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Archive for the ‘Apple’ Category

O iPAD2 ESTRÉIA COM PÉ DIREITO NO MERCADO AMERICANO

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Aguardado com ansiedade pelos “applemaníacos”, estudiosos de marketing e geeks do mundo inteiro, o lançamento do iPad 2 – a versão turbinada do tablet que criou um novo segmento de mercado – foi alvíssaro para a empresa de Cupertino, na Califórnia. Aliás, teria como ser diferente, pergunto eu?

Segundo dados do setor, os estoques do tablet foram esgotados no final de semana passado, quando o iPad 2 chegou ao varejo norte-americano. As estimativas falam em aproximadamente quase 1 milhão de aparelhos vendidos (!!!!), e o estoque foi zerado nas lojas próprias da Apple, e em outras redes varejistas como a Target e a Best Buy. Com o aquecimento da demanda, as encomendas do produto já demoram cerca de 1 mês até chegarem nas lojas, o que aumenta ainda mais a ansiedade dos consumidores – tanto os já usuários do iPad quanto os neófitos ansiosos por ingressarem no mundo das telas de toque. 

Para refrescar a memória dos meus estimados leitores, a versão 1 do iPad vendeu mais de 300 mil unidades só nas primeiras 24 horas de sua comercialização…

A meta posta pela própria empresa, a da comercialização de 5,5 milhões de iPads 2, deverá ser atingida com facilidade em menos de três meses. Tudo isso em meio a mais de cem concorrentes do tablet produzidos por fabricantes rivais, que atualmente se encontram no segmento…

Até dezembro do ano passado, a Apple vendeu 14,8 milhões de iPads, gerando uma receita de 9,6 bilhões de dólares, tornando o gadget um dos aparelhos eletrônicos de consumo de venda mais rápida na história mundial.

E você, já comprou o seu? Confesso que estou achando o meu iPad meio básico, meio antiquado…
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A CARTA DE STEVE JOBS A UMA JOVEM UNIVERSITÁRIA

Dificilmente reproduzo uma matéria inteira aqui no PRAGMA, por achar que é muita falta de inspiração minha – além de aborrecer os que porventura venham a ler esse blog. No entanto, peço a gentil permissão dos meus queridos leitores para excepcionalmente hoje tomar a liberdade de reproduzir o texto quase integral de uma coluna. 


O texto em tela é da jornalista Lucy Kellaway, do renomado periódico britânico de negócios Financial Times, cuja coluna é republicada todas as segundas-feiras no caderno “Eu & Investimentos” do jornal Valor Econômico. Nessa matéria, publicada na edição de 4 de outubro passada, Kellaway relata uma troca de e-mails entre Chelsea Isaacs, uma aluna da Long Island University, e o CEO da Apple Steve Jobs. A fim de não cansá-los, vou editar a matéria de forma a reproduzir aqui apenas os pontos mais importantes:

“Chelsea Isaacs havia entrado em contato com a assessoria de imprensa da Apple para obter algumas informações sobre o iPad para um trabalho que estava fazendo. Ela tentou seis vezes, mas não obteve resposta. Então, enviou um e-mail para o executivo-chefe da companhia para reclamar: ‘Senhor Jobs, gostaria humildemente de saber por que a Apple, que é tão atenciosa com as necessidades dos estudantes, seja a sua mais nova e maior invenção, seja na prestativa linha de serviço aos clientes, tem um departamento de comunicação que ironicamente não responde a nenhuma das minhas perguntas que, como já disse repetidas vezes, são essenciais ao meu desempenho acadêmico’.

Jobs respondeu: ‘Nossos objetivos não incluem ajudar você a conseguir uma boa nota. Sinto muito’. Chelsea escreveu uma outra mensagem, longa, afirmando que a Apple deveria ter respondido mesmo que por cortesia.

Desta vez ele escreveu: ‘Negativo. Temos mais de 300 milhões de usuários e não podemos responder a todos os pedidos, a menos que eles envolvam algum tipo de problema. Sinto muito”. Então, ela observou que era um cliente e tinha um problema. Ele respondeu: ‘por favor, não nos incomode’.

Vários leitores que odeiam a Apple me enviaram a troca de correspondência, convidando-me a engolir meus elogios à companhia. Mas não vou engolí-los. Vou cuspir mais alguns. Steve Jobs pode ser uma figura um pouco antipática, assustadora e arrogante. Mas se essas mensagens forem dele, eu o cumprimento pela objetividade, irritabilidade e ter razão.

Chelsea também merece elogios. A primeira lição diz respeito à brevidade. Sua mensagem inicial tinha 473 palavras. A dele tinha 12. As palavras de Jobs foram curtas, grossas e fáceis de serem entendidas. As dela, menos. Mesmo na sentença do começo do texto, ela comete três erros elementares. Ela usa a palavra ‘humilde’quando não está sendo. Ela se refere a ironia, quando não há nenhuma. E sarcasmo é sempre um erro em um e-mail, especialmente se você está tentando chegar a algum lugar.

