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Archive for abril \28\UTC 2009

A CRISE ECONÔMICA E OS CONSUMIDORES DE RENDA ELEVADA

Parece que realmente o mundo está prá lá de caótico. Já não bastasse a crise econômica, agora é a vez da pandemia global de gripe suína, o que reforça ainda mais o sentimento de que algo de muito estranho está acontecendo em nosso planeta. Sem dúvida alguma, a Terra está clamando por socorro! Além disso, será que isto é um indicador de que estaremos, dentro de pouco tempo, a dar um basta no nosso estilo de vida excessivamente consumista e predatório?

Não sou muito fã de catastrofismos e previsões escatológicas, mas que a coisa está esquisita, ah meus caros leitores, isso está…

Crises, a despeito da dor e do sofrimento de muitos, são momentos ideais para refletirmos criticamente sobre questões mais abrangentes, de âmbito global, e que acabam por impactar sobre as nossas vidas e das pessoas que nos são queridas. Sem dúvida alguma, desde o final do ano passado que a humanidade está em franco processo de revisão de suas crenças, valores, atitudes, comportamentos, isto é, de sua maneira de viver e de consumir os recursos do nosso meio ambiente. E o impacto destas reflexões sobre os nossos hábitos de consumo são mas do que evidentes…

Várias pesquisas estão sendo feitas no mundo inteiro a fim de detectar tais mudanças nos padrões de consumo. Sites de tendências globais como o WGSN já indicaram uma retração do consumo, com as pessoas buscando assumir atitudes mais frugais, conservadoras e retraídas – uma migração da opulência para a austeridade. Questões ecológicas também despontam nas preocupações dos consumidores, especialmente entre os europeus e os norte-americanos – além do mais agora, com o surto da gripe suína.

E no Brasil? Continuamos a sustentar padrões de compra e atitudes das décadas anteriores? Ou então, estamos embarcando nessa mesma onda global?

Primeiro, brasileiros por definição são “descolados” diante de situações de crise econômica, posto que vivemos durante décadas em contextos desse tipo, o que nos faz menos catastrofistas e mais adaptados a tais circunstâncias. Portanto, é de se esperar que as tendências observadas no Hemisfério Norte sejam difundidas com menor força entre a nossa população. Pode-se dizer que, de tanto viver na corda bamba, brasileiros são mais estóicos e menos desesperados diante de cenários mais cinzas e reservados…

Já postei anteriormente que a classe C vem refreando o seu ímpeto de compra, muito mais em função do aperto de crédito que as empresas que operam nesse segmento vem experimentando, do que uma mudança substancial de hábitos de compra. No entanto, na parte de cima da pirâmide, entre os consumidores mais afluentes, parece que a coisa está um pouco mais confusa.

A pesquisa “Consumo em Tempos de Crise”, realizada pelo Instituto Observatório de Sinais e publicada na edição da segunda-feira passada no jornal Valor Econômico, mostra o quão dissonantes se encontram os consumidores de maior poder aquisitivo em nosso país. Por dissonância, entenda-se aqui a presença de opiniões contraditórias e antagônicas, o que reflete o estado de tensão que se passa na cabeça destas pessoas…

Entrevistas feitas com 614 consumidores entre 18 e 64 anos, das classes A e B, todos com educação superior e moradores das regiões Sul e Sudeste, entre os meses de fevereiro e março desse ano, mostram algumas coisas interessantes. Em comum, uma certa decepção com o estilo de vida consumista, opulento e mais superficial. Para eles, ganhar dinheiro não deve ser confundido com ganância, apesar de que 84% dos entrevistados concordaram com a frase “não sendo contra a lei, todo esforço vale para ganhar dinheiro”. No mínimo, isso indica uma hesitação no que diz respeito aos padrões éticos de conduta, uma dificuldade em demarcar as fronteiras entre o que é certo e o que é errado…

Outro dado interessante é que 95% dos entrevistados relataram ter mudado os seus padrões de consumo em direção a hábitos mais ecologicamente responsáveis, elevando a sua preocupação com os impactos sociais e ambientais do consumo conspícuo. 71% disseram estar economizando mais água, 66% estão reciclando o lixo e 42% reduziram o seu consumo de energia elétrica.

