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AS VOZES ETERNAS (1899)

Oh, doces e perenes Vozes, permaneçam;

Vão até aos guardiões das hostes celestiais
E os ordene que vagueem obedecendo à Tua vontade,
Chamas sob chamas, até o Tempo deixar de existir;
Não tem você ouvido que nossos corações estão cansados,
Que você tem chamado por eles nos pássaros,
no vento sobre as colinas,
Em balançantes galhos nas árvores,
nas marés pela beira-mar?
Oh, doces e perenes Vozes, permaneçam.
(William Butler Yeats, 1865 – 1939)
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