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Archive for julho \26\UTC 2010

P.O.F. (2008 – 2009) – PARTE 3 E FINAL

Por fim, encerrando os comentários sobre a P.O.F. 2008-2009, algumas observações sobre a metodologia utilizada no levantamento em tela.

O IBGE ouviu 59.570 domicílios em todo o Brasil entre maio de 2008 e maio de 2009. Os lares foram visitados por aproximadamente 1.400 pesquisadores, e os gastos totais com a pesquisa foram na ordem de 24 milhões de reais.

O levantamento exige que os pesquisadores visitem as famílias pelo menos quatro vezes: na primeira visita, o entrevistador cadastra os dados sobre a família e o domicílio; na segunda, aplica-se um questionário visando rastrear dados sobre o consumo e o rendimento da unidade familiar pesquisada; outros cinco questionários são aplicados almejando traçar uma radiografia minuciosa dos gastos das famílias em questão; além das perguntas dessa natureza, são incluídas questões que visam mapear a avaliação subjetiva da família sobre sua condição de vida; e, também, os moradores passam por uma avaliação antropométrica (peso, altura e demais medidas corporais).

Por ser uma pesquisa contínua e relativamente invasiva no cotidiano das pessoas, esta exige uma boa abordagem do pesquisador, além da colaboração e boa-vontade dos moradores dos domicílios pesquisados. Tudo isso para que gestores de políticas públicas, pesquisadores e profissionais de marketing possam ter uma idéia de a quantas anda o padrão de vida das nossas famílias. E que, diga-se de passagem, estão melhorando a olhos vistos…

P.O.F. (2008 – 2009) – PARTE 2

As atribulações das duas últimas semanas me impediram de dar continuidade à regularidade das postagens, o que desde já peço desculpas aos meus persistentes e indulgentes leitores. Especialmente, não dei continuidade aos comentários relativos aos resultados divulgados pelo IBGE a respeito da P.O.F. (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2008 – 2009, um retrato bastante interessante do perfil de consumo das famílias brasileiras.

Continuando a discussão, outros dados interessantes sobre a melhoria da qualidade de vida das famílias brasileiras nestes últimos anos foram apontados pelo levantamento, e que merecem ser destacados:

1. Os gastos com a casa própria aumentaram nos últimos anos, saltando de 2,77% (2002-2003) para 4% do orçamento total das unidades domiciliares (2008-2009);

2. Graças ao farto crédito, houve também um aumento dos gastos familiares com a aquisição de bens de consumo: o gasto com veículos saltou de 5,93% (2002-2003) para 6,9% (2008-2009). Já os gastos com eletrodomésticos passou de 1,88% para 2,1% durante esse mesmo período; 

3. No entanto, nem tudo foi aumento no bolso das famílias. Alguns gastos familiares sofreram redução ao longo desses anos. Por exemplo, houve uma diminuição nos gastos com serviços de telefonia fixa (de 1,79% para 1%). Essa tendência foi contrabalançada com o aumento nos gastos com telefonia celular, que saltou de 0,63% para 1%;

4. Outro dado relevante é o aumento do endividamento das famílias com financiamentos de vários tipos: os gastos com empréstimos passou de 1,06% em 2002-2003 para 1,4% no biênio 2008-2009.

5. Um dado curioso: os gastos com alimentação foram reduzidos, passando de 20,8% (2002-2003) para 19,8% (2008-2009). Apesar desta redução, o brasileiro está comprando itens mais caros e de maior valor. Dentre o orçamento dedicado aos gastos alimentares, os seguintes itens apresentaram aumento: carnes, vísceras e peixes (21,9%), bebidas e infusões (9,7%), frutas (4,6%), legumes e verduras (3,3%) e alimentos preparados (2,9%). Na outra ponta da tabela, os itens que apresentaram queda: leites e derivados (11,5%), cereais, leguminosas e oleaginosas (8%), aves e ovos (6,9%), farinha e massas (4,6%), açúcares e derivados (4,6%) e óleos e gorduras (2,3%).

