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EROTISMO TAMBÉM É CULTURA… E MARKETING

Para apimentar um pouco esse blog, que anda um tanto o quanto “carola” ultimamente, uma matéria publicada na edição do fim de semana passado no jornal Brasil Econômico chamou a atenção desse Escriba que vos fala…

Segundo pesquisa realizada pela empresa PB Brasil, que adminstra a programação de conteúdo aduto nos canais de TV a cabo brasileiros – isto é, dona dos canais Sexy Hot, Vênus, Private, Playboy TV e For Men -, 51% dos assinantes são do sexo feminino, contra 49% do sexo masculino. Curioso, não? Especialmente para nós, brasileiros, que somos machistas por excelência…

Outros dados referentes ao perfil do assinante brasileiro de canais adultos também valem a pena ser descritos. Em primeiro lugar, a grande maioria é de assinantes acima dos 25 anos, sendo que 61% pertencem à classe B, contra apenas 16% da classe C (o que mostra que a TV a cabo ainda é restrita aos segmentos econômicos mais favorecidos). Em segundo lugar, o tema favorito dos assinantes é “traição” (por que será?), e as fantasias eróticas mais frequentes envolvem personagens como “modelos”, “secretárias” e “enfermeiras” (sempre elas!). Além disso, a maioria não gosta de som alto ou diálogos eróticos – inclusive, ela tira o som da TV enquanto assiste a programação. No entanto, quando não há como fugir desses diálogos (ora constrangedores, ora cômicos), o idioma preferido pelos assinantes é o francês (oui, mon amour!). Por fim, a preferência esmagadora dos assinantes é por produções nacionais com atrizes tupiniquins – afinal, o Brasil é coisa nossa!…

Até no ramo dos canais adultos, existe a tal da segmentação. O Vênus, por exemplo, é o mais hard de todos. O Private, por outro lado, agrada em cheio o público feminino, com superproduções luxuosas. Já o Sexy Hot privilegia as produções nacionais. O Playboy TV é voltado para aqueles que possuem uma queda pelo padrão norte-americano de beleza feminina, a la Pamela Anderson. E o For Men, voltado para homossexuais e transexuais, é um sucesso entre o público feminino.

Ou seja, o erotismo é cultura… e marketing!
(Também, pudera, dada a hora que esse post está sendo publicado, boa coisa não poderia sair daí…)
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  1. Mateus Amaral
    dezembro 15, 2009 às 8:24 pm

    Isso é conhecimento de causa ou você aprendeu tudo com a pesquisa?! rsrsrs

  2. José Mauro Nunes
    dezembro 15, 2009 às 10:57 pm

    Pura informação jornalística! Há testemunhas!!! rsrsrsrsrs

  3. Gustavo Léo
    dezembro 16, 2009 às 12:07 am

    Parabéns pelo POST, margem alta e rapido retrono…Acredito que existe um vies, muitos lares as mulheres pagam as contas, mulheres separadas principalmente,assumen as despesas e as pagam com a pensao ou com seus proprios recursos.Como mostrou o ultimo PNAD elas são a maioria…

  4. José Mauro Nunes
    dezembro 16, 2009 às 12:23 am

    Obrigado Gustavo! Apesar de polêmico, o tema é bastante interessante especialmente se percebemos a evolução do estilo de vida dos gêneros em nosso país.Quanto aos dados da PNAD, eu desconfio que muitas mulheres pagam pelo acesso a esses canais para controlar melhor os seus maridos.É apenas um palpite…Abraços!

  5. Mariana
    dezembro 17, 2009 às 3:31 am

    Não acho que seja pra controlar e sim pra apimentar a relação e mater os maridos em casa… hahahaha.

  6. José Mauro Nunes
    dezembro 18, 2009 às 12:18 am

    Taí Mariana!Gostei da sua teoria! Faz um baita sentido!!! hahahahahaha

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