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AVENTURAS DO ESCRIBA NA SERRA GAÚCHA: VALE DOS VINHEDOS

Depois de uma semana de trabalho pesadíssima e recheada de fortes emoções, resolvi aliar o trabalho ao lazer. Explico melhor.Como estava encerrando uma turma neste final de semana em Caxias do Sul, resolvi “esticar” o meu pouso e aproveitar as delícias que a Serra Gaúcha propicia a qualquer reles mortal como esse Escriba que vos fala: um clima ameno e uma natureza deslumbrante, aliada a uma farta e deliciosa culinária italiana e vinhos maravilhosos de diversos tipos, gostos e apresentações…
Para começar, uma ida à Bento Gonçalves e um almocinho na galeteria Canta Maria, ao lado do pórtico de entrada da cidade. Lá, um cardápio típico da culinária dos imigrantes italianos: farto, delicioso e aconchegante. Preferi a opção dos grelhados, e logo em minha mesa chegou uma orgia de pratos e porções prá lá de generosas: para iniciar, uma sopa de capeletti, seguida de salada, queijo e polenta na chapa, o maravilhoso galeto na brasa (irrepreensível!), além de carnes vermelhas, peixes e massas de variados tipos e molhos. Tudo isso acompanhado por um belo Boscato Merlot 2005, um acompanhamento verdadeiramente inspirador!
Devidamente alimentado, parti disposto para a rota do Vale dos Vinhedos, a meca da vitivinicultura nacional. O fim do outono na região e a hibernação dos parreirais dava um certo tom desolador à paisagem de folhas caídas e amareladas, mas o clima ameno na Serra era o maior incentivo para um belo tour de degustação…
São inúmeras as vinícolas no caminho, desde as maiores até as nanicas – o que, no caso específico dessas últimas, não significa necessariamente vinhos de baixa qualidade!
Resolvi parar na sede de uma das maiores empresas do país, a Miolo. Um terreno extenso, amplo, com uma sede belíssima e caves grandiosas. Resolvi fazer o tour de degustação – que ocorre a cada 30 minutos -, e que consiste em compreender todo o processo de vinificação: desde o cultivo e a colheita das uvas, passando pelos gigantescos tonéis de aço inox, as elegantes barricas de carvalho onde os vinhos repousam e ganham corpo, até as amenas e grandiosas caves… Tudo isso se encerra numa degustação correta, porém superficial, de alguns vinhos da casa. Depois, uma passada na loja da empresa porque ninguém é de ferro…
Logo depois, bem perto da Miolo, uma passada na Cave de Pedra – uma vinícola que me surpreendeu quando degustei o seu Merlot há alguns anos atrás, mas que agora só comercializa os seus vinhos na sua loja no próprio Vale ou pela internet. Apesar de bem menor que a Miolo, seu imponente castelo feito de tijolos de basalto – uma a réplica de uma fortificação medieval – impressiona e cativa o visitante, gerando um certo charme aos vinhos da companhia. Uma rápida visita a cave da empresa ilustra o esmero na preparação do precioso líquido, bem como a sua proposta que pode ser resumida no seguinte aforisma: “menos é mais”!
Fiquei bem impressionado pelo vinho feito da uva Egiodola  – uma casta francesa exótica, que produz vinhos de um rubi intenso, bem picantes na boca e com um aroma de especiarias, pimentão e couro. Bastante condimentado, desafiador e diferente!
Confesso que, depois de tanto vinho, queijo, polenta, galeto e picanha, cheguei exausto ao hotel – de onde escrevo essas tortas e breves linhas.
Amanhã tem mais. Destino: Gramado e Canela, a famosa Rota Romântica. Depois, escrivinharei as minhas impressões…   
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Categorias:Eventos, Turismo, Viagens, Vinhos
  1. junho 2, 2010 às 12:33 am

    Zé Mauro,fizemos a mesmaaaa viagem em Julho do ano passado…Pra mim é o seguinte: Gramado e Canela pra quê? Eu quero é ser feliz em Bento… Garibaldi e região!!!Vc precisa conhecer a FestiQueijo em Carlos Barbosa!!! Tipo, uma das melhores coisas que eu fiz na vida!Queijo, vinho e afins (espumantes, salames…) das melhores vinícolas e tals… Paga pra entrar e pode comer e beber quanto puder!!!! O negócio é aguentar!!!Muita saudades!Quando vens pra SC?Quero assistir tua aula denovo!Beijos

  2. junho 3, 2010 às 1:51 pm

    Pôxa, ótima dica! Apesar disso, acho que Gramado e Canela tem o seu charme – mas nada mais que um dia…Concordo contigo: Bento é um barato!Devo ir a SC no segundo semestre: escreveo aqui informando.Bjs!

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