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Archive for agosto \26\UTC 2009

… E O REVERSO

Um dos exemplos de políticas públicas criativas e inovadoras voltadas para o ensino médio é o Conexão Educação, uma iniciativa da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, que terá início a partir do dia 1 de setembro próximo.
Com um custo inicial de R$ 200 milhões, o programa visa conectar online toda a rede estadual de ensino, isto é, integrar em rede todas as cerca de 19.380 salas de aula das escolas estaduais presentes em 92 municípios do estado. Todas elas terão, em cada sala, um computador conectado a internet banda larga com um leitor ótico acoplado. Os alunos, por seu turno, receberão um cartão eletrônico com chip e foto, e todas as informações escolares serão carregadas em seus identificadores – desde notas em provas e presenças em sala de aula, até observações sobre o seu comportamento e indicadores disciplinares.
Ao entrar em sala de aula, o aluno deverá passar o seu cartão no leitor ótico, tornando disponível para o docente as informações escolares de cada um presente na sala de aula. Como se isso não bastasse, os professores estão sendo estimulados a alimentar essas informações semanalmente no banco de dados, a fim de que se crie um verdadeiro histórico dos alunos da rede estadual de ensino – na linguagem tecnológica, um grande repositório de dados sobre os alunos da rede estadual. Nesse sentido, pode-se dizer que a tecnologia, finalmente, está chegando à sala de aula…
O problema, como acontece com a introdução de qualquer tecnologia, envolve os usos – bons, nefastos e desnecessários – destes recursos para o aprimoramento do trabalho dos professores, gestores educacionais, planejadores, pais e alunos. A exposição excessiva de informação pessoais e a falta de privacidade levantam dilemas éticos urgentes, e certamente medidas nesse sentido devem ser tomadas a fim de coibir o excesso ou o uso espúrio dessas informações. Por outro lado, a produção e atualização de informações online sobre indicadores acadêmicos, de desempenho, disciplinares e comportamentais dará um upgrade de nível nas iniciativas educacionais – o que é importantíssimo -, além de um incremento no processo de planejamento, acompanhamento e intervenção educacionais.
Certamente, os “barbudinhos”, xiitas e críticos à esquerda irão ver nesta iniciativa mais um capítulo do ataque neoliberalista no âmbito educacional. Afinal, e nisto eu concordo, há um significativo perigo de se criar em sala de aula um verdadeiro Big Brother. Inclusive, quando o aluno ultrapassar um determinado número de faltas, será enviado um tropedo para o celular dos pais ou responsáveis informando o fato. Ou seja, acabou a moleza para os gazeteiros e loroteiros de plantão…
É preciso dizer que esta iniciativa high-tech teve início com a distribuição de 53 mil notebooks com conexão banda larga para os professores da rede estadual de educação. Além disso, toda a gestão educacional do estado é atualmente feita online. Por fim, todas as escolas da rede foram equipadas com laboratórios de informática e acesso à Grande Rede, instalando tanto uma base física quanto uma cultura de uso que possibilita otimizar a utilização dessas novas ferramentas.
Tudo isso é muito interessante mas, como eu falei acima, os usos devem ser definidos de maneira clara a fim de coibir excessos e abusos de todos os tipos. Entretanto, não deixa de ser irônico o fato de que, definida como espaço de libertação e crítica, a escola torne-se cada vez mais parecida com um panóptico virtual – a diabólica máquina de controle engendrada pelo filósofo utilitarista do século XVII Jeremy Bentham, e que foi imortalizada pela magistral análise dos instrumentos sociais de controle, disciplina e poder feita por Michel Foucault, em sua grande obra Vigiar e Punir.
Será que, finalmente, a escola tornar-se-á uma engrenagem no processo de criação de corpos dóceis e disciplinados? Só o futuro irá dizer, e estaremos acompanhando aqui no PRAGMA o desenvolvimento desse programa. Mas, afirmo, tudo que venha a sacudir o atual marasmo em que se encontra a educação brasileira é visto com bom grado por esse Escriba que vos fala. Especialmente quando essas medidas fazem uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação…

O VERSO…

O Rio de Janeiro, definitivamente, é um estado de contrastes. Que o digam os últimos indicadores do Ministério da Educação sobre o estado da arte do ensino médio nesta unidade da federação que mais sofreu com a transferência da capital federal para Brasília no final dos anos 1950…

No ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Rio de Janeiro brilha tanto na ponta quanto no final da tabela. Enquanto as suas escolas particulares ocupam os primeiros lugares em desempenho dos seus alunos, a rede estadual de educação ocupa o final da lista – mais especificamente, ocupa a sexta posição entre os estados da federação, atrás do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Ou seja, the good, the bad and the worst…

No que tange à evasão escolar, o Rio de Janeiro segue a média nacional: 40% dos alunos que ingressam na primeira série do ensino médio não chegam a concluir o curso!