6. Na rubrica gastos com transporte, o orçamento do brasileiro sofreu um salto significativo: o comprometimento do orçamento familar passou de 18,4% (2002-2003) para 19,6% (2008-2009). Nesse item, as despesas estão assim divididas: aquisição de veículos (43,1%), gasolina para o veículo pago (16,3%), transporte urbano (13,8%), manutenção e acessórios (10,6%), viagens esporádicas (7,5%), despesas com estacionamento e pedágio (5%) e álcool para veículo próprio (3,1%).

7. Os gastos com a saúde consomem 5,9% do bolso dos brasileiros, assim distribuídos: compra de remédios (2,8%), gastos com plano de saúde (1,7%) e tratamento dentário (0,3%).

8. Por fim, o grupo educação representa 2,5% dos gastos totais das famílias brasileiras, obedecendo a seguinte distribuição: gastos com cursos regulares (0,6%), gastos com educação superior (0,8%) e aquisição de material escolar (0,2%).

O FUTURO… É AGORA!

Nesta segunda-feira, a Amazon informou dados no mínimo interessantes para aqueles que – diferentemente desse Escriba que vos fala – acreditam que o e-book é apenas uma miragem passageira, um golpe de mestre de marketing para que as empresas do setor de eletroeletrônicos “turbinem” as suas vendas de e-readers e tablets.

A pioneira norte-americana do setor de e-commerce informou que, nos últimos três meses, a venda de e-books superou a de livros de capa dura (hardcover), que é o formato tradicional da primeira versão de qualquer livro que adentra o mercado editorial do país.

Mais especificamente, foram vendidos 143 e-books para o formato Kindle (o e-reader exclusivo da Amazon) contra 100 exemplares de livros físicos, incluindo os que não possuem versão eletrônica até o presente momento.

Vale lembrar que a Amazon vende livros eletrônicos há cerca de 33 meses, contra 15 anos de comercialização de livros físicos em seu site! 
A pergunta que não quer calar é: estamos realmente diante de uma mudança de rumos do mercado editorial? Será que o formato digital irá prevalecer sobre o tradicional, consagrado, charmoso, porém espaçoso e pouco ecológico formato físico?

Segundo as previsões mais radicais, parece que o futuro é mesmo do e-book: daqui há dez anos, apenas 5% dos livros vendidos será no formato físico!

Eu, por via das dúvidas, me antecipei e já encomendei o meu leitor de e-books. Trata-se do Cool-ER, e devo recebê-lo nos próximos dias. Assim que eu estiver razoavelmente adaptado a ele, postarei as minhas impressões aqui no blog…  

PRÁ FRENTE BRASIL!!!

Passado o Carnaval e a decepção da Copa do Mundo, eis que o 2010 finalmente se inicia! E este é um ano fundamental para o nosso país, posto que iremos eleger a partir de novembro o novo Presidente da República para os próximos quatro anos.

Tamanha é essa responsabilidade, dado que o mundo inteiro está de olho no Brasil como potência emergente do momento. Todas as atenções estarão voltadas para nós, uma vez que temos a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 como megaeventos esportivos que mobilizam uma audiência planetária…  

Entretanto, será que os brasileiros sabem o Brasil que eles querem? Mais desenvolvimento, mais escolas, maior crescimento econômico? Melhoria da qualidade de vida das pessoas – especialmente as menos favorecidas economicamente -, redução das desigualdades sociais e, por extensão, a redução da criminalidade que assola os grandes centros urbanos?

Sem ufanismo estreito, pretensão insidiosa ou arroubos megalomaníacos, eu sei bem o Brasil que eu quero. Terra na qual nasci, que aprendi a amar desde cedo, e que me identifico cada vez mais – tanto quando vou ao exterior quanto viajo por suas inúmeras cidades, repletas de pessoas trabalhadoras, amistosas e engajadas no projeto de fazer essa país melhor a cada dia que passa!

Sem o intuito de empreender qualquer proselitismo político, eu quero um Brasil com as seguintes características:

1. Mais crianças e jovens nas escolas, adultos nas Universidades e professores e pesquisadores que possam dar sustentação a essa arrancada em que atualmente vivemos;

2. Melhores condições de vida para os mais pobres, menos impostos e mais segurança para a classe média, mais emprego e dignidade para todos os brasileiros;

3. Maior comprometimento com os destinos do país por parte dos seus habitantes, mais engajamento cidadão e um comportamento eticamente responsável e honesto – abaixo a “Lei de Gérson”, que é uma ameça ao processo civilizatório e destrói os nossos laços de pertença a uma sociedade mais justa e fraterna;

4. Mais segurança para se viver e para criar os nossos filhos, sem a violência do tráfico, das milícias e das polícias;

5. Crescimento econômico sim, mas não a qualquer preço! Quero indivíduos, empresas, governos e demais membros da sociedade civil organizada envolvidos em políticas de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social.

Em suma, não acredito em um conceito de crescimento econômico pautado apenas pela melhoria do padrão de consumo das famílias. Diferentemente do atual presidente, discordo frontalmente da idéia de achar que qualidade de vida equivale a comprar mais fogões, geladeiras, TVs de LCD e automóveis zero quilômetro – detalhe: todos esses bens adquiridos em prestações a perder de vista, e com juros astronômicos!

Apesar de ser um profissional de marketing e um estudioso dos fenômenos de consumo, não defendo a idéia do consumismo desenfreado como a via para a felicidade e a realização pessoal. Por consumismo, entendo o padrão cultural que conduz as pessoas a achar significado, satisfação e reconhecimento fundamentalmente por meio do consumo de bens e serviços” (Estado do Mundo 2010, Worldwatch Institute).

Não é isto que eu quero, não é isto que eu penso e não é isto que eu desejo para aqueles que amo e estimo, e para as gerações futuras!

Pensem bem na hora de votar! Depende de nós a escolha certa para que possamos arrancar em direção a um futuro melhor para todos… 

UMA ÚLTIMA PALAVRA SOBRE A COPA DO MUNDO DE 2010


EU GOSTEI:

1. Do título da Espanha. Uma das melhores seleções da competição, com um toque de bola rápido, boa marcação e um time que joga sempre para frente. O melhor exemplo de que é possível articular futebol eficiente com a certeza de um bom espetáculo. E o Davi Villa é um tremendo atacante;

2. Da garotada teutônica. Além dos já “rodados” Schweinsteiger, Podolski e Klose, a Alemanha sacou do bolso jovens revelações como Ozil e Thomas Muller. Em uma única palavra: um timaço! Pena que pegou a truculenta Holanda na semi-final. Mesmo assim, é promessa de bom futebol para 2014. Além disso, tem a segunda camisa, considerada a mais bonita da competição segundo os leitores desse blog;

3. Dos nossos irmãos da Banda Oriental. De “patinho feio” das Eliminatórias à quarto colocado no Mundial, o selecionado celeste está de parabéns. O Uruguai é o orgulho do nosso continente, com o Forlan e o Luizito Suarez  jogando o fino da bola! Mas, tenho de confessar, a “cavadinha” do Loco Abreu na semi-final foi demais para mim…;

4. Da eliminação da Argentina. Apesar do “timaço” com Messi, Tévez e Verón… Não adianta, está no sangue…

5. Da Larissa Riquelme. Apesar de paraguaia – cuja origem é sempre um mistério -, a moça bate um bolão!!! E eu queria estar no lugar daquele celular…

EU NÃO GOSTEI:

1. Do time da Holanda. Um time que só sabe dar pancada e perder gols incríveis, realmente não merece ser campeão. Além do mais, seria uma tremenda injustiça frente à gerações de craques do passado como Cruyff, Neeskens, Rep, Koeman, Gullit, Reijkaard, Van Basten, Bergkampf, Kluivert…

2. Da seleção brasileira. Receita clássica do insucesso: técnico mulambo, “panela” de jogadores medíocres, briga com a imprensa, doses cavalares de “sapato alto”, tudo isso temperado por um nacionalismo tosco e um ufanismo singelamente pedestre. Tenho de admitir: me deu muita raiva! Tanto que parei de torcer pro Brasil por uns tempos até desopilar o meu fígado…;

3. Dos “dinossauros” europeus. Pior do que o Brasil, só mesmo os times da França, da Itália e da Inglaterra! Que timezinhos medíocres, horrorosos, medonhos! É ataque cardíaco na certa! Pobre do camarada que torce para uns caras desses… É morrer de desgosto!; 

