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DISPUTA ACIRRADA NO MERCADO DE CAFÉ

A briga está boa no mercado brasileiro de café. Tem líder sendo ameaçado pela concorrente, e a tendência de mercado mais prenunciada para os próximos anos – além da preferência do consumidor por cafés diferenciados e gourmets – é o aumento do consumo da bebida fora de casa.

A americana Sara Lee e a israelense-brasileira 3Corações (joint venture entre a Santa Clara e a Strauss Elite) vem tendo uma disputa maneira acirrada por cada décimo do mercado nacional da bebida. Enquanto a pesquisa da Nielsen dá a liderança para a Sara Lee com 20,9% de market share contra 18,1% da 3Corações, os números do Latin Panel apresentam uma inversão de posições: em primeiro lugar, com 20,3% de share, a 3Corações, seguida da Sara Lee com 18,6% do mercado. Essa briga promete…

A 3Corações foi comprada pela israelense Strauss-Elite em 2000, e uniu-se à nordestina Santa Clara em 2005. Em seu portfólio, além da 3Corações, estão as marcas Santa Clara, Pimpinela, Letícia e Kimimo.

Por outro lado, a americana Sara Lee tornou-se a líder do mercado nacional de café em 2000, ao adquirir as marcas Pilão e Caboclo. Antes disso, sua entrada no Brasil deu-se em julho de 1998, ocasião da compra do Café do Ponto e, três meses depois, do Café Seleto.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o crescimento anual médio do consumo de café no país foi de 3,3% nos últimos cinco anos. Partindo dessa base de comparação, os dados da 3Corações são significativos, uma vez que as vendas em volume da empresa cresceram 13,6% no mesmo período-base. 

Tal crescimento pode ser explicado pelos seguintes fatos: primeiro, o forte posicionamento da empresa no mercado nordestino, um dos mais dinâmicos e de maior crescimento no Brasil; segundo, uma ação mais agressiva na região Sudeste, que apresenta a maior taxa de consumo per capita do país; terceiro, a adoção de uma estratégia de preço mais arrojada, levando a uma guerra de preços no segmento.

Para aproveitar essa onda, as empresas do setor estão apostando no segmento de consumo AFH (“away from home”), onde o consumo da bebida se dá fora da residência – leia-se local de trabalho, padarias, bares, cafeterias, hotéis e restaurantes. Na última pesquisa realizada pela Abic em 2009, 99% dos consumidores declararam consumir café em casa, e 46% declararam consumí-lo fora de suas residências – em 2003, o consumo residencial era de 95%, contra 17% fora de casa.    
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