Em uma visão mais abrangente, isso significa que um dos principais desafios – além de outros tantos – da educação brasileira diz respeito ao ensino médio. Outrora uma etapa necessária para o ingresso na educação superior, o ensino médio vem sendo literalmente deixado de lado pelos nossos jovens, em especial os mais carentes e em situação de risco…

Qualquer adolescente sabe – e nós fomos um deles em um determinado período de nossas vidas – que a escola, de um modo geral, é muito chata. Pouco interativa e participativa, excessivamente informativa e escassamente formadora, reprodutora com pouco espaço para crítica e produção de autoria, dotada de professores mal-preparados e com currículos vetustos. Além disso, os baixos salários, as miseráveis condições de trabalho e a desmotivação do corpo docente contribuem para que o aluno se identifique cada vez menos com ela.

Como se isso não bastasse, a relação entre a escola e as novas tecnologias é bastante discreta, quanto não tensa e eivada de preconceitos e incompreensões. Muitos educadores acham que a tecnologia irá acabar com a sala de aula e com o trabalho do professor – a bem da verdade, em algumas instituições de ensino privadas mais preocupadas com o lucro e não com a qualidade, infelizmente isso vem se tornando a realidade. No entanto, é necessário dizer, muitos professores são info-excluídos, tendo sido preparados para formar alunos em uma concepção de escola que remete aos anos 1950 e 1960. Inclusive, muitos docentes não tem dinheiro suficiente para pagar as prestações de um computador, muito menos assinar uma conexão de internet banda larga decente – a propósito, será que isso existe no Brasil?…

Por outro lado, é preciso assinalar que a maioria esmagadora desses alunos – excetuando-se os inscritos em programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) – estão na adolescência, uma fase turbulenta e dramática na vida de qualquer indivíduo. As problemáticas que atravessam essa fase são inúmeras: identidade sexual, abuso de drogas e outras substâncias estimulantes, violência e comportamento anti-social, além da questão do emprego – algo fundamental quando estamos falando de jovens carentes e em situação de risco. Os principais motivos para a evasão escolar dos jovens residem tanto na necessidade premente de trabalhar para contribuir com o sustento da família, quanto no aspecto desmotivador e pouco criativo do ambiente escolar.

Ou seja, se resolvemos o problema da entrada das nossas crianças no ensino fundamental com a quase-universalização do sistema, e ampliamos as vagas e o sistema de financiamento para o ensino superior, o ensino médio é o atual “primo pobre” das iniciativas educacionais em nosso país.

A experiência mostra, entretanto, que o que pode ser um deserto de políticas públicas, pode proporcionar o surgimento de estratégias criativas e inovadoras…

CAI A POPULARIDADE DE BARACK OBAMA

Esse Escriba que vos fala foi um dos primeiros a saudar de maneira entusiástica a candidatura de Barack Obama para a Presidência da única superpotência do mundo. Jovem, democrata, afro-americano, filho de mãe hawaiana com pai queniano, criado em uma Indonésia muçulmana, o então candidato parecia o único a reunir condições que pudessem tirar os Estados Unidos do atoleiro da política externa de seu antecessor, o détraqué George W. Bush – e o seu assecla satânico e sinistro, Dick Cheney.

Obama foi eleito de maneira arrasadora, e nunca uma festa de posse de um presidente daquele país foi tão marcante quanto a sua – pelo menos que eu me lembre. Em meio ao frio gélido da capital, Obama prestou um emocionado juramento frente à milhões de pessoas no gramado em frente ao Capitólio. Parecia que estávamos vendo ser virada uma página lúgubre da história deste país, tão amado e odiado ao mesmo tempo no mundo inteiro…

Todos sabiam que Obama tinha uma “batata quente” nas mãos. Uma crise econômica global sem precedentes (desde a Grande Depressão em 1929), um desemprego em massa e a “quebradeira” das empresas dos setores financeiro, imobiliário e de bens de consumo, além dos atoleiros do Iraque e do Afeganistão, uma nova frente sendo aberta no Paquistão, tudo isso estava no caminho do primeiro presidente negro dos EUA.