Também, 93% dos entrevistados afirmaram que tendem a consumir produtos sustentáveis, desde que estes sejam mais descolados, inspiradores, com um design atraente e de acordo com as tendências da moda. Isto é outro paradoxo significativo do levantamento, dado que nem sempre produtos ecológicos e sustentáveis rimam com um design atraente e inspirador. Ou seja, abre-se um grande espaço tanto para produtos sustentáveis quanto bens de luxo de encontrar um meio termo entre estes dois extremos…

Muitos desses consumidores estão praticando o downshifting, isto é, estão migrando das marcas de luxo e aspiracionais para marcas mais básicas e de menor preço. Isso é especialmente notado no setor de vestuário, onde as lojas de grife estão sendo trocadas pelas lojas de departamento, que, além dos preços mais em conta, vem atualizando as suas coleções nos últimos anos. Portanto, no que toca as classes A e B, a infidelidade à marcas vem se tornando a tônica do momento. É a hora do “slow fashion” – roupas mais baratas, clássicas, mais austeras e duráveis – em detrimento do “fast fashion”, que dominou o setor nos últimos anos…

Tudo indica que esta crise levará a uma transformação de fundo dos padrões de consumo global. É como se a humanidade estivesse vivendo um momento de transição mais significativo, e não apenas uma adaptação a um interstício passageiro de um período de “vacas magras”. Tudo leva a crer que estamos na virada de uma sociedade opulenta e esbanjadora para uma sociedade pós-consumista. No entanto, só o tempo irá dizer se esse caminho irá se afirmar de fato…

A CRISE ECONÔMICA E OS CONSUMIDORES DE RENDA ELEVADA

Parece que realmente o mundo está prá lá de caótico. Já não bastasse a crise econômica, agora é a vez da pandemia global de gripe suína, o que reforça ainda mais o sentimento de que algo de muito estranho está acontecendo em nosso planeta. Sem dúvida alguma, a Terra está clamando por socorro! Além disso, será que isto é um indicador de que estaremos, dentro de pouco tempo, a dar um basta no nosso estilo de vida excessivamente consumista e predatório?

Não sou muito fã de catastrofismos e previsões escatológicas, mas que a coisa está esquisita, ah meus caros leitores, isso está…

Crises, a despeito da dor e do sofrimento de muitos, são momentos ideais para refletirmos criticamente sobre questões mais abrangentes, de âmbito global, e que acabam por impactar sobre as nossas vidas e das pessoas que nos são queridas. Sem dúvida alguma, desde o final do ano passado que a humanidade está em franco processo de revisão de suas crenças, valores, atitudes, comportamentos, isto é, de sua maneira de viver e de consumir os recursos do nosso meio ambiente. E o impacto destas reflexões sobre os nossos hábitos de consumo são mas do que evidentes…

Várias pesquisas estão sendo feitas no mundo inteiro a fim de detectar tais mudanças nos padrões de consumo. Sites de tendências globais como o WGSN já indicaram uma retração do consumo, com as pessoas buscando assumir atitudes mais frugais, conservadoras e retraídas – uma migração da opulência para a austeridade. Questões ecológicas também despontam nas preocupações dos consumidores, especialmente entre os europeus e os norte-americanos – além do mais agora, com o surto da gripe suína.

E no Brasil? Continuamos a sustentar padrões de compra e atitudes das décadas anteriores? Ou então, estamos embarcando nessa mesma onda global?

