P.O.F. (2008 – 2009) – PARTE 3 E FINAL

Por fim, encerrando os comentários sobre a P.O.F. 2008-2009, algumas observações sobre a metodologia utilizada no levantamento em tela.

O IBGE ouviu 59.570 domicílios em todo o Brasil entre maio de 2008 e maio de 2009. Os lares foram visitados por aproximadamente 1.400 pesquisadores, e os gastos totais com a pesquisa foram na ordem de 24 milhões de reais.

O levantamento exige que os pesquisadores visitem as famílias pelo menos quatro vezes: na primeira visita, o entrevistador cadastra os dados sobre a família e o domicílio; na segunda, aplica-se um questionário visando rastrear dados sobre o consumo e o rendimento da unidade familiar pesquisada; outros cinco questionários são aplicados almejando traçar uma radiografia minuciosa dos gastos das famílias em questão; além das perguntas dessa natureza, são incluídas questões que visam mapear a avaliação subjetiva da família sobre sua condição de vida; e, também, os moradores passam por uma avaliação antropométrica (peso, altura e demais medidas corporais).

Por ser uma pesquisa contínua e relativamente invasiva no cotidiano das pessoas, esta exige uma boa abordagem do pesquisador, além da colaboração e boa-vontade dos moradores dos domicílios pesquisados. Tudo isso para que gestores de políticas públicas, pesquisadores e profissionais de marketing possam ter uma idéia de a quantas anda o padrão de vida das nossas famílias. E que, diga-se de passagem, estão melhorando a olhos vistos…
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