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MÚSICA PARA INSPIRAR O FIM DE SEMANA

Para inspirar os meus queridos leitores, brindo-os com o clip de uma das cantoras que eu considero uma das melhores e mais interessantes surgidas nos últimos tempos.

Aliás, para quem me conhece mais amiúde, sabe da minha predileção por cantoras – Suzanne Vega, Teresa Salgueiro, Sinnead O’Connor, Kate Bush, Betty Gibbons, Bjork, dentre outras que não me vem a memória agora -, todas em sua grande maioria flertando com a música eletrônica (trance e trip-hop, mais especificamente). O que considero, aliás, uma tremenda prova de criatividade e de bom gosto – além, é óbvio, dos maravilhosos dotes vocais de cada uma delas…

A canção se chama The Promise, do disco Offerings (1998), o segundo álbum do duo Vas. Fundado em 1996, e rotulado no gênero world music, o grupo se destaca pela fusão de ritmos indianos e persas, acompanhado de tablas e derbakhs, tendo como destaques a vocalista Azam Ali e o percussionista Greg Ellis. A proposta do grupo é explorar as possibilidades de interlocução entre a voz e a percussão, tendo como pano de fundo referências musicais provenientes da Índia, da Pérsia, dos Balcãs e do Ocidente, com especial ênfase nas tradições celtas – como vocês podem bem reparar no videoclip acima.

Atualmente, além de seu trabalho solo (dois belíssimos discos, diga-se de passagem), a cantora dedica-se a outro super-grupo, o Niyaz, composto por ela, o multi-instrumentista Loma Ramin Torkian (do Axiom Of Choice, outro grupo também bastante interessante) e o produtor Carmen Rizzo, ganhador do Prêmio Grammy. A banda, um projeto eletro-acústico, constrói tessituras musicais indianas e persas, tendo como pano de fundo loops e batidas eletrônicas. Tudo isso regado a muita poesia sufi, base das letras do grupo, e que representam o lado místico e esotérico do Islã. O Niyaz é uma das bandas mais interessantes dos últimos tempos em termos de world music – especialmente para quem, como esse Escriba que vos fala, adora explorar os espaços de interlocução entre Oriente e Ocidente.

Nascida em Teerã, capital do Irã (antiga Pérsia), tendo passado a infância na Índia, a sua voz e o seu estilo de cantar é a mais pura expressão do entrecruzamento de culturas tão exóticas quanto diferentes. Após a Revolução Iraniana de 1979, por ocasião de sua adolescência, Azam Ali se muda com a família para os Estados Unidos, país onde ela começa então a consolidar a sua carreira musical, com um trabalho que busca estabelecer um diálogo entre referências provenientes das culturas persa, caucasiana, árabe e indiana.

Enfim, chega de conversa. Abaixo, segue o link. É ver e emocionar-se, pois trata-se de espiritualidade à flor da pele. Um bálsamo para a alma, e um colírio para olhos cansados de ver tanta tristeza, desigualdade e falta de amor no mundo…

http://www.youtube.com/watch?v=dzJpeFSqc-Q

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