AINDA O BRASIL NA MODA

É meus caros leitores, não bastasse a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos, a Gisele Bundchen, o apagão dessa semana que termina e o fato do Lula ser “o cara” (essa não, Obama!), a cada dia que passa a mídia mundial presta uma atenção cada vez maior ao nosso longínquo e afastado paraíso tupiniquim. Será que estamos definitivamente deixando de ser periferia para adentrar ao mainstream? Serpa que estamos nos tornando cools?

Para que os meus críticos leitores possam ter uma idéia do que eu estou a falar, a edição dessa semana do prestigiado e respeitadíssimo periódico britânico The Economist traz um dossiê analítico de 16 páginas sobre o Brasil. O meu aluno e atento leitor Gustavo Léo, da FGV de Botafogo, gentilmente passou por e-mail tal material, e pude perceber a partir de uma breve leitura que o dossiê analisa os motivos da atual proeminência econômica, financeira, social e cultural do Brasil no mundo globalizado.

Antes que façamos um Carnaval fora de época (na Bahia, diga-se de passagem, isso não existe!) e decretemos feriado nacional por uma semana, o dossiê é crítico e não esconde as mazelas de nossa sociedade, bem como da nossa economia e do nosso mal-afamado sistema político. ApJustificaresar disso, nota-se que o saldo é bastante positivo…

Sendo considerado o país que melhor resistiu ao teste de fogo imposto à economia mundial no final do ano passado, o Brasil entrou definitivamente na rota de interesse de investidores, pesquisadores e intelectuais do mundo todo pelos seguintes motivos: em primeiro lugar, a economia brasileira vem crescendo nas últimas décadas de forma consistente à taxas de 5% ao ano; em segundo lugar, é um dos maiores exportadores mundiais de commodities agrícolas e minerais, saciando a “fome” de gigantes como a China; terceiro, apesar dos nossos políticos-parasitas, é uma democracia consolidada sem conflitos étnicos ou religiosos de monta, nem é cercado por vizinhos hostis – tirando o “mala sem alça” do Hugo Chávez –, diferentemente de seus parceiros de BRIC como Rússia, China e Índia.

Além disso, é um porto seguro para os investidores estrangeiros, com marcos regulatórios e mecanismos de proteção consolidados, e vem apresentando uma melhoria significativa de seus indicadores sociais, dado o processo consistente de aumento do poder aquisitivo das famílias e de consumo por parte das classes econômicas menos favorecidas – as famosas classes C e D, que tanto falamos aqui no PRAGMA. Por fim, o Brasil possui um presidente proveniente dessas camadas mais pobres da população, de origem humilde e de baixa escolaridade, mas que é uma liderança política de esquerda porém pragmático, em comparação aos seus famigerados colegas de América do Sul. É por todos esses motivos que o Nosso Líder é visto com charme e simpatia por todas as lideranças políticas mundiais – o cara se dá ao luxo de conversar com Israel e o Ahmadinejad!!! Vocês querem o que mais?

Ou seja, queiramos ou não, gostemos ou não do Presidente Lula, nós estamos na moda! O que vai acontecer a partir daí, no entanto, só Deus sabe…

Enquanto isso, no ano que vem, em pleno ano de Eleição Presidencial, estréia o filme do Fábio Barreto: Lula – O Filho do Brasil. É mole ou querem mais???

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