A lição seguinte é que não tem problema para um CEO ser grosso com um cliente. O cliente nem sempre precisa ser o rei, especialmente quando está se comportando como um pirralho mimado e maçante. Além disso, nesse caso em particular, a irritação de Jobs era de interesse público. Ele estava deixando claro, embora de uma maneira heterodoxa, quais são as prioridades da Apple. Se eu fosse acionista da empresa, ficaria tranquila em saber que ajudar Chelsea não está entre elas.

Essa idéia precisa ser trasmitida com dureza, prqque os estudantes modernos simplesmente não entendem. Frequentemente recebo e-mails deles dizendo: ‘estou fazendo um trbalho sobre marketing. Você poderia, por favor, me enviar tudo o que escreveu sobre o assunto?’. Da próxima vez vou dizer: ‘Não, não posso. Não é o meu trabalho fazer isso’.

Quando Jobs era estudante, se precisasse de ajuda, ouso dizer que ele faria o que todos fazíamos então: pedir a um professor ou tentar resolver o problema por conta própria. Mas a geração de Chelsea vem sendo ludibriada pelo movimento da autoestima, que a faz acreditar que seu desenvolvimento é uma questão de interesse geral, e também ludibriada mais um pouco pela internet, que ensinou que o mundo é democrático e que se pode ter tudo na hora.

Infelizmente, essas crenças estão tão enraizadas que as mensagens contundentes de Jobs não impressionaram ninguém: na semana passada, Chelsea, ainda indignada, esperava que o ocupado presidente de uma das mais extraordinárias empresas do mundo lhe pedisse desculpas. ‘Não tenho nada contra ele”, dizia ela magnânima. ‘Espero que ele me ligue’.

Acho que ela terá de esperar uma eternidade por essa ligação e, enquanto isso, vai crescer, conseguir um emprego, descobrir que a vida profissional não é uma democracia, que existe hierarquia e que ter um pouco de humildade é uma boa maneira de se começar”.

E aí, gostaram? Queria ouvir um pouco a opinião dos meus criteriosos leitores a respeito dessa fábula do mundo corporativo. Especialmente quando a história envolve um cara tão polêmico quanto genial que é o caso de Jobs…

O PEQUENO NOTÁVEL

Mal foi lançado, o iPad vem mostrando que definitivamente veio para ficar ao criar um novo mercado – se os meus leitores eruditos preferirem, um verdadeiro “oceano azul”… 

O descoladíssimo tablet da Apple, apesar das inúmeras críticas dos especialistas, atingiu a marca de 1 milhão de unidades comercializadas em apenas 28 dias após a sua introdução no mercado – que ocorreu no dia 3 de abril passado.

Só para se ter uma idéia do sucesso estrondoso do iPad, o iPhone – outro gadget de sucesso da Maçã – demorou 74 dias para atingir a mesma marca. Ou seja, tudo indica que estamos vivenciando o início de uma revolução na área do consumo de conteúdo digital…

Como se isso não bastasse, foram “baixados” 12 milhões de aplicativos e 1,5 milhões de livros digitais para o aparelho na Apple Store, só nas últimas quatro semanas! Realmente, um belíssimo começo…

A pergunta que não quer calar é a seguinte: com o impulso dado no mercado de tablets pelo iPad, haverá ainda espaço suficiente para os leitores de e-books (como Kindle, Nook, Sony Reader, CooLer, etc…)? Ou será que os e-readers estão fadados a ser tornarem um mercado de nicho bastante restrito?

FOI DADA A LARGADA PARA O iPAD


Enganam-se aqueles que a “corrida do ouro” do e-book iniciou-se com o lançamento do Kindle, da Amazon. O negócio vai começar a pegar fogo mesmo com o tablet da Apple, o iPad, que foi colocado à venda no sábado passado no mercado norte-americano. Como diz o velho ditado, “pedras que rolam não deixam limo”…

Apesar de todo o frisson ao redor do mais novo gadget da Maçã, as vendas do primeiro dia do iPad no mercado foram abaixo da expectativa criada pelo mercado. A empresa de Cupertino, na Califórnia, informou que as vendas do tablet ultrapassaram o patamar de 300 mil unidades – uma relativa decepção, uma vez que os analistas previam um start-up entre 400 mil a 700 mil unidades comercializadas…

No entanto, a história mostra que os produtos mais populares da Apple – como, por exemplo, os ícones iPod e iPhone – tiveram um início tímido de vendas. E o “boca-a-boca” é o elemento mais forte da estratégia de marketing da empresa.

