BRASIL, BOLA DA VEZ (2)


Vejamos o caso da Diageo, a gigante mundial da indústria de bebidas, que possui um amplo leque de produtos no segmento de wines, liquors and spirits. Fundada em 1997 após a fusão da Guinness e da Grand Metropolitan, seu portfólio inclui inúmeras marcas prestigiadas, tais como: Hennessy (cognac), Gordon’s e Tanqueray (gim), Johnnie Walker, JB, Bell’s, Buchannan’s, Dimple, Old Parr, White Horse, Cardhu, Glenkinchie, Lagavulin, Talisker e Bushmill’s (uísques), Jose Cuervo e Don Julio (tequilas), Guinness e Kilkenny (cervejas), Ciroc e Smirnoff (vodcas), Baileys e Sheridans (licores), Dom Pérignon e Moet Chandon (champagnes). Só pesos-pesados!

O conglomerado aposta que o Brasil será o maior mercado da empresa na América Latina em 2012. Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado da região, estando atrás apenas da Venezuela, muito em função das baixas tarifas de importação que o país de Hugo Chávez impõe às bebidas alcóolicas. No entanto, a aposta da Diageo no mercado brasileiro repousa no gigantismo de sua população, a recuperação do poder aquisitivo das famílias – em especial, as menos favorecidas economicamente – e a presença de um significativo contingente de consumidores jovens, o grande target da companhia.

Apesar disso, o mercado brasileiro tem suas especificidades quando o assunto é bebida alcóolica. Só para se ter um exemplo, 98% dos pontos de venda no país comercializam cerveja, contra 15% que comercializam vodca e apenas 5% que vendem uísque. A empresa aposta justamente no crescimento do segmento de destilados, que são produtos mais caros e aspiracionais e, por consequencia, com maior margem e rentabilidade.

Apesar disso, o Brasil é o terceiro mercado mundial em vendas da vodca Smirnoff, e o quinto maior para o uísque Johnnie Walker – sendo o terceiro para o Red Label, a sua versão mais popular (envelhecida durante 8 anos em barris de carvalho). A Diageo projetou para 2010 um crescimento do mercado brasilero em “dois dígitos altos”!

Visando ampliar o seu portfólio, a empresa vem adquirindo novos produtos como o saque brasileiro Daiti e a cachaça Nega Fulo.

Atualmente, o faturamento da empresa está bem balanceado: um terço das vendas é oriunda dos países emergentes, outro terço da Europa e o terço final proveniente do mercado norte-americano. Enquanto os mercados europeu e norte-americano apresentaram uma queda significativa de suas vendas no ano passado – uma redução de 6% e 5%, respectivamente -, o mercado da América Latina apresentou um crescimento nas vendas de aproximadamente 8%, e uma expansão de 16% no lucro operacional. E, claro, como não poderia deixar de ser, o maior destaque foi o Brasil
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