Primeiro, brasileiros por definição são “descolados” diante de situações de crise econômica, posto que vivemos durante décadas em contextos desse tipo, o que nos faz menos catastrofistas e mais adaptados a tais circunstâncias. Portanto, é de se esperar que as tendências observadas no Hemisfério Norte sejam difundidas com menor força entre a nossa população. Pode-se dizer que, de tanto viver na corda bamba, brasileiros são mais estóicos e menos desesperados diante de cenários mais cinzas e reservados…

Já postei anteriormente que a classe C vem refreando o seu ímpeto de compra, muito mais em função do aperto de crédito que as empresas que operam nesse segmento vem experimentando, do que uma mudança substancial de hábitos de compra. No entanto, na parte de cima da pirâmide, entre os consumidores mais afluentes, parece que a coisa está um pouco mais confusa.

A pesquisa “Consumo em Tempos de Crise”, realizada pelo Instituto Observatório de Sinais e publicada na edição da segunda-feira passada no jornal Valor Econômico, mostra o quão dissonantes se encontram os consumidores de maior poder aquisitivo em nosso país. Por dissonância, entenda-se aqui a presença de opiniões contraditórias e antagônicas, o que reflete o estado de tensão que se passa na cabeça destas pessoas…

Entrevistas feitas com 614 consumidores entre 18 e 64 anos, das classes A e B, todos com educação superior e moradores das regiões Sul e Sudeste, entre os meses de fevereiro e março desse ano, mostram algumas coisas interessantes. Em comum, uma certa decepção com o estilo de vida consumista, opulento e mais superficial. Para eles, ganhar dinheiro não deve ser confundido com ganância, apesar de que 84% dos entrevistados concordaram com a frase “não sendo contra a lei, todo esforço vale para ganhar dinheiro”. No mínimo, isso indica uma hesitação no que diz respeito aos padrões éticos de conduta, uma dificuldade em demarcar as fronteiras entre o que é certo e o que é errado…

Outro dado interessante é que 95% dos entrevistados relataram ter mudado os seus padrões de consumo em direção a hábitos mais ecologicamente responsáveis, elevando a sua preocupação com os impactos sociais e ambientais do consumo conspícuo. 71% disseram estar economizando mais água, 66% estão reciclando o lixo e 42% reduziram o seu consumo de energia elétrica.

Também, 93% dos entrevistados afirmaram que tendem a consumir produtos sustentáveis, desde que estes sejam mais descolados, inspiradores, com um design atraente e de acordo com as tendências da moda. Isto é outro paradoxo significativo do levantamento, dado que nem sempre produtos ecológicos e sustentáveis rimam com um design atraente e inspirador. Ou seja, abre-se um grande espaço tanto para produtos sustentáveis quanto bens de luxo de encontrar um meio termo entre estes dois extremos…

Muitos desses consumidores estão praticando o downshifting, isto é, estão migrando das marcas de luxo e aspiracionais para marcas mais básicas e de menor preço. Isso é especialmente notado no setor de vestuário, onde as lojas de grife estão sendo trocadas pelas lojas de departamento, que, além dos preços mais em conta, vem atualizando as suas coleções nos últimos anos. Portanto, no que toca as classes A e B, a infidelidade à marcas vem se tornando a tônica do momento. É a hora do “slow fashion” – roupas mais baratas, clássicas, mais austeras e duráveis – em detrimento do “fast fashion”, que dominou o setor nos últimos anos…

Tudo indica que esta crise levará a uma transformação de fundo dos padrões de consumo global. É como se a humanidade estivesse vivendo um momento de transição mais significativo, e não apenas uma adaptação a um interstício passageiro de um período de “vacas magras”. Tudo leva a crer que estamos na virada de uma sociedade opulenta e esbanjadora para uma sociedade pós-consumista. No entanto, só o tempo irá dizer se esse caminho irá se afirmar de fato…

A CRISE ECONÔMICA E OS CONSUMIDORES DE RENDA ELEVADA

Parece que realmente o mundo está prá lá de caótico. Já não bastasse a crise econômica, agora é a vez da pandemia global de gripe suína, o que reforça ainda mais o sentimento de que algo de muito estranho está acontecendo em nosso planeta. Sem dúvida alguma, a Terra está clamando por socorro! Além disso, será que isto é um indicador de que estaremos, dentro de pouco tempo, a dar um basta no nosso estilo de vida excessivamente consumista e predatório?

Não sou muito fã de catastrofismos e previsões escatológicas, mas que a coisa está esquisita, ah meus caros leitores, isso está…

Crises, a despeito da dor e do sofrimento de muitos, são momentos ideais para refletirmos criticamente sobre questões mais abrangentes, de âmbito global, e que acabam por impactar sobre as nossas vidas e das pessoas que nos são queridas. Sem dúvida alguma, desde o final do ano passado que a humanidade está em franco processo de revisão de suas crenças, valores, atitudes, comportamentos, isto é, de sua maneira de viver e de consumir os recursos do nosso meio ambiente. E o impacto destas reflexões sobre os nossos hábitos de consumo são mas do que evidentes…

Várias pesquisas estão sendo feitas no mundo inteiro a fim de detectar tais mudanças nos padrões de consumo. Sites de tendências globais como o WGSN já indicaram uma retração do consumo, com as pessoas buscando assumir atitudes mais frugais, conservadoras e retraídas – uma migração da opulência para a austeridade. Questões ecológicas também despontam nas preocupações dos consumidores, especialmente entre os europeus e os norte-americanos – além do mais agora, com o surto da gripe suína.

E no Brasil? Continuamos a sustentar padrões de compra e atitudes das décadas anteriores? Ou então, estamos embarcando nessa mesma onda global?

Primeiro, brasileiros por definição são “descolados” diante de situações de crise econômica, posto que vivemos durante décadas em contextos desse tipo, o que nos faz menos catastrofistas e mais adaptados a tais circunstâncias. Portanto, é de se esperar que as tendências observadas no Hemisfério Norte sejam difundidas com menor força entre a nossa população. Pode-se dizer que, de tanto viver na corda bamba, brasileiros são mais estóicos e menos desesperados diante de cenários mais cinzas e reservados…

Já postei anteriormente que a classe C vem refreando o seu ímpeto de compra, muito mais em função do aperto de crédito que as empresas que operam nesse segmento vem experimentando, do que uma mudança substancial de hábitos de compra. No entanto, na parte de cima da pirâmide, entre os consumidores mais afluentes, parece que a coisa está um pouco mais confusa.

A pesquisa “Consumo em Tempos de Crise”, realizada pelo Instituto Observatório de Sinais e publicada na edição da segunda-feira passada no jornal Valor Econômico, mostra o quão dissonantes se encontram os consumidores de maior poder aquisitivo em nosso país. Por dissonância, entenda-se aqui a presença de opiniões contraditórias e antagônicas, o que reflete o estado de tensão que se passa na cabeça destas pessoas…

Entrevistas feitas com 614 consumidores entre 18 e 64 anos, das classes A e B, todos com educação superior e moradores das regiões Sul e Sudeste, entre os meses de fevereiro e março desse ano, mostram algumas coisas interessantes. Em comum, uma certa decepção com o estilo de vida consumista, opulento e mais superficial. Para eles, ganhar dinheiro não deve ser confundido com ganância, apesar de que 84% dos entrevistados concordaram com a frase “não sendo contra a lei, todo esforço vale para ganhar dinheiro”. No mínimo, isso indica uma hesitação no que diz respeito aos padrões éticos de conduta, uma dificuldade em demarcar as fronteiras entre o que é certo e o que é errado…

Outro dado interessante é que 95% dos entrevistados relataram ter mudado os seus padrões de consumo em direção a hábitos mais ecologicamente responsáveis, elevando a sua preocupação com os impactos sociais e ambientais do consumo conspícuo. 71% disseram estar economizando mais água, 66% estão reciclando o lixo e 42% reduziram o seu consumo de energia elétrica.