No front externo, apesar dos pequenos avanços na guerra contra os extremistas islâmicos, Obama conseguiu um tento espetacular: em um curto espaço de tempo, reverteu a imagem negativa que os EUA tinham no mundo inteiro – isto apesar dos Chávez, Ahmadinejads, Netanyahus e Morález da vida. Tudo isso com muito bom-humor, charme, diálogo e posturas inteligentes – um contraponto à truculência e a postura ferrabrás da equipe anterior.

O seu problema, entretanto, está no front interno. A lenta saída da crise econômica, o desemprego elevado, a proliferação de habitações insalubres e homelesses nos grandes centros urbanos, tudo isso ainda atinge de maneira dramática a vida do americano médio. E todo esse cenário de medo leva aos sentimentos de desconfiança e insegurança. E a história nos mostra que esse “caldo de cultura” é capaz de gerar soluções escapistas, ilusórias e irreais, quando não autoritárias, ditatoriais, irracionais e destrutivas…

Uma pesquisa publicada no final de semana passado pelo jornal The Washington Post reflete essa tendência de baixa da popularidade do presidente americano. A confiança em Obama caiu para 49% em agosto de 2009, comparado aos 61% no início de seu mandato, em janeiro desse ano. A aprovação ao governo do Democrata atingiu o patamar de 57% – o mais baixo desde abril de 2009, quando o índice era de 69%. A política econômica de Obama é aprovada por apenas 52% dos americanos, segundo números apurados neste mês de agosto. O único vetor que oscilou bastante discretamente foi a aprovação à Guerra do Afeganistão, com 60% de americanos que concordam com esta ação – frente aos 63% de aprovação obtidos em fevereiro deste ano de 2009.

Ainda não pode-se afirmar com segurança que ou se trata de uma queda consistente da popularidade do Presidente, ou se o norte-americano resolveu encarar com maior realismo o governo Obama. O fato é que parece que o “sonho” arrefeceu, isso em grande parte devido à persistência da crise econômica, o desemprego significativo e a crescente oposição ao projeto enviado por Obama ao congresso americano, que reforma de maneira radcal o sistema público de saúde do país – um poço sem fundo do ponto de vista orçamentário…

O presidente que inovou o marketing político ao utilizar de maneira intensiva – e criativa – as ferramentas provenientes das redes sociais virtuais – Facebook, Twitter e blogs – parece enfrentar um desafio típico da “old politics”: o humor dos seus eleitores e demais cidadãos. Ainda não é motivo para alarmismo, mas certamente deve ter sido aceso o sinal vermelho na Casa Branca…

NOTEBOOK, DESKTOP OU NETBOOK: QUAL VOCÊ PREFERE?

O brasileiro definitivamente adotou o computador como o seu mais novo sonho de consumo. O barateamento dos equipamentos, o aumento da produção da indústria nacional, o crédito farto e o aumento consistente do poder de compra da classe C fizeram com que essas incríveis maquininhas entrassem na mira de consumo do nosso mercado – isso, sem esquecer, das indefectíveis TVs de LCD, as câmeras digitais, os DVDs, os telefones celulares e os eletrodomésticos da linha branca.

Para se ter uma idéia da pujança desse mercado, segundo a consultoria IT Data, em 2008 foram vendidos no país aproximadamente 7,6 milhões de desktops – os famosos computadores de mesa – e 4,1 milhões de notebooks – os microcomputadores portáteis. Para esse ano, a previsão é que haja um crescimento ainda maior na venda de notebooks – até o final de 2009, serão 4,7 milhões de notebooks vendidos contra 6,3 milhões de desktops. Isto é, as vendas mensais de notebooks deverão superar as dos PCs de mesa. Definitivamente os notebooks caíram na graça do povo…

Além disso, para os heavy users e geeks tecnológicos, a sensação do momento são os netbooks – os pequenos computadores portáteis, a meio caminho entre os notebooks e os palm tops. Inicialmente vendidos em configurações bem simples com capacidade de memória bastante singela, os grandes atrativos dessas máquinas são o preço baixo, o peso bastante reduzido e a mobilidade (posto que já vem com dispositivos wireless). Para quem viaja muito pelo país, como esse Escriba que vos fala, um netbook deste tipo alivia bastante o peso nas costas e é um bálsamo para a coluna. Que o digam os meus colegas professores da FGV, verdadeiros fanáticos por essas maquininhas diminutas…