4. Das seleções africanas. Todas, sem exceção! Pior do que isso, só as horrorosas camisas da Puma: feíssimas e de péssimo gosto!;

5. Vuvuzelas e Jabulani. As primeiras dão nos nervos – devem ter sido inventadas por alguns vietcongs revoltados, visando atormentar a vida dos ianques. A segunda, porque a piada ridícula acabou se tronando um viral chato bragarai…

E, tenho dito! Chega de falar de Copa – pelo menos, por enquanto… 

FUTEBOL CAMPEÃO, CLUBES NA PINDAÍBA…

Enquanto o mundo inteiro saúda o mais novo membro no clube dos Campeões Mundiais de Futebol – dentre os quais, inclui-se esse humilde Escriba que vos fala -, a situação não anda nada boa para os clubes de futebol espanhol.

Segundo levantamento feito pela Universidade de Barcelona, e publicado na edição de segunda-feira do periódico O Estado de S. Paulo, o endividamento do futebol espanhol gira em torno da astronômica cifra de 2,8 bilhões de euros – cerca de 6,2 bilhões de reais (!!!!!).

Tudo isso numa liga razoavelmente bem-administrada, com estádios lotados, polpudos contratos de direitos televisivos, merchandising poderosíssimo, além de clubes “recheados” de jogadores-estrelas que ajudam a garantir a magia e a qualidade do espetáculo…

Enquanto Iniesta, Xavi Alonso, Fabregas, Davi Villa, Fernando Torres, Puyol, Pedro, Casillas, Piquet, Victor Valdes e Busquets levavam os torcedores da Furia à loucura neste final de semana, os clubes espanhóis devem mais de 600 milhões de euros somente ao Fisco. Potências do país campeão do mundo estão à beira da falência: o galático Real Madrid deve 527 milhões de euros; o Atlético de Madrid, 430 milhões de euros; o mega-estelar Barcelona acumula dívidas da ordem de 388 milhões de euros; e o Valencia deve 286 milhões de euros.

Na rabeira da fila, clubes menores como Sporting Gijón, Málaga, Real Sociedad e Celta de Vigo estão sob intervenção judicial…

Que o futebol é uma imensa usina mundial de lavagem de dinheiro todos nós sabemos! Mas, mesmo assim, a coisa atingiu um nível alarmante!

Agora, se a coisa está feia na Europa, imaginem no mulambento, indigente e sofrível mundo do futebol brasileiro, onde a gestão dos clubes de futebol é um misto de retardo mental, má-fé, roubalheira e torpeza de caráter envolvendo atletas, dirigentes, empresários, técnicos e gestores?!

Somem a isto uma Copa do Mundo vindoura em 2014, onde as obras de preparação do evento ainda nem começaram de fato…

Uma lista de adjetivos para que os meus críticos e pacientes leitores possam escolher de acordo com os seus respectivos humores – 2014 será sinônimo de: roubalheira, canalhice, calhordice, sacanagem, crime de lesa-pátria, esperteza, fanfarronice, patriotismo emburrecedor, ufanismo mediocrizante… ufa, a lista parece não ter fim!

Pano rápido!!!

UM SONHO…

… Ir à Copa do Mundo de Rúgbi, que irá ocorrer entre os dias 24 de setembro e 5 de novembro de 2011 na Nova Zelândia.
O torneio será realizado na Nova Zelândia, a pátria dos famosos All Blacks – como é conhecida a seleção neozelandesa, por seus uniformes negros. Os All Blacks estão para o rúgbi assim como está a Seleção Brasileira para o futebol.
Os grupos do Campeonato estão assim divididos:
Grupo A:
Nova Zelândia, França, Tonga, Canadá e Japão.

Grupo B:
Argentina, Inglaterra, Escócia, Geórgia e vencedor do Final Place Play-off.

Grupo C:
Austrália, Irlanda, Itália, Rússia e Estados Unidos.

Grupo D:
África do Sul, País de Gales, Fiji, Samoa e Namíbia.
Na disputa pela última vaga nos play-offs, quatro seleções ainda na disputa: Romênia, Uruguai, Tunísia e Casaquistão. O vencedor entrará na última vaga do grupo B.

Será que eu consigo ir? Algum leitor me dá alguma dica?