Também, 93% dos entrevistados afirmaram que tendem a consumir produtos sustentáveis, desde que estes sejam mais descolados, inspiradores, com um design atraente e de acordo com as tendências da moda. Isto é outro paradoxo significativo do levantamento, dado que nem sempre produtos ecológicos e sustentáveis rimam com um design atraente e inspirador. Ou seja, abre-se um grande espaço tanto para produtos sustentáveis quanto bens de luxo de encontrar um meio termo entre estes dois extremos…

Muitos desses consumidores estão praticando o downshifting, isto é, estão migrando das marcas de luxo e aspiracionais para marcas mais básicas e de menor preço. Isso é especialmente notado no setor de vestuário, onde as lojas de grife estão sendo trocadas pelas lojas de departamento, que, além dos preços mais em conta, vem atualizando as suas coleções nos últimos anos. Portanto, no que toca as classes A e B, a infidelidade à marcas vem se tornando a tônica do momento. É a hora do “slow fashion” – roupas mais baratas, clássicas, mais austeras e duráveis – em detrimento do “fast fashion”, que dominou o setor nos últimos anos…

Tudo indica que esta crise levará a uma transformação de fundo dos padrões de consumo global. É como se a humanidade estivesse vivendo um momento de transição mais significativo, e não apenas uma adaptação a um interstício passageiro de um período de “vacas magras”. Tudo leva a crer que estamos na virada de uma sociedade opulenta e esbanjadora para uma sociedade pós-consumista. No entanto, só o tempo irá dizer se esse caminho irá se afirmar de fato…

ENQUANTO ISSO, AQUI NO RIO…

… o Campeonato Carioca está indefinido. 2 X 2, em uma partida digna de uma final: tensa, truncada e com cada time correndo atrás da bola como se esta fosse um prato de comida!

O Flamengo começou melhor, abriu o marcador com um gol de pênalti de Juan, após uma besteira absurda do zagueiro Alessandro do Botafogo. Aliás, sempre nas finais, o Botafogo sempre arruma um jeito de tornar as coisas mais difíceis…

Apesar disso, o Botafogo equilibrou o jogo, e a partir da metade do primeiro tempo os seus dois principais jogadores começaram a desequilibrar. Maicosuel infernizou a defesa rubro-negra, costurando pelo meio da zaga do seu jeito meio amalucado, e o Reinaldo deslocava-se pelos flancos do campo, tornando-se uma opção de ataque perigosíssima. Resultado: o time da Estrela Solitária virou o jogo, com um gol de falta do zagueiro Juninho (onde a barreira abriu) e, depois, desempatou com uma cabeçada de Reinaldo, em meio ao congestionado miolo de zaga do Mengão.

Do lado do Flamengo, Leonardo Moura e Zé Roberto eram a negação em campo; e o centroavante Emerson, um “bonde”, um beque de “totó”“pembolim” para os meus leitores paulistas -, pois a bola batia nele e voltava! Também, pudera, o cara joga de costas para o gol…

Aliás, de “bonde” o Flamengo está bem servido: é Emerson, é Josiel, é Obina! É só escolher…

Veio o segundo o tempo, e a sina continuava até que dois lances decidiram a sorte do jogo: o Botafogo perdeu Reinaldo e Maicosuel, ambos ao mesmo tempo por contusão. E o time não tem um banco à altura para repor esses jogadores. Por isso, o alvi-negro se desarrumou todo em campo. Daí o Flamengo, empurrado pela raça do time – e pelo coração da torcida, que tomou de assalto o Maraca, e gritou sem parar até o final da partida -, imprensou o adversário até conseguir o empate, no finalzinho do jogo. O gol, um exemplar prototípico da raça rubro-negra, foi originado de um chute cruzado do volante Williams, após ter brigado pela bola na lateral do campo, e ter contado com a ajuda do ZAGUEIRAÇO alvi-negro Emerson. Tô começando a desconfiar do cara, pois é o segundo jogo contra o Mengão que o cara marca contra…

Aliás, por ironia do destino, achei o gol de Williams muito parecido com o gol de “barriga” do Renato Gaúcho, quando o Fluminense ganhou do Flamengo na final do Campeonato Carioca de 1995.