Isso sem falar no avanço dos smartphones, que pode alterar de maneira significativa o atual cenário de consumo de microcomputadores em todo o mundo. É sabido que o principal atrativo dos smartphones é a sua mobilidade de acesso à internet, em grande parte facilitado não apenas pelo desenvolvimento de novas plataformas mais ágeis e leves, mas também pela criação de sites adequados para estes tipos de aparelhos. Hoje, há uma significa difusão de sites deste tipo dos principais jornais e portais de notícia. Não importa se o aparelho é um Blackberry (o “queridinho” dos executivos estressados com T.O.C.) ou um iPhone (o “queridinho” dos moderninhos e descolados), o mundo caminha a passos largos para plataformas móveis de acesso à Grande Rede. E, sem sombra de dúvida, os smartphones estão quilômetros à frente dos seus concorrentes…

Se o futuro é glamuroso para notebooks, netbooks e smartphones, o que dizer dos desktops – os desbravadores da Sociedade da Informação e, atualmente, “primos-pobres” da Revolução da Informática? Preferidos por empresas e usuários corporativos, os desktops estão se transformando em centros de integração de dados ou “estações de entretenimento”. Para isso, a indústria do setor investe em modelos mais compactos, que ocupem menos espaço, mais leves e elegantes, e com todos os periféricos embutidos no monitor – uma tendência denominada de “all-in-one”, e que já tinha sido antecipada anos atrás por Steve Jobs em seus coloridos e vibrantes iMacs

Além de cores vibrantes, a indústria aposta em modelos de menor consumo de energia e com tela touch screen – tendência inaugurada pelo iPhone, e copiada até pelo RIM, fabricante do Blackberry. Tudo isso para reinventar o computador de mesa “velho de guerra”, remodelado para ser um media center – um repositório de músicas, fotos, vídeos e outras formas de conteúdo – para consumo familiar. Nos países do Norte essa já é uma tendência notável, posto que os usuários colocam essas máquinas em locais de suas residências como, por exemplo, a cozinha. Ou seja, a tendência é que desktops se aproximem das TVs de LCDs, tornando-se eletroeletrônicos cada vez mais integrados com as rotinas diárias e de entretenimento das habitações.

CARIOCA WAY OF LIFE (2)

Dando continuidade, eis algumas outras dicas para se entender o “Carioca Way Of Life”. Vale lembrar que Carioca é o nome que se dá ao idiossincrático habitante dessa Cidade Maravilhosa, da qual esse Escriba que vos fala se sente orgulhoso de fazer parte…

Carioca não diz sim, fala JÁ É!;

Carioca não briga, CAI NA PORRADA;

Carioca não entende, SE LIGA;

Carioca não entra, INVADE;

Carioca não pede, IMPÕE;

Carioca não reclama, PROTESTA;

Carioca não mente, MANDA UM CAÔ;

Carioca não fala oi, fala QUALÉ;

Carioca não fala vai, fala METE O PÉ ou VAZA;

Carioca não pede desculpas, diz FOI MAL;

Carioca não ama, SE APAIXONA;

Carioca não diz obrigado, diz VALEU;

Carioca não passeia, DÁ UM ROLÉ;

Carioca não fala “meu”, fala MANÉ;

Carioca não fala “tá me tirando, mano?”, fala TÁ DE SACANAGEM, NÉ!;

Carioca jamais é “mano”, carioca é sempre MERMÃO;

Carioca não ouve música, ESCUTA UM BATIDÃO;

Carioca não atende o celular dizendo alô, e sim dizendo FALA AÊ;

Carioca não dá idéia , MANDA UMA REAL;

Carioca não fica chateado, FICA BOLADO;

Carioca não conversa, DESENROLA;

Carioca não sai escondido, DÁ UM PERDIDO;

Carioca não pede por favor, fala NA MORAL…

Carioca não tem “mano”, tem PARCEIRO, BROTHER, FIEL…

Carioca não aparece, BOTA A CARA!

Carioca não é “marrento”, é CARIOCAAA!!

Carioca não usa tênis, vai de havaianas mesmo!

Carioca não fala tá certo, fala TÁ TRANQUILO!!

Carioca não fala deixa comigo, fala É NÓIS, TAMO JUNTO!

Carioca não pensa, carioca faz e pronto, se der merda deu…

Carioca não diz: “o que aconteceu?”, diz: QUAL FOI?

Carioca não fala “oi, tudo bem?”, manda logo um COÉÉÉÉÉEÉ PARCERO,TRANQUILIDADE IRMÃO?;

Resumo da ópera: CARIOCA NÃO É SÓ NASCER NO RIO.. É UM ESTILO DE VIDA!!!!

