de polêmica. Confesso que isso no início me incomodava muito, parecia que as pessoas não estavam nem aí para o que você escrevia – me sentia uma televisão constantemente fora do ar!. Depois, ao colocar o contador no site, percebi que o número de visitas era bem grande, o que claramente indicava que o anonimato é um dos fenômenos mais característicos da cibercultura. Mesmo assim, tenho os meus leitores e comentaristas fiéis, que tornam a minha vida de Escriba mais agradável, menos solitária e mais recompensadora…
Voltando ao tema do post, é de fato notável a ausência de espaço para comentários e manifestações dos leitores no recém-inaugurado blog. Muitos podem dizer que isso poderia abrir um precedente perigoso para que houvesse uma enxurrada de diatribes, insultos e comentários jocosos por parte dos opositores do Presidente Lula. Entretanto, e qualquer blogueiro inexperiente sabe disso, existem ferramentas de controle dos comentários, permitindo uma filtragem de opiniões sensatas e consistentes contra ataques pessoais, xingamentos e outras manifestações de baixo nível. Enfim, tudo isso passou ao largo dos blogueiros do Planalto, que parecem estar mais interessados em criar um blog “chapa branca”, algo na linha de um Pravda ou um Gramma – uma espécie de versão 2.0, reloaded, “moderninha,” da nossa indefectível e intragável A Voz do Brasil
Como temos uma mania incurável de “tropicalizar” o que vem de fora, dada nossa essência macunaímica e antropofágica, parece que os blogueiros do Planalto encontraram inspiração no exemplo da campanha de Barack Obama nas últimas eleições norte-americanas. No entanto, uma inicativa a princípio simpática pode se tornar um grande “tiro pela culatra”, dada a notória irritação da entourage de Lula em relação à opiniões contrárias às suas – é o famoso do tal do stalinismo (“quem não está comigo esta contra mim”), ainda muito presente em determinadas subculturas da esquerda brasileira (leia-se, o Partidão). Lembrem-se da última cúpula da Unasul, na semana passada, onde o nosso valoroso e verborrágico Presidente condenou a transmissão ao vivo das discussões a respeito das bases norte-americanas na Colômbia pela televisão…
Enfim, trata-se de um caso onde a emenda saiu pior que o soneto. Vamos ver se a equipe do blog do Planalto consegue superar a paranóia da monotonia da comunicação unidirecional, tornando a relação com os internautas verdadeiramente interativa e construtiva. Tudo isso é para o bem do país, da democracia e das nossas instituições republicanas…

CRESCE O NÚMERO DE INTERNAUTAS NO BRASIL

Notícia é boa, e saiu na edição de hoje do Valor Econômico: o número de internautas no Brasil vem crescendo em curva acentuada. Segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online, o número de usuários da Grande Rede em nosso país subiu cerca de 10% em julho de 2009. Isso significa que hoje, são, aproximadamente cerca de 36,4 milhões de usuários, contra 33,2 milhões em junho de 2009.

Segundo a mesma pesquisa, o tempo médio de utilização per capita da rede subiu para 71 horas e 30 minutos em julho, contra 69 horas e 55 minutos no mês passado. Em termos de usuários residenciais, o tempo médio de navegação per capita atingiu o patamar de 30 horas e 13 minutos, um crescimento de 9% em relação ao mês de junho passado.

O número de usuários residenciais cresceu por volta de 7,4%, passando de 25,6 milhões de internautas em junho para 27,5 milhões em julho desse ano.

As categorias mais acessadas pelos nossos usuários são entretenimento, buscadores, portais, redes sociais e serviços de telecomunicações e de internet. E a tendência é crescer ainda mais…

Isso é o que se chama de uma boa notícia!