Os números não mentem: o iPhone – que até hoje foram registradas vendas de aproximadamente 42,5 milhões de aparelhos – vendeu apenas 270 mil unidades em seu primeiro dia de lançamento, há cerca de 3 anos atrás…

RAPIDINHAS

O Miolo Wine Group – um dos maiores grupos da vitivinicultura brasileira, integrado pelas vinícolas Miolo e Lovara, e o empresário Raul Anselmo Randon, que empresta o seu nome à linha RAR – anunciou ontem a aquisição dos vinhedos da Almadén, tradicional marca de vinhos finos do mercado nacional, que até então eram administrados pela multinacional de bebidas Pernod Ricard Brasil.

O negócio, cujo valor não foi revelado, envolve a marca Almadén, o vinhedo e a fábrica da empresa, localizados em Santana do Livramento, em plena campanha gaúcha. A Almadén é uma das marcas mais tradicionais de vinhos finos do Brasil, tendo sido lançada em 1984. Nos últimos anos, a despeito do reposicionamento empreendido pela Pernod Ricard, a marca vinha perdendo sua aura de vinhos bons e de qualidade.
Outra novidade diz respeito à Apple, a maçã queridinha dos cools, nerds e trendsettters de todo o mundo. Dado o desaquecimento do mercado norte-americano desde o final do ano passado, onde despencaram as vendas dos iPods e iPhones, definitivamente a empresa californiana resolveu investir na América do Sul. E, o mais interessante disso tudo, é que ela escolheu o Brasil como base de apoio para a sua estratégia no Cone Sul.
A Apple lançou hoje a sua primeira loja virtual de venda de aparelhos na América do Sul (http://store.apple.com/br). Com a valorização do Real e a diminuição dos preços dos seus aparelhos, os brasileiros vem adquirindo cada vez mais os gadgets da companhia, e progressivamente a marca vem conquistando os corações e mentes da chamada “classe média” – será que esse termo ainda existe???
Além da loja virtual no Brasil, que é a 36a. no mundo, a Apple vem investindo na abertura de pontos de venda físicos em megastores brasileiras. O caso mais emblemático é a Apple Shop, localizada na FNAC do Barrashopping (no bairro carioca da Barra da Tijuca), que é a líder de vendas dos produtos da empresa em toda a América do Sul. Só para que os meus leitores tenham uma idéia, metade das vendas dos produtos Apple no continente está situada no Brasil, o que por si só justifica o investimento no mercado brasileiro.
Eu mesmo, um adotante tardio contumaz, já me deixei seduzir pelos gadgets da empresa, tendo adquirido o meu iPod Classic (de 120 Gb, com músicas pracarai!) e o meu iPhone. Agora, o meu próximo sonho de consumo será o meu MacBook Air! Aguardem…
Para isso, que venha o meu 13o!!! Enquanto o seu lobo não vem, vou dar uma namorada no meu próximo notebook na Apple Shop da FNAC Barrashopping…

SOBE E DESCE

Saíram os resultados do segundo trimestre de 2009 da Apple, a “queridinha” dos nerds, dos descolados e dos geeks por tecnologia. E, pelo que consta, a empresa de Cupertino (Califórnia) vai de vento em popa, a despeito da crise financeira que afetou a economia global desde o final de 2008.

O destaque foram as vendas impressionantes do iPhone – foram comercializadas cerca de 5,2 milhões de unidades, um crescimento sete vezes maior em comparação ao apurado no mesmo período do ano passado. Com isso, o lucro trimestral da Apple foi de US$ 1,2 bilhão, resultando em um crescimento de 15% frente ao apurado em 2008.

A notícia ruim diz respeito ao player de musica digital iPod, cujas vendas caíram cerca de 7% no apurado durante o segundo semestre desse ano.

Ou seja, mesmo para uma gigante como a Apple, existem altos e baixos são uma constante em qualquer segmento de mercado…

SOBE E DESCE

Saíram os resultados do segundo trimestre de 2009 da Apple, a “queridinha” dos nerds, dos descolados e dos geeks por tecnologia. E, pelo que consta, a empresa de Cupertino (Califórnia) vai de vento em popa, a despeito da crise financeira que afetou a economia global desde o final de 2008.

O destaque foram as vendas impressionantes do iPhone – foram comercializadas cerca de 5,2 milhões de unidades, um crescimento sete vezes maior em comparação ao apurado no mesmo período do ano passado. Com isso, o lucro trimestral da Apple foi de US$ 1,2 bilhão, resultando em um crescimento de 15% frente ao apurado em 2008.

A notícia ruim diz respeito ao player de musica digital iPod, cujas vendas caíram cerca de 7% no apurado durante o segundo semestre desse ano.

Ou seja, mesmo para uma gigante como a Apple, existem altos e baixos são uma constante em qualquer segmento de mercado…