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O MINI COOPER É UM SUCESSO DE VENDAS NO BRASIL


Há um certo truísmo entre os estudiosos do comportamento do consumidor, que o brasileiro possui um padrão de compra muito assemelhado ao consumidor norte-americano quando o assunto é carro. Há, por parte de ambos, uma preferência por veículos grandes e de design arrojado, sejam eles SUVs (sport utilities vehicles, as nossas famosas pickups off road) ou sedãs de luxo. Isso explica a profusão de modelos em nossas ruas como o Civic (da Honda), o Corolla (da Toyota) e o C4 (da Citröen), além dos EcoSports (da Ford), das Tucsons (da Hyundai) e das Sportages (da Kia Motors).


Para isto, basta ter crédito fácil e acessível, e a desoneração do IPI do setor automobilístico por parte do governo federal fez com que as filiais aqui nadassem a braçadas largas em 2009, enquanto as localizadas no Hemisfério Norte sofressem os horrores da crise financeira global – vide os casos da Ford, da Chrysler e da GM nos EUA – que atingiu em cheio o setor.

No entanto, a pujança econômica – especialmente entre os mais abastados economicamente – vem fomentando o curioso fenômeno de aquisição de dois, ou até mesmo três carros, para a própria família. Numa cidade dominada pelo rodízio de carros como São Paulo, tal estratagema não deixa de ser interessante pelo prisma do usuário (e péssimo para a sociedade), posto que o mesmo pode circular pela cidade todos os dias da semana dado possuir veículos com finais de placas diferentes.

Alguns podem afirmar que isso é um comportamento tipicamente brasileiro: é o exemplar emblemático do nosso famoso “jeitinho”, ou então do comportamento ostentatório e predatório das nossas elites econômicas, que não estão nem aí para a coisa pública. Mas, como deixar o carro na garagem quando o transporte público de massa é ineficiente, um verdadeiro lixo? Com a palavra, os governantes…

Deixando de lado as justas e merecidas críticas aos nossos políticos e gestores de políticas públicas, o fato é que esse negócio de adquirir dois ou três carros está dando origem a um nicho de mercado extremamente rentável e deveras aquecido: o dos pequenos carros de luxo. Como o próprio nome diz, são carros pequenos, feitos ou para andar na cidade grande ou para pequenas viagens à serra nos fins de semana, mas muito luxuosos, charmosos… e caros! Exemplos: o Smart (da Mercedes-Benz), o 500 (da Fiat) e o MINI Cooper (da BMW).

Lançado em 1957 pela British Motor Corporation, em 2001 foi rebatizado com o nome de MINI Cooper (assim mesmo com letras maiúsculas), combinando economia, eficiência, dimensões reduzidas, luxo e charme com o seu característico estilo retrô de “baratinha” de corrida dos anos 1960. Resultado: o “pequeno notável” tornou-se objeto de desejo por parte de jet setters e personalidades mundiais, como a rainha Elizabeth II e o vocalista do Rolling Stones Mick Jagger.

A comercialização regular do veículo no Brasil teve início em abril de 2009, com a abertura de concessionárias exclusivas no país. Essa jóia do charme, elegância e requinte britânicos é tão especial que o comprador tem a sua disposição 337 tipos de combinações externas e 264 possibilidades de cores e padronagens de acabamento. Um luxo, não?

Além disso, a potência é garantida com um motor de 122 cavalos que possibilita chegar de 0 a 100 km em 9,1 segundos. Um enorme velocímetro multifuncional, de visual retrô, localizado no centro do painel somado a botões de múltiplo comando do tipo painel de avião situados no volante representam a soma de elegância e tecnologia que lhe são característicos.

No Brasil, o sucesso do MINI Cooper é considerável, dadas as proporções reduzidíssimas desse mercado. No início das operações regulares, a previsão era de vender aproximadamente 600 veículos. Entretanto, até outubro de 2009, a montadora contabilizou a comercialização de 652 carros. Um sucesso, portanto…

Não sou muito chegado à exibições de luxo, mas esse carrinho do “Mr. Bean” (quem não se lembra dele?) é uma graça. Confesso o meu mais pedestre desejo de tê-lo, pois, como diz a letra do velho samba, sonhar não custa nada…
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  1. carlos
    setembro 29, 2010 às 5:29 pm

    Alguem pode me dizer o que esse carro mini cooper tem de especial? só a grife?

    • Jorge
      março 2, 2011 às 5:32 pm

      Por isso vou comprar o LIFFAN L320! O made in China que é a cópia barata do MINI Cooper e custa apenas R$30 mil !!! Viva os chineses!!! kkkkkkk

  2. Francisco
    janeiro 5, 2011 às 2:05 am

    Denominar automóveis como Civic (da Honda), o Corolla (da Toyota) e o C4 (da Citröen), além dos EcoSports (da Ford), das Tucsons (da Hyundai) e das Sportages (da Kia Motors) de veículos grandes e de design arrojado ou sedãs de luxo foi um certo exagero do articulista.
    Tais veículos se prestam, nos EUA, como segundo ou terceiro carro da família e não custam mais de US$ 20.000,00 ou menos de R$ 40.000,00, enquanto no Brasil um Sportage alcança mais de R$ 100.000,00 ou algo em torno de US$ 60.000,00. Com esse valor é possível adquirir um Mercedes-Benz Classe E ou BMW série 5, estes sim carros de luxo e, não, os enfeitados coreanos.
    Lamentavelmente, no Brasil devido à ganância tributária, associada aos ganhos desmesurados dos fabricantes, cujas políticas de preços assemelham-se ao comportamento de um mercado cartelizado, os veículos tem um custo absurdamente mais elevado para o consumidor brasileiro, especialmente quando comparado com o nível de renda do consumidor norte-americano.
    Somos o 5. maior fabricante mundial de automóveis e, ainda, não sabemos como usar tal condição para termos melhores produtos e a preços mais justos, pois pagamos um preço muito mais elevado pelo mesmo produto ou mesmo por produtos de qualidade inferior.
    É impressionante o desrespeito ao consumidor brasileiro
    A VW criou uma geração 4 e meio para o Golf e fabrica aqui o Gol, que me recuso a adjetivar, a GM equipa o Vectra e o Astra (que não são fabricados mais na Europa) com uma motorização da década de 70, a Fiat somente esse ano tirou o Uno antigo de linha e agora está fazendo o mesmo com o Stilo, que já não eram produzidos há anos na Europa, a Citroen trouxe da Argentina para o Brasil o C4 Pallas (outro que me recuso a adjetivar), Peugeot e Renault não merecem comentários e a Ford somente monta sua “fantástica” SUV sobre a plataforma de um produtos que não se fabrica mais em outros países e, mesmo assim, após obter benesses fiscais que até hoje fazem corar mesmo os que pouco entendem do assunto.
    Enfim, falta muito para vencermos nossa condição de país colonizado.

  3. Paulo Londrina
    julho 30, 2011 às 4:44 pm

    Francisco, concordo absolutamente em tudo com vc.. Temos muito ainda a mudar para sermos comparáveis a estes países de onde se originam estas marcas que aqui “nadam de braçadas largas”.

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