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DESEMPREGO ATINGE EM CHEIO OS JOVENS BRASILEIROS

E a maré não está para peixe quando o assunto é a juventude do nosso país. Em relatório recente divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), intitulado Trabalho Decente e Juventude no País, as péssimas condições de trabalho e o desemprego atingiram níveis críticos no segmento entre 15 a 24 anos.

O estudo, que baseou-se nos dados recolhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE entre os anos de 1992 a 2006, mostrou que 67,5% dos jovens na faixa etária acima descrita estavam, em 2006, ou desempregados ou na informalidade. Além disso, a correlação entre desemprego, gênero e etnia mostrou-se bastante significativa em nosso país – o número de mulheres jovens desempregadas (70,1%) é maior que o de homens jovens desempregados (65,6%), assim como o número de jovens negros desempregados (74,7%) é muito maior em comparação ao número de jovens brancos na mesma situação(59,6%).

Vale lembrar que, com a crise que atingiu a economia mundial desde o segundo semestre do ano passado, o quadro deve piorar sensivelmente – aumentando ainda mais a situação de precariedade dos jovens no mercado de trabalho. E, o pior disso tudo, é que quanto maior a precariedade, maior a incidência de uso de drogas, a violência urbana e a frequência de aparecimento de comportamentos sociais desviantes e de risco. Isso ocorre em Paris, Londres, Madrid, Bombaim, Los Angeles, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte…

E a escola, que poderia nesse caso funcionar como uma espécie de “colchão protetor”, parece ter um efeito contrário ao esperado dadas as elevadas taxas de evasão escolar observadas no ensino médio brasileiro. Além da intensa jornada de trabalho por parte dos jovens – segundo o estudo, mais de 30% dos jovens pesquisados trabalha mais do que 20 horas semanais, prejudicando a frequência escolar -, a escola é considerada maçante, desinteressante e absolutamente alienada dos dilemas e desafios enfrentados pelos meninas e meninas em nosso país. E a perspectiva de mudança de tal percepção do ambiente escolar a curto prazo, por parte da juventude, é bastante remota…

Ou seja: ou os governantes encaram com seriedade o problema da juventude e formulam um conjunto de políticas públicas sérias e eficazes direcionadas a este estrato populacional ou então, parodiando a famosa canção de Moraes Moreira, o Brasil irá continuar descendo a ladeira abaixo…
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