(essa é em homenagem ao meu querido amigo Gustavo Nunes, que me mandou essa, um gaúcho tri-legal e um carioca de coração)…

CRESCE O NÚMERO DE INTERNAUTAS NO BRASIL

Notícia é boa, e saiu na edição de hoje do Valor Econômico: o número de internautas no Brasil vem crescendo em curva acentuada. Segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online, o número de usuários da Grande Rede em nosso país subiu cerca de 10% em julho de 2009. Isso significa que hoje, são, aproximadamente cerca de 36,4 milhões de usuários, contra 33,2 milhões em junho de 2009.

Segundo a mesma pesquisa, o tempo médio de utilização per capita da rede subiu para 71 horas e 30 minutos em julho, contra 69 horas e 55 minutos no mês passado. Em termos de usuários residenciais, o tempo médio de navegação per capita atingiu o patamar de 30 horas e 13 minutos, um crescimento de 9% em relação ao mês de junho passado.

O número de usuários residenciais cresceu por volta de 7,4%, passando de 25,6 milhões de internautas em junho para 27,5 milhões em julho desse ano.

As categorias mais acessadas pelos nossos usuários são entretenimento, buscadores, portais, redes sociais e serviços de telecomunicações e de internet. E a tendência é crescer ainda mais…

Isso é o que se chama de uma boa notícia!

EMPRESA BRASILEIRA ESCOLHE O LÍBANO COMO BASE PARA EXPORTAÇÃO

Todos nós sabemos do grande esforço das empresas brasileiras em prospectar novos mercados para os seus produtos e serviços. Desde os anos 1990, com a abertura da economia do país, nos tornamos cada vez mais integrados ao mercado global, e não apenas no que diz respeito às commodities agrícolas – que ainda são itens importantíssimos da nossa pauta de exportações.

O resultado disso vem ocupando cada vez mais espaço nos jornais de negócios, boletins informativos, congressos e seminários de comércio exterior pelo mundo afora. O Brasil é cada vez mais conhecido no exterior pela pujança de suas empresas em diversos segmentos de negócios, tais como bebidas (AmBev), aviação (Embraer), mineração (Vale), siderurgia (Gerdau), cutelaria (Tramontina), carrocerias (Marcopolo), cosméticos (Natura), petróleo e gás (Petrobrás), e por aí vai…

Cada vez mais empresas brasileiras tornam-se cases de discussão em cursos de MBAs das escolas de negócios mais prestigiadas do mundo inteiro. Bem entendido, ainda somos um país da soja, da cana-de-açúcar, do ferro e do aço, mas também somos um país que fabrica bens de maior valor agregado. Isso sem falar em outros segmentos de imenso potencial de atração, como o turismo, o esporte, o lazer e o entretenimento. Como eu falo em minhas aulas e palestras, definitivamente o Brasil tornou-se cool – pelo menos por enquanto…

Entretanto, a crise financeira global levou as empresas brasileras a buscar novos mercados para os seus produtos. Isso se deve, em grande parte, a forte retração econômica dos países do Hemisfério Norte – leia-se, Estados Unidos e União Européia. A saída, então, foi a diversificação de mercados em países do Hemisfério Sul, em especial em regiões até então pouco exploradas pelas nossas empresas como o Oriente Médio e o Extremo Oriente.

Nessa busca por novos mercados, muitas delas são estreantes no processo de abertura de bases no exterior. Esse é o caso da empresa de louças cerâmicas Oxford, que abriu, na semana passada, um escritório de comercialização de seus produtos na belíssima Beirute, capital do Líbano. Segundo informações da empresa, o objetivo do escritório é conquistar mercados próximos em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Israel e Jordânia. Vale lembrar que o principal mercado da empresa na região é o Kuwait, onde a Oxford quer aumentar a sua fatia de mercado.

O potencial do Oriente Médio é entendido a partir das perspectivas de recuperação do mercado turístico, impulsionando a demanda por louças decorativas e gourmets em hotéis, restaurantes e bares. Atualmente, a região é responsável por cerca de 4% das vendas da Oxford para o mercado externo – a empresa exporta aproximadamente 15% de sua produção.

Atualmente, a distribuição da exportação da empresa – cuja sede encontra-se em São Bento do Sul, no agradabilíssimo estado de Santa Catarina – obedece ao seguinte padrão: África (30%), América do Norte (20%) e Europa (10%). Esses números são recentes, a baixa participação dessas duas regiões é resultado da catastrófica crise econômica global que atingiu em cheio os países desenvolvidos.