O empate de hoje tornou ainda mais equilibrada a decisão no próxmo domingo. Se hoje foi difícil, na semana que vem a partida promete ser mais eletrizante e tensa, o que vem se tornando a tônica dos embates entre estes dois times, cuja rivalidade vem marcando o início do futebol carioca nesse terceiro milênio. Portanto, meus caros leitores, separem a sua cota de isordil, lexotan e rivotril, pois semana que vem tem mais!

Eu, por segurança, já separei a minha figa-de-guiné, os meus patuás, as imagens de São Jorge, São Sebastião, Santa Sara Khali, São José, o meu guerreiro inca Tumi, a minha coruja de Minerva, a divindade egípcia Seth, tudo disposto com esmero e arte na minha escrivaninha, a me proteger das intempéries da vida…

ENQUANTO ISSO, AQUI NO RIO…

… o Campeonato Carioca está indefinido. 2 X 2, em uma partida digna de uma final: tensa, truncada e com cada time correndo atrás da bola como se esta fosse um prato de comida!

O Flamengo começou melhor, abriu o marcador com um gol de pênalti de Juan, após uma besteira absurda do zagueiro Alessandro do Botafogo. Aliás, sempre nas finais, o Botafogo sempre arruma um jeito de tornar as coisas mais difíceis…

Apesar disso, o Botafogo equilibrou o jogo, e a partir da metade do primeiro tempo os seus dois principais jogadores começaram a desequilibrar. Maicosuel infernizou a defesa rubro-negra, costurando pelo meio da zaga do seu jeito meio amalucado, e o Reinaldo deslocava-se pelos flancos do campo, tornando-se uma opção de ataque perigosíssima. Resultado: o time da Estrela Solitária virou o jogo, com um gol de falta do zagueiro Juninho (onde a barreira abriu) e, depois, desempatou com uma cabeçada de Reinaldo, em meio ao congestionado miolo de zaga do Mengão.

Do lado do Flamengo, Leonardo Moura e Zé Roberto eram a negação em campo; e o centroavante Emerson, um “bonde”, um beque de “totó”“pembolim” para os meus leitores paulistas -, pois a bola batia nele e voltava! Também, pudera, o cara joga de costas para o gol…

Aliás, de “bonde” o Flamengo está bem servido: é Emerson, é Josiel, é Obina! É só escolher…

Veio o segundo o tempo, e a sina continuava até que dois lances decidiram a sorte do jogo: o Botafogo perdeu Reinaldo e Maicosuel, ambos ao mesmo tempo por contusão. E o time não tem um banco à altura para repor esses jogadores. Por isso, o alvi-negro se desarrumou todo em campo. Daí o Flamengo, empurrado pela raça do time – e pelo coração da torcida, que tomou de assalto o Maraca, e gritou sem parar até o final da partida -, imprensou o adversário até conseguir o empate, no finalzinho do jogo. O gol, um exemplar prototípico da raça rubro-negra, foi originado de um chute cruzado do volante Williams, após ter brigado pela bola na lateral do campo, e ter contado com a ajuda do ZAGUEIRAÇO alvi-negro Emerson. Tô começando a desconfiar do cara, pois é o segundo jogo contra o Mengão que o cara marca contra…

Aliás, por ironia do destino, achei o gol de Williams muito parecido com o gol de “barriga” do Renato Gaúcho, quando o Fluminense ganhou do Flamengo na final do Campeonato Carioca de 1995.

O empate de hoje tornou ainda mais equilibrada a decisão no próxmo domingo. Se hoje foi difícil, na semana que vem a partida promete ser mais eletrizante e tensa, o que vem se tornando a tônica dos embates entre estes dois times, cuja rivalidade vem marcando o início do futebol carioca nesse terceiro milênio. Portanto, meus caros leitores, separem a sua cota de isordil, lexotan e rivotril, pois semana que vem tem mais!

