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CRESCE O NÚMERO DE JOVENS BRASILEIROS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Nas duas últimas semanas, os jornais têm sido inundados por uma série de reportagens abordando a evolução dos mais diversos indicadores sociais no Brasil, tais como taxa de natalidade e longevidade da população, acesso à internet, renda, dentre outros mais. Tudo isso graças à publicação de pesquisas do IBGE como a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) e a Síntese dos Indicadores Sociais. Na medida do possível, vou postando e comentando aqui no PRAGMA alguns indicadores que parecem mais relevantes para os nossos propósitos, isto é, discutir a evolução da nossa sociedade.

Os primeiros dados que irei aqui comentar dizem respeito à Educação Superior em nosso país. Os mais antenados com essa discussão sabem que o Brasil apresenta uma das piores taxas de matrículas no Ensino Superior do mundo, inclusive comparado aos nossos vizinhos argentinos e chilenos – países onde mais da metade da população possui escolaridade universitária completa. Alguns podem dizer que tal preocupação é um tanto o quanto menor, dado os graves problemas que vivemos tanto na Educação Básica (onde equacionamos o problema da quase universalização) quanto no Ensino Médio (esse sim, o maior gargalo do nosso sistema educacional).

No entanto, já discuti em diversos artigos e postagens que a Educação Superior – a despeito de seus inúmeros vieses corporativistas das universidades – é condição sine qua non para que um país possa aproveitar de maneira plena os benefícios da Economia do Conhecimento. Afinal, o ensino superior desenvolve no estudante capacidades cognitivas fundamentais como espírito crítico, resolução de problemas complexos, criatividade e inovação – isto é, todos os elementos necessários para o incremento do estoque de capital humano de uma sociedade. Dito de outra maneira, vislumbrar o número de matrículas no ensino superior de um país nos permite entender o quão este está capacitando os seus habitantes para os desafios impostos pela Economia do Conhecimento…

Vamos então aos dados. Desde já, uma notícia boa e uma notícia ruim…

A notícia ruim é que os nossos indicadores ainda são bastante inferiores ao restante do mundo desenvolvido. A boa é que eles, mesmo assim, estão melhorando…

Segundo reportagem publicada na edição de ontem do Estado de S. Paulo, dobrou o número de jovens matriculados no ensino superior. Graças ao ProUni (Programa Universidade para Todos), o número de jovens de 18 a 24 anos inscritos em cursos superiores passou de 6,9% em 1998 para 13,9% em 2008. Segundo dados da Unesco, o número total de brasileiros matriculados em universidades é de aproximadamente 30% – independentemente da faixa etária.

Outra boa notícia é o aumento das matrículas no Ensino Médio – de 76,5% em 1998 para 84,1% em 2008. Nesta expansão, cerca de 50,6% desses estudantes estão na série adequada à idade, contra 30,4% em 1998. Apesar disso, a taxa de evasão no Ensino Médio ainda é altíssima, dado principalmente dois fatores: a necessidade de trabalho do jovem para ajudar na renda familiar, e o fato da escola ser enfadonha e chata, com currículos antiquados e pouco atrativos para essa geração.

No comparativo entre as regiões do país, o Sudeste é a região que possui a maior taxa de jovens entre 15 a 17 anos frequentando o ensino médio (61,9%), seguido das regiões Sul (com 56,4%), Centro-Oeste (com 51,8%), Norte (com 39,7%) e Nordeste (36,4%).
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