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A CRISE NA UNIÃO EUROPÉIA (1): A GRÉCIA

Está feia a coisa pros lados do Hemisfério Norte desde o segundo semestre de 2008, e parece que tão cedo a coisa irá voltar para o seu patamar anterior. E, parece que no caso da União Européia, a bola da vez é a Grécia

País com milênios de história, um dos berços da civilização ocidental e muito bonito de se ver – é um dos sonhos de consumo turísticos desse Escriba que vos fala -, a coisa está bastante esquisita pro lado dos gregos. A Grécia tem um déficit público monumental da ordem de 12,7% – quatro vezes mais que o teto máximo permitido pelas autoridades da União Européia (!!!!). Em termos numéricos, o drama se desenha com os seguintes números: o país tem reservas de €7 bilhões para uma dívida de €300 bilhões(!!!). Ou seja, qualquer inepto em finanças como eu sabe que essa conta não fecha nunca. A pergunta que não quer calar, dessa maneira, é a seguinte: quem vai pagar as contas do rombo das finanças gregas? Ou melhor, qual autoridade européia que vai colocar a “corda no pescoço” para auxiliar as combalidas contas gregas?
Eis o “remédio amargo” que as autoridades européias querem passar para os gregos: que a Grécia reduza o seu déficit público de 12,7% para 3% em 2012(!!!). Ou seja, o país vai passar fome, enquanto nenhum responsável deve ser responsabilizado por isto – não é só aqui no Brasil que ninguém vai para a cadeia…
O roteiro que levou a esse estado de coisas terrível é típico de uma “tragédia grega” – e, desde já, peço desculpas os meus leitores helenistas pelo trocadilho infame: inchaço dos gastos públicos, aumento da folha de pagamento do funcionalismo estatal, financiamentos obtidos com planos de negócios deslavadamente mentirosos além, é claro, de muita, mas muita corrupção! O resultado, como sempre, irá penalizar a população do país que, diga-se de passagem, ganhou muito pouco com a “farra do boi” criada após a entrada da Grécia na União Européia, em 2001…
Para piorar, França e Alemanha – que também estao mal das pernas – estão cobrando a adoção dessas medidas amargas por parte das autoridades gregas para resolver a questão do déficit público no país. O resultado disso tudo é que os gregos estão desgostosos de pertencer à União Européia, desencantados com a política e com tudo que os cerca. Ou seja, algo que nos é muito familar quando, todos os dias, abrimos os jornais para ler, ou então prestamos atenção nas manchetes dos noticiários televisivos…
Como desgraça pouca é bobagem, toda essa tempestade ocorre em um contexto onde a previsão de crescimento da economia grega para 2010 é da ordem de 0,5%.
Daqui há pouco, os gregos terão de vender a Acrópole para saldar as suas dívidas. Lamentável que isso esteja acontecendo em um país tão importante, belo e acolhedor como esse…
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