Eu, por segurança, já separei a minha figa-de-guiné, os meus patuás, as imagens de São Jorge, São Sebastião, Santa Sara Khali, São José, o meu guerreiro inca Tumi, a minha coruja de Minerva, a divindade egípcia Seth, tudo disposto com esmero e arte na minha escrivaninha, a me proteger das intempéries da vida…

ENQUANTO ISSO, AQUI NO RIO…

… o Campeonato Carioca está indefinido. 2 X 2, em uma partida digna de uma final: tensa, truncada e com cada time correndo atrás da bola como se esta fosse um prato de comida!

O Flamengo começou melhor, abriu o marcador com um gol de pênalti de Juan, após uma besteira absurda do zagueiro Alessandro do Botafogo. Aliás, sempre nas finais, o Botafogo sempre arruma um jeito de tornar as coisas mais difíceis…

Apesar disso, o Botafogo equilibrou o jogo, e a partir da metade do primeiro tempo os seus dois principais jogadores começaram a desequilibrar. Maicosuel infernizou a defesa rubro-negra, costurando pelo meio da zaga do seu jeito meio amalucado, e o Reinaldo deslocava-se pelos flancos do campo, tornando-se uma opção de ataque perigosíssima. Resultado: o time da Estrela Solitária virou o jogo, com um gol de falta do zagueiro Juninho (onde a barreira abriu) e, depois, desempatou com uma cabeçada de Reinaldo, em meio ao congestionado miolo de zaga do Mengão.

Do lado do Flamengo, Leonardo Moura e Zé Roberto eram a negação em campo; e o centroavante Emerson, um “bonde”, um beque de “totó”“pembolim” para os meus leitores paulistas -, pois a bola batia nele e voltava! Também, pudera, o cara joga de costas para o gol…

Aliás, de “bonde” o Flamengo está bem servido: é Emerson, é Josiel, é Obina! É só escolher…

Veio o segundo o tempo, e a sina continuava até que dois lances decidiram a sorte do jogo: o Botafogo perdeu Reinaldo e Maicosuel, ambos ao mesmo tempo por contusão. E o time não tem um banco à altura para repor esses jogadores. Por isso, o alvi-negro se desarrumou todo em campo. Daí o Flamengo, empurrado pela raça do time – e pelo coração da torcida, que tomou de assalto o Maraca, e gritou sem parar até o final da partida -, imprensou o adversário até conseguir o empate, no finalzinho do jogo. O gol, um exemplar prototípico da raça rubro-negra, foi originado de um chute cruzado do volante Williams, após ter brigado pela bola na lateral do campo, e ter contado com a ajuda do ZAGUEIRAÇO alvi-negro Emerson. Tô começando a desconfiar do cara, pois é o segundo jogo contra o Mengão que o cara marca contra…

Aliás, por ironia do destino, achei o gol de Williams muito parecido com o gol de “barriga” do Renato Gaúcho, quando o Fluminense ganhou do Flamengo na final do Campeonato Carioca de 1995.

O empate de hoje tornou ainda mais equilibrada a decisão no próxmo domingo. Se hoje foi difícil, na semana que vem a partida promete ser mais eletrizante e tensa, o que vem se tornando a tônica dos embates entre estes dois times, cuja rivalidade vem marcando o início do futebol carioca nesse terceiro milênio. Portanto, meus caros leitores, separem a sua cota de isordil, lexotan e rivotril, pois semana que vem tem mais!

Eu, por segurança, já separei a minha figa-de-guiné, os meus patuás, as imagens de São Jorge, São Sebastião, Santa Sara Khali, São José, o meu guerreiro inca Tumi, a minha coruja de Minerva, a divindade egípcia Seth, tudo disposto com esmero e arte na minha escrivaninha, a me proteger das intempéries da vida…

FALA SÉRIO!!!

Mas o que foi isso, o terceiro gol do Curingão contra o Santos, em plena Vila Belmiro, na primeira partida da decisão do Campeonato Paulista?

Tudo bem, o Ronaldo destruiu o jogo, fez dois dos três gols! Mas o terceiro foi um golaço, uma pintura, de encher os olhos! Para o bem do Corinthians, da torcida e do futebol brasileiro!