Início > Guitarra, Identidade Cultural, Música, Rock > WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS

WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS

Hoje, passou dessa dimensão para outra o luthier e músico Lester Willim Polfus, mais conhecido no mundo do rock pela alcunha de Les Paul, uma das figura mais importantes do rock mundial. Isso pelo simples fato dele por ter criado um dos instrumentos mais geniais de todos os tempos: a Les Paul, umadas guitarras elétricas mais emblemáticas de todos os tempos.

Todo e qualquer guitarrista que eu conheço é absolutamente apaixonado pelo seu instrumento – muitos inclusive chegam a dormir abraçados com ele! Entretanto, no meio do rock, existem duas grandes correntes de apaixonados pelo instrumento: os fãs da Les Paul Gibson e os fanáticos pela Fender Stratocaster.

Entre os últimos, encontram-se os que preferem o som mais eletrificado, barulhento e estridente da Fender. Para os fãs de heavy metal e dos virtuoses mais alucinados e aloprados, nada se compara a um bom solo desse instrumento. Que o digam Jimmy Hendrix, Eric Clapton, Dave Murray, Yngwie Malmsteen, Kirk Hammett, Buddy Guy, Steve Ray Vaughan, Robert Cray, Mark Knopfler, Glenn Tipton, K.K. Downing, Andreas Kisser, Tom Morello, John Frusciante, Kurt Cobain dentre outros monstros do instrumento…

Já a Les Paul é a predileta dos blueseiros, com sua sonoridade a meio caminho entre o elétrico e o rural. Um bom lick de slide guitar fica muito melhor com uma Les Paul (não é verdade?). Com seu corpo maciço e um tanto o quanto pesado, ela é mais introspectiva e afeita à viagens sonoras em uma grande highway cujo destino é incerto. Que o digam sujeitos como Chuck Berry, B.B. King, Paul McCartney, George Harrison, Jimmy Page, John McLaughlin, Pete Townsend, Keith Richards, Randy Rhoads, Steve Howe, Carlos Santana, Neil Young, Angus Young, Frank Zappa, Pat Metheny, Al Di Meola, Ted Nugent, Ace Frehley, Bob Marley, Alex Lifeson, David Gilmour, Robert Fripp, Jeff Beck, Buckethead, Tony Iommi, Billy Gibbons, The Edge, John Fogerty, Joe Perry e tantos outros que tanto fizeram a alegria desse Escriba com riffs e solos geniais…

Os mais radicais e avessos à reducionismos que me desculpem mas, para mim, uma Fender é mais solar, mais exibicionista e exuberante, enquanto uma Les Paul é mais sombria, mais crua, mais raiz, mais soturna, para ser dedilhada à meia-noite em uma crossroadHeavier than heaven!

Mas, o que seria da luz sem a escuridão, o dia sem a noite, o um sem o zero, o som sem o silêncio? Ambas se complementam, e não é à toa que muitos dos artistas acima citados transitaram de uma para outra em busca da sonoridade mais adequada ao que os seus espíritos queriam transmitir aos ouvintes.

Na boa, hoje o céu deve estar em festa, e a jam deve estar rolando solta! Afinal, Les Paul subiu para tocar com os seus, e descansar um pouquinho porque ninguém é de ferro! Enquanto isso, aqui na dimensão terrena, que tal uma dose de bourbon para comemorar a vida desse homem que tanto fez nos legando esse fantástico e mágico instrumento? Bottoms up!!!

R.I.P. Les Paul
Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: