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DESTAQUES DA COPA DO MUNDO DA ÁFRICA DO SUL

Tenho falado muito pouco de futebol nesses últimos tempos aqui no PRAGMA – em grande parte por culpa do meu time, cujos jogadores vem frequentando mais as colunas policiais do que propriamente os cadernos de esporte…
No entanto, como a Copa do Mundo é um evento quadrienal, vale a pena sempre dissertar um pouco sobre esse espetáculo que é um dos maiores eventos esportivos do mundo, em termos de cifras, negócios, audiência e emoção.
Como a Copa já termina no final de semana que vem, aponto aqui a lista de destaques do que até aqui ocorreu de melhor e pior, em minha humilde opinião de fanático pelo ludopédio. Como essa lista expressa o ponto de vista singular e particular desse Escriba que vos fala, deixo à vontade os meus queridos leitores para que expressem as suas considerações e contrariedades no espaço dedicado aos comentários…
1. Em primeiríssimo lugar, um breve comentário sobre a nossa seleção. Concordo com tudo que foi dito até agora sobre a ausência de jogadores de talento em nosso meio de campo, o patriotismo burro e exacerbado que encobre e aterroriza quem possui uma opinião contrária, além do fato de que “grupo fechado” não ganha jogo, e sim a prática do bom futebol. Me considero um saudosista do bom futebol, e a maior decepção esportiva que tive até hoje foi a derrota da seleção de 1982 – não pela derrota em si, mas pela injustiça do bom futebol não ter sido premiado naquela ocasião. Noves fora, um único comentário adicional: o técnico da seleção, dada sua estreiteza mental, não convocou os melhores, e sim um “grupo de amigos” subserviente e temeroso. Passamos da “família Scolari” em 2002, para a “zona do Parreira” em 2006, e aterrisamos na “panela do Dunga” em 2010. Daí, a eliminação para o time da Holanda – que não é grandes coisas, diga-se de passagem – não ter me surpreendido nem um pouco! Um caso típico de uma morte cuja crônica era por demais anunciada…
2. Outros gigantes também caíram, em diferentes fases do torneio: a França, um caso dramático de estrelismo, arrogância, pedantismo, xenofobia e cultural war elevada à enésima potência (e cujos resultados calaram fundo no orgulho gaulês); a Itália, um time medíocre (desde a Copa passada) e envelhecido, cujo principal time dessa temporada (a Internazionale de Milão) não tem nenhum italiano em seu time titular; a Inglaterra, um time ridículo de doer, com um futebolzinho medonho e bizarro, cujo maior exemplo foi a falta de inspiração de Rooney, seu principal craque, e de um Beckham como amuleto “bonitinho” no banco; e Portugal, um selecionado que perdeu o brilho há muito tempo, e que conta em sua escalação com um dos maiores embustes do futebol mundial – Cristiano Ronaldo. Tudo bem que esse frisson todo em cima dele é culpa da Nike, mas basta olhar um tempo de jogo para perceber que o gajo não joga bulhufas – pelo menos o Beckham, além de embelezar a tela da TV, sabia bater faltas, cruzar e dar passes em profundidade…
3. Um comentário à parte em relação à derrocada humilhante da Argentina para os teutos. Os hermanos tem uma seleção de encher os olhos de qualquer fã de futebol (Messi, Tévez, Maxi Rodriguez, Diego Milito), mas caiu diante de uma seleção aplicadíssima, jovem, e que pratica um belíssimo futebol – moderno, em altíssima velocidade, na vertical e objetivo sem ser feio (aliás, os alemães quebraram essa equação nessa Copa). Em minha opinião, melhor perder para um timaço do que sair com o “rabo entre as pernas” diante de um time que não honra a história e as tradições dos timaços de outrora da Laranja Mecânica…    
4. Coisas interessantes que aconteceram nesse Mundial: o despertar do futebol sul-americano, com destaque para o Uruguai (nosso representante continental nas semifinais); a evolução do futebol japonês, em grande parte graças ao trabalho dos brasileiros que lá aportam desde o final dos anos 1990; a seleção norte-americana que, creio eu, em uma década estará despontando com uma das grandes potências do futebol mundial; e a canseira que os All Whites deram na Itália – os neozelandeses, apesar do país ser a pátria do rúgbi, estão aos poucos evoluindo.   
5. Coisas horríveis que aconteceram nesse Mundial (excetuando-se a mediocridade do time de Dunga): todas as seleções africanas (com exceção de Gana) – desaprenderam a jogar futebol, ao tornarem-se uma mera caricatura da aplicação tática copiada do futebol europeu; Suíça vs. Honduras – um dos piores jogos da Copa, um verdadeiro atentando à moral e bons costumes futebolísticos; e todos os uniformes confeccionados pela Puma, fabricante esportiva alemã – com exceção da camisa celeste uruguaia, todos horrorosos e feios de doer…
6. Por fim, dando uma de “gato mestre”, apesar de torcer nessa reta final para os nossos hermanos da Banda Oriental (Loco Abreu à parte), penso que o título será da Alemanha. Afinal, é uma tarefa hercúlea segurar jogadores do quilate de Podolski, Schweinsteiger (um monstro nessa Copa!), Ozil (que jogador, não acham?!), Thomas Muller e Klose. Apesar disso, Davi Villa está comendo a bola, e um time com Fernando Torres, Cesc Fabregas e Xabi Alonso não pode ser desconsiderado. E a Holanda, excetuando-se o Robben, é um time que foi longe demais nesse mundial…
Talvez o deuses do futebol estejam na ânsia de justiça, e resolveram premiar o futebol alemão que, desde a Copa passada, merecia levar o caneco. Mas, como em futebol tudo é possível, talvez algumas surpresas possam pintar nessa final de torneio. Por exemplo: quem sabe uma final latina entre Uruguai e Espanha?
Sonhar não custa nada…  
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  1. julho 7, 2010 às 1:26 am

    Acho que vai ter final entre Espanha e Uruguai sim, mas pelo terceiro lugar. Sinceramente. eu coloco a Espanha no grupo dos times que falaram, falaram e nada fizeram nessa copa, ao lado de Brasil e Argentina. É duro admitir que estou torcendo para a Alemanha ser campeã, mas é o time que mais me empolgou em ver jogar. Pra mim a Alemanha vai massacrar a Espanha amanhã como fez com Inglaterra e Argentina.

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