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A SAÚDE NUTRICIONAL DO BRASILEIRO

É inegável a melhora das condições de vida e de saúde dos brasileiros nos últimos anos. Apesar de ainda existirem famigerados rincões famélicos em nosso país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pesquisas recentes mostram um avanço considerável dos indicadores nutricionais e de saúde da nossa população.

Essa semana que se finda, o Ministério da Saúde publicou um diagnóstico da saúde nutricional do brasileiro, intitulado Saúde Brasil 2008. Como não poderia deixar de ser, notícias auspiciosas coexistem com resultados ruins, mas o saldo geral aponta para o fato de que a saúde dos nossos habitantes vem melhorando a olhos vistos. Vejamos então os dados…

Em primeiro lugar, as notícias boas. Em média, o brasileiro está se tornando mais alto e morrendo menos de doenças do coração. O número de mortes provenientes de transtornos coronarianos sofreu uma diminuição de cerca de 20% entre 1990 e 2006. O número de fumantes caiu de 31% da população em 1989 para 16,3% em 2008, o que contribui decisivamente para tal resultado.

Observa-se também uma diminuição significativa da desnutrição infantil – uma redução de 13,4% das nossas crianças em 1996 para 6,7% em 2006 – e, como consequência, uma redução de 97,2% da mortalidade infantil entre crianças com até 1 ano de idade. Isso sim é que são notícias espetaculares!

Agora, as notícias ruins. Em contrapartida, o brasileiro está mais gordo e diabético, tornando a obesidade e os transtornos hormonais como as principais causas de mortalidade entre a nossa população. Cerca de 43,3% dos brasileiros acima dos 18 anos, moradores dos grandes centros urbanos, são acometidos pelo sobrepeso, e a morte decorrente por complicações oriundas da diabetes subiu cerca de 47,2% entre os nossos habitantes. Ou seja, sedentarismo, hipertensão, estresse e vida urbana estão acometendo cada vez mais a nossa população o que, a médio prazo, irá se tornar um problema sério de saúde pública.

Em resumo: devargazinho nós chegamos lá…
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  1. Gustavo Léo
    novembro 24, 2009 às 2:04 am

    É um sinal claro do enfraquecimento do junk food ou os pobres melhoraram realmente a composição da cesta de alimentos?As grandes redes americanas tirando o McDonalds ainda não decolaram por aqui,o burger king com menos de 100 ljs, o kfc focando no feijão e arroz que o girafas deixou para trás…Acho bacana postar o link da pequisa, se me permite, segue abaixohttp://www.ripsa.org.br/php/level.php?lang=pt&component=68&item=20Buon appetito

  2. Filipe Nunes Frota
    novembro 25, 2009 às 2:51 pm

    Em quanto programas impulsionados pelo governo como o Fome Zero e Bolsa Família repercutem positivamente em indicadores como a desnutrição e mortalidade infantil; observamos que muitas pessoas tem adotado um estilo de vida caracterizado pelo descaso com a saúde nos grandes centros urbanos. A falta de tempo aliada a preguiça resultam na busca pela praticidade na alimentação, e as pessoas encontram no Fast Food; uma deliciosa porem prejudicial alternativa. O aumento dos índices de sobrepeso e diabetes estão totalmente ligados a má alimentação. Não vai demorar muito até o Brasil se equiparar aos Estados Unidos em porcentagem de obesos em sua população, se o paradigma – comida prática e gostosa engorda – não for atacado.A engenharia de alimentos dos Fast Food ainda tem muito o que fazer em R&D para melhorar o que se ingerimos sem que nos custe em sabor e prazer. As grandes redes de Fast Food disfarçam a sua preocupação com a obesidade, colocando opções light em seus menus só por constar e “não excluir consumidores”. Faz pouco tempo escutei um diretivo de marketing de uma destas grandes redes dizer que colocaram opções saudáveis no menu, porem o que os consumidores preferem mesmo o seu delicioso menu tradicional! Porem, que tal criar um sandwiche saudável e tão gostoso que até mesmo os menos preocupados com nutrição troquem de preferência? Custaria tanto? Não creio que seja impossível ou totalmente inviável economicamente, mas que existe um descaso com a saúde do consumidor, existe!É óbvio que os consumidores gostariam de obter a mesma satisfação de sabor com alimentos saudáveis e nutritivos. Há uma oportunidade latente de ganho de market share se esta estratégia for perseguida por alguma rede de Fast Food, se é que eles possam compreender que suas opções light: digamos que…. suck!!

  3. José Mauro Nunes
    novembro 26, 2009 às 5:43 pm

    Tens razão Fábio, é uma tremenda oportunidade de marketing abrir uma cardápio que efetivamente agregue o gosto saboroso da "junkie food" (graças à gordura trans) e o caráter saudável de alimentos naturais e um cardápio balanceado. A bem da verdade, muito do que é apresentado pelas empresas hoje é nada mais do que uma bela estratégia de marketing, do tipo "bonitinho, mas ordinário!".Um grande abraço!

  4. José Mauro Nunes
    novembro 26, 2009 às 5:44 pm

    Valeu Gustavo, obrigado pelo link. E convido todos os meus leitores a acessarem o relatório de pesquisa.

  5. Thaís
    dezembro 2, 2009 às 1:52 pm

    Interessantíssima está matéria, mostrando claramente uma tendência alimentar da sociedade e suas consequências. O que é desnutrição? É a deficiência de nutrientes, que pode ser seguida de baixo peso ou não. Antigamente a população era desnutrida – deficiente de nutrientes e de baixo peso. Hoje, apesar da interpretação dos índices dizerem que a desnutrição diminuiu, há suas controvérsias. A população atual é sim desnutrida e obesa. Obesos porque consomem alimentos em grandes quantidades e com alto índice calórico e desnutridos porque esses alimentos não são ricos nutricionalmente, tais alimentos são chamados de calórias vazias. Surgindo os indivíduos com deficiência de nutrientes – desnutridos- e obesos.
    À partir disso, acredito que há um campo aberto pra os profissionais do setor alimentício. Porém observando o comportamento dos consumidores, me surgiu alguns questionamentos. Já me veio a dúvida por que os programas de culinária – Ana Maria Braga…. não ensinam preparações mais saudáveis? Se é o que está na “moda”. E essa pergunta foi respondida: Ana Maria Braga disse que quando se apresenta doces light, comidas leves o Ibope diminui!! Talvez seja o público? Donas de casa, aposentadas, idosas….mas essas senhoras preparam os alimentos para a família toda, filhos, netos..
    Portanto, o que realmente as pessoas desejam? A população está cada vez mais obesa, essa preocupação é do Governo ou das pessoas? Acredito que há muito preconceito, mas como as indústrias trabalham com esse preconceito a seu favor?
    Com certeza há um enorme campo a ser trabalhado, mas como já ouve, nessa área de alimentos com redução de gordura, light, diet, enriquecidos…. grandes decepções da indústria alimentícia, exemplo atual, há rumores que a Neslté irá retirar do mercado sua marca Nesfit – cereais integrais, rico em fibras, zinco, cálcio, ferro, baixa valor calórico que auxilia na alimentação equilibra e boa forma.
    Creio que o primeiro passo é conhecer esse consumidor, suas expectativas e não acredita que apenas desenvolver tais alimentos é garantida de sucesso.

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