O BRASILEIRO ESTÁ ENDIVIDADO CADA VEZ MAIS!

Saiu na edição de domingo da Folha de São Paulo: o número de brasileiros com dívidas acima de R$ 5.000 mais que dobrou nos últimos cinco anos, segundo dados do Banco Central. Isto significa que a espiral virtuosa do consumo e da inclusão das classes econômicas menos favorecidas possui também implicações negativas. O número de brasileiros no vermelho está crescendo assustadoramente – para o desespero das pessoas físicas, e para a festa das instituições financeiras!

Afinal, enquanto alguns choram, outros ganham dinheiro vendendo lenços…

Venhamos e convenhamos: o apelo para o consumo exacerbado chega a ser exagerado nas festas de fim de ano, e tenho dado entrevistas a diversos meios de comunicação alertando para os perigos do super-endividamento. Afinal, é preciso lembrar, após a tormenta do Natal e do Ano Novo vem o “inferno” do primeiro trimestre, com despesas pesadas como IPVA, seguro do carro, compra de material e renovação da matrícula escolar dos filhos. Isso tudo, junto com as dívidas acumuladas nos parcelamentos infindáveis no cartão de crédito e no cheque pré-datado, é nitroglicerina pura! Não há orçamento doméstico que resista!


Os meus críticos leitores podem pensar: “Escriba, que profissional de marketing é esse que desencoraja o consumo?! Por um acaso, estás jogando contra o patrimônio???”

Sou da opinião de que não devemos sacrificar a “galinha dos ovos de ouro” – que é o nosso consumidor. Além disso, em termos de crise econômica mundial e aquecimento global, consumo excessivo e desperdício é brega, deselegante e out-dated! Somente com atitudes críticas e propositivas é que podemos mudar o atual estado de coisas que, em meu entendimento, levam as pessoas literalmente para o buraco…

Para que vocês tenham uma idéia da questão, o número de devedores em nosso país passou de 15,1 milhões de clientes em dezembro de 2007 para 23 milhões em setembro de 2009. E a inadimplência da pessoa física atingiu o patamar de 8,2% em setembro de 2009, contra 7% em dezembro de 2007. E depois os analistas estrangeiros não conseguem entender a lucratividade absurda dos bancos brasileros. Também, pudera, com tanta gente no “pendura”…

A estimativa é que os brasileiros comprometem por volta de 30% a 40% de sua renda com dívidas e pagamento de prestações, o que é considerado adequado segundo padrões internacionais. Mas, o que não é nada bom quando observamos a média salarial das famílias brasileiras!

Não quero parecer “espírito de porco” nem estraga-prazer mas, como diz o velho ditado popular, “cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém”. Portanto, cuidado com a indigestão após a festas de final de ano…
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  1. kamilla
    dezembro 20, 2009 às 7:10 pm

    Realmente esses dados são alarmentes e se tornam ainda mais preocupantes quando nos lembramos que no último mês do ano as pessoas sempre gastam mais. Mas fique tranquilo professor, eu não faço parte desse tipo de pesquisa…rsrsrsrsrsrs

  2. José Mauro Nunes
    dezembro 21, 2009 às 9:46 pm

    Kamilla, com certaza não!!! rsrsrsrsrsrsrs

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