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EMPRESA BRASILEIRA ESCOLHE O LÍBANO COMO BASE PARA EXPORTAÇÃO

Todos nós sabemos do grande esforço das empresas brasileiras em prospectar novos mercados para os seus produtos e serviços. Desde os anos 1990, com a abertura da economia do país, nos tornamos cada vez mais integrados ao mercado global, e não apenas no que diz respeito às commodities agrícolas – que ainda são itens importantíssimos da nossa pauta de exportações.

O resultado disso vem ocupando cada vez mais espaço nos jornais de negócios, boletins informativos, congressos e seminários de comércio exterior pelo mundo afora. O Brasil é cada vez mais conhecido no exterior pela pujança de suas empresas em diversos segmentos de negócios, tais como bebidas (AmBev), aviação (Embraer), mineração (Vale), siderurgia (Gerdau), cutelaria (Tramontina), carrocerias (Marcopolo), cosméticos (Natura), petróleo e gás (Petrobrás), e por aí vai…

Cada vez mais empresas brasileiras tornam-se cases de discussão em cursos de MBAs das escolas de negócios mais prestigiadas do mundo inteiro. Bem entendido, ainda somos um país da soja, da cana-de-açúcar, do ferro e do aço, mas também somos um país que fabrica bens de maior valor agregado. Isso sem falar em outros segmentos de imenso potencial de atração, como o turismo, o esporte, o lazer e o entretenimento. Como eu falo em minhas aulas e palestras, definitivamente o Brasil tornou-se cool – pelo menos por enquanto…

Entretanto, a crise financeira global levou as empresas brasileras a buscar novos mercados para os seus produtos. Isso se deve, em grande parte, a forte retração econômica dos países do Hemisfério Norte – leia-se, Estados Unidos e União Européia. A saída, então, foi a diversificação de mercados em países do Hemisfério Sul, em especial em regiões até então pouco exploradas pelas nossas empresas como o Oriente Médio e o Extremo Oriente.

Nessa busca por novos mercados, muitas delas são estreantes no processo de abertura de bases no exterior. Esse é o caso da empresa de louças cerâmicas Oxford, que abriu, na semana passada, um escritório de comercialização de seus produtos na belíssima Beirute, capital do Líbano. Segundo informações da empresa, o objetivo do escritório é conquistar mercados próximos em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Israel e Jordânia. Vale lembrar que o principal mercado da empresa na região é o Kuwait, onde a Oxford quer aumentar a sua fatia de mercado.

O potencial do Oriente Médio é entendido a partir das perspectivas de recuperação do mercado turístico, impulsionando a demanda por louças decorativas e gourmets em hotéis, restaurantes e bares. Atualmente, a região é responsável por cerca de 4% das vendas da Oxford para o mercado externo – a empresa exporta aproximadamente 15% de sua produção.

Atualmente, a distribuição da exportação da empresa – cuja sede encontra-se em São Bento do Sul, no agradabilíssimo estado de Santa Catarina – obedece ao seguinte padrão: África (30%), América do Norte (20%) e Europa (10%). Esses números são recentes, a baixa participação dessas duas regiões é resultado da catastrófica crise econômica global que atingiu em cheio os países desenvolvidos.
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