Início > Brasil, Economia, Turismo, Viagens, Vinhos > UMA RADIOGRAFIA DA SERRA GAÚCHA

UMA RADIOGRAFIA DA SERRA GAÚCHA

O Estado do Rio Grande do Sul é um grande estado – tanto no nome quanto na sua história, no seu povo, nas suas tradições e na sua economia. Com uma área de 281.749 quilômetros quadrados e uma população de 10,9 milhões de habitante, o seu PIB em 2009 foi de 203 bilhões de reais – o que coloca o Rio Grande do Sul como a oitava economia da América Latina. 

Tudo isso é devidamente esmiuçado em uma edição especial do periódico Valor Econômico sobre o estado, publicada na semana passada.

A região da Serra Gaúcha compreende 31 municípios espalhados em uma área de 6,9 mil quilômetros quadrados, com uma população de 818 mil habitantes. Os indicadores são bastante interessantes: taxa de analfabetismo de 4,26%, densidade demográfica de 117,8 habitantes por quilômetros quadrados, uma expectativa média de vida de 74,59 anos e um PIB de 20 bilhões de reais – cerca de 10,5% do PIB total do estado.

A chegada dos imigrantes italianos em 1875 transformou a paisagem da região, até então composta por pequenos e rústicos povoados de indígenas, portugueses, alemães e poloneses. Sua atividade agrícola foi baseada em pequenas propriedades rurais – atualmente, são cerca de 22,7 mil propriedades  com uma área média de 22,2 hectares cada -, o que torna o agronegócio a principal força da economia da região (cerca de 50% do PIB local). A vitivinicultura é o principal destaque da região, ocupando cerca de 70% da área agrícola cultivável. A região também se destaca por seu sofisticado e pujante complexo metal-mecânico e moveleiro. 

Na região, Caxias do Sul se destaca como um dos municípios mais atrativos para a abertura de novos negócios no estado. A cidade, identificada como um pujante pólo industrial, tem um grande potencial para se tornar um centro de turismo de negócios.

No turismo, além da Rota Romântica que liga os destinos tradicionais de Gramado e Canela, o enoturismo vem ganhando destaque, envolvendo os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Flores da Cunha. Essa atividade, em franco crescimento,  recebe cerca de 700 mil pessoas por ano que permanecem, em média, dois dias e meio na região.

Tive uma prova viva disso pois tive a oportunidade de visitar a Casa Valduga, uma das grandes vinícolas brasileiras – junto com a Miolo e a Salton. Encravada no meio do Vale dos Vinhedos, a empresa construiu um belíssimo complexo enogastronômico que, além das vindimas e da cave, possui restaurantes, pousadas, recepção, centro de acolhimento ao turista e, futuramente, um museu do vinho que está em construção.

Comparado com a Miolo, que também visitei, a Valduga foi a mais atenciosa – a visita “padrão”, apesar de mais cara, teve uma duração maior, que incluiu uma ida às vindimas da companhia (em estado de hibernação nesta época do ano) e uma bela e farta degustação de diversos rótulos da vinícola – inclusive os mais tops e caros. Enquanto isso, na Miolo, o atendimento foi mais burocrático, “frio” e apressado, tendo sido degustado apenas os rótulos mais “populares” da companhia.

Claro que a proposta das empresas são bastante diferentes: enquanto a Miolo é o maior grupo vitivinícola brasileiro (almejando ser uma major internacional), a Valduga – apesar do gigantismo de sua cave – é um grupo que procura manter as suas tradições artesanais e suas raízes italianas – expressas em cada tijolo de basalto no seu castelo. O resultado, expresso pelo caráter atencioso e dedicado da guia Amanda que me atendeu na visita, é uma impressão muito positiva da Casa Valduga – e que se traduziu em algumas caixas de vinho adquiridas, e que estão esperando ser degustadas em futuras ocasiões especiais…

A Serra Gaúcha é um encanto!
Anúncios
  1. setembro 13, 2011 às 12:01 pm

    Oi:

    Concordo com o comentário… O RS é um Estado e tanto!
    Encontrei o site pela imagem acima – de PoA; que é a cidade onde resido.
    Sobre um comentário aqui próximo: Bento Gonçalves é bacana mesmo, fui algumas vezes à cidade… Sou suspeito (e CULPADO!) para falar do tal restaurante CANTA MARIA também (vale à pena o alto preço lá).
    És do Rio de Janeiro? Eu sou, só que resido no RS desde 1995. Confesso que foi uma troca BEM FEITA: apesar de aqui na capital gaúcha as coisas estarem ficando complicadas… Difícil haver alguma cidade/país onde as coisas sejam IDEAIS/OU ATÉ PERFEITAS!
    E sobre algumas VINÍCOLAS aqui mencionadas: conheço algumas, e são bem interessantes. Há cidades tão pequenas que muitas NEM TEM REDE HOTELEIRA/RODOVIÁRIAS mesmo!
    É isso.

    Abraços,
    Rodrigo O. Rosa

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: