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Archive for março \31\UTC 2009

>POLÊMICA À VISTA!

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Tudo que gera polêmica ou vai contra uma opinião consensual sobre um determinado assunto conta, a princípio, com a minha integral simpatia. Afinal, como já diria Aristóteles, pensar não é a arte de responder questões – e sim a de como saber colocá-las. Logo, pensar sobre uma determinada problemática é sempre algo tenso, desconfortável e turbilhonante…

Iniciei a leitura de um livro desse tipo – daquele que nos traz incômodo -, daquele que nos tira da letárgica postura de apenas buscar certezas. Trata-se de uma pequena obra de Andrew Keen, intitulada O Culto do Amador: como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2009).

O autor, jornalista e empreendedor pioneiro no famoso Vale do Silício, escreve em jornais do porte de um Wall Street Journal, Los Angeles Times, The Guardian, Independent, Forbes, dentre outros. O livro é uma violenta crítica contra a “mediocrização” da cultura contemporânea dada a profusão de blogs, sites de relacionamento e de compartilhamento de conteúdo espalhados na complexa tessitura da internet.

Um dos fatos mais marcantes do estágio atual da cibercultura não é apenas a democratização do acesso à informação, mas sim a possibilidade de produção de conteúdo por parte dos mais diferentes usuários da rede virtual – em sua grande maioria, amadores ou pessoas comuns – a custo “quase zero”. Nesse sentido, um dos exemplos mais marcantes dessa tendência é a profusão dos blogs, onde indivíduos das mais diversas regiões do mundo, etnias, credos religiosos, origens sociais, crenças e valores podem compartilhar suas opiniões, fotos, vídeos e confidências para uma audiência que, a cada dia, cresce em escala exponencial.

Como falei no início desse post, estou bem no início do livro. Mas, dada a relevância do tema, e por eu estar interessado nesse aspecto da cibercultura, transcrevo abaixo um dos trechos da obra a fim de instigar os meus queridos leitores a refletirem sobre o tema. Gostaria de ouvir um pouco a opinião de vocês, a fim de que possamos pensar criticamente sobre os mais diferentes aspectos da argumentação de Keen.

Para entender o trecho abaixo, o autor pega a hipótese do “macaco infinto”, do biólogo evolucionista do século XIX T. H. Huxley – avô do famoso escritor Aldus Huxley, autor do famoso romance Admirável Mundo Novo.

Portanto, aguardo os comentários de vocês. E boa leitura a todos!

“Segundo a teoria de Huxley (a “tese do macaco infinito”), se fornecermos a um número infinito de macacos um número infinito de máquinas de escrever, em algum lugar vão acabar criando uma obra-prima – uma peça de Shakespeare, um diálogo de Platão ou um tratado econômico de Adam Smith.

A tecnologia de hoje vincula todos aqueles macacos a todas aquelas máquinas de escrever. Com a diferença de que em nosso mundo Web 2.0 as máquinas de escrever não são mais máquinas de escrever, e sim computadores pessoais conectados em rede, e os macacos não são exatamente macacos, mas usuários da internet. E em vez de criarem obras-primas, esses milhões e milhões de macacos exuberantes – muitos sem mais talento nas artes criativas que nossos primos primatas – estão criando uma interminável floresta de mediocridade. Pois os macacos amadores de hoje podem usar seus computadores conectados em rede para publicar qualquer coisa, de comentários políticos mal informados a videos caseiros de mau gosto, passando por música embaraçosamente mal-acaba e poemas, críticas, ensaios e romances ilegíveis.

No cerne desse experimento de autopublicação por uma infinidade de macacos está o diário na internet, o onipresente blog. Blogar tornou-se uma tal mania que um novo blog é criado a cada segundo de cada minuto de cada hora de cada dia. Estamos blogando com um despudor simiesco sobre nossas vidas privadas, nossas vidas sexuais, nossas vidas oníricas, nossa falta de vida, nossas Second Lifes. No momento em que escrevo, há 53 milhões de blogs na internet, e esse número dobra há cada seis meses.

Se mantivermos esse ritmo, haverá mais de 500 milhões de blogs em 2010, corrompendo e confundindo coletivamente a opinião popular sobre todas as coisas, da política ao comércio, às artes e à cultura. Os blogs tornaram-se tão vertiginosamente infinitos que solaparam nosso senso do que é verdadeiro e do que é falso, do que é real do que é imaginário. Para esses utopistas da Geração Y, toda postagem é apenas a versão da verdade de mais uma pessoa; toda ficção é apenas a versão dos fatos de mais uma pessoa”.

POLÊMICA À VISTA!

Tudo que gera polêmica ou vai contra uma opinião consensual sobre um determinado assunto conta, a princípio, com a minha integral simpatia. Afinal, como já diria Aristóteles, pensar não é a arte de responder questões – e sim a de como saber colocá-las. Logo, pensar sobre uma determinada problemática é sempre algo tenso, desconfortável e turbilhonante…

Iniciei a leitura de um livro desse tipo – daquele que nos traz incômodo -, daquele que nos tira da letárgica postura de apenas buscar certezas. Trata-se de uma pequena obra de Andrew Keen, intitulada O Culto do Amador: como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2009).

O autor, jornalista e empreendedor pioneiro no famoso Vale do Silício, escreve em jornais do porte de um Wall Street Journal, Los Angeles Times, The Guardian, Independent, Forbes, dentre outros. O livro é uma violenta crítica contra a “mediocrização” da cultura contemporânea dada a profusão de blogs, sites de relacionamento e de compartilhamento de conteúdo espalhados na complexa tessitura da internet.

Um dos fatos mais marcantes do estágio atual da cibercultura não é apenas a democratização do acesso à informação, mas sim a possibilidade de produção de conteúdo por parte dos mais diferentes usuários da rede virtual – em sua grande maioria, amadores ou pessoas comuns – a custo “quase zero”. Nesse sentido, um dos exemplos mais marcantes dessa tendência é a profusão dos blogs, onde indivíduos das mais diversas regiões do mundo, etnias, credos religiosos, origens sociais, crenças e valores podem compartilhar suas opiniões, fotos, vídeos e confidências para uma audiência que, a cada dia, cresce em escala exponencial.

Como falei no início desse post, estou bem no início do livro. Mas, dada a relevância do tema, e por eu estar interessado nesse aspecto da cibercultura, transcrevo abaixo um dos trechos da obra a fim de instigar os meus queridos leitores a refletirem sobre o tema. Gostaria de ouvir um pouco a opinião de vocês, a fim de que possamos pensar criticamente sobre os mais diferentes aspectos da argumentação de Keen.

Para entender o trecho abaixo, o autor pega a hipótese do “macaco infinto”, do biólogo evolucionista do século XIX T. H. Huxley – avô do famoso escritor Aldus Huxley, autor do famoso romance Admirável Mundo Novo.

Portanto, aguardo os comentários de vocês. E boa leitura a todos!

“Segundo a teoria de Huxley (a “tese do macaco infinito”), se fornecermos a um número infinito de macacos um número infinito de máquinas de escrever, em algum lugar vão acabar criando uma obra-prima – uma peça de Shakespeare, um diálogo de Platão ou um tratado econômico de Adam Smith.

A tecnologia de hoje vincula todos aqueles macacos a todas aquelas máquinas de escrever. Com a diferença de que em nosso mundo Web 2.0 as máquinas de escrever não são mais máquinas de escrever, e sim computadores pessoais conectados em rede, e os macacos não são exatamente macacos, mas usuários da internet. E em vez de criarem obras-primas, esses milhões e milhões de macacos exuberantes – muitos sem mais talento nas artes criativas que nossos primos primatas – estão criando uma interminável floresta de mediocridade. Pois os macacos amadores de hoje podem usar seus computadores conectados em rede para publicar qualquer coisa, de comentários políticos mal informados a videos caseiros de mau gosto, passando por música embaraçosamente mal-acaba e poemas, críticas, ensaios e romances ilegíveis.

No cerne desse experimento de autopublicação por uma infinidade de macacos está o diário na internet, o onipresente blog. Blogar tornou-se uma tal mania que um novo blog é criado a cada segundo de cada minuto de cada hora de cada dia. Estamos blogando com um despudor simiesco sobre nossas vidas privadas, nossas vidas sexuais, nossas vidas oníricas, nossa falta de vida, nossas Second Lifes. No momento em que escrevo, há 53 milhões de blogs na internet, e esse número dobra há cada seis meses.

Se mantivermos esse ritmo, haverá mais de 500 milhões de blogs em 2010, corrompendo e confundindo coletivamente a opinião popular sobre todas as coisas, da política ao comércio, às artes e à cultura. Os blogs tornaram-se tão vertiginosamente infinitos que solaparam nosso senso do que é verdadeiro e do que é falso, do que é real do que é imaginário. Para esses utopistas da Geração Y, toda postagem é apenas a versão da verdade de mais uma pessoa; toda ficção é apenas a versão dos fatos de mais uma pessoa”.

POLÊMICA À VISTA!

Tudo que gera polêmica ou vai contra uma opinião consensual sobre um determinado assunto conta, a princípio, com a minha integral simpatia. Afinal, como já diria Aristóteles, pensar não é a arte de responder questões – e sim a de como saber colocá-las. Logo, pensar sobre uma determinada problemática é sempre algo tenso, desconfortável e turbilhonante…

Iniciei a leitura de um livro desse tipo – daquele que nos traz incômodo -, daquele que nos tira da letárgica postura de apenas buscar certezas. Trata-se de uma pequena obra de Andrew Keen, intitulada O Culto do Amador: como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2009).

O autor, jornalista e empreendedor pioneiro no famoso Vale do Silício, escreve em jornais do porte de um Wall Street Journal, Los Angeles Times, The Guardian, Independent, Forbes, dentre outros. O livro é uma violenta crítica contra a “mediocrização” da cultura contemporânea dada a profusão de blogs, sites de relacionamento e de compartilhamento de conteúdo espalhados na complexa tessitura da internet.

Um dos fatos mais marcantes do estágio atual da cibercultura não é apenas a democratização do acesso à informação, mas sim a possibilidade de produção de conteúdo por parte dos mais diferentes usuários da rede virtual – em sua grande maioria, amadores ou pessoas comuns – a custo “quase zero”. Nesse sentido, um dos exemplos mais marcantes dessa tendência é a profusão dos blogs, onde indivíduos das mais diversas regiões do mundo, etnias, credos religiosos, origens sociais, crenças e valores podem compartilhar suas opiniões, fotos, vídeos e confidências para uma audiência que, a cada dia, cresce em escala exponencial.

Como falei no início desse post, estou bem no início do livro. Mas, dada a relevância do tema, e por eu estar interessado nesse aspecto da cibercultura, transcrevo abaixo um dos trechos da obra a fim de instigar os meus queridos leitores a refletirem sobre o tema. Gostaria de ouvir um pouco a opinião de vocês, a fim de que possamos pensar criticamente sobre os mais diferentes aspectos da argumentação de Keen.

Para entender o trecho abaixo, o autor pega a hipótese do “macaco infinto”, do biólogo evolucionista do século XIX T. H. Huxley – avô do famoso escritor Aldus Huxley, autor do famoso romance Admirável Mundo Novo.

Portanto, aguardo os comentários de vocês. E boa leitura a todos!

“Segundo a teoria de Huxley (a “tese do macaco infinito”), se fornecermos a um número infinito de macacos um número infinito de máquinas de escrever, em algum lugar vão acabar criando uma obra-prima – uma peça de Shakespeare, um diálogo de Platão ou um tratado econômico de Adam Smith.

A tecnologia de hoje vincula todos aqueles macacos a todas aquelas máquinas de escrever. Com a diferença de que em nosso mundo Web 2.0 as máquinas de escrever não são mais máquinas de escrever, e sim computadores pessoais conectados em rede, e os macacos não são exatamente macacos, mas usuários da internet. E em vez de criarem obras-primas, esses milhões e milhões de macacos exuberantes – muitos sem mais talento nas artes criativas que nossos primos primatas – estão criando uma interminável floresta de mediocridade. Pois os macacos amadores de hoje podem usar seus computadores conectados em rede para publicar qualquer coisa, de comentários políticos mal informados a videos caseiros de mau gosto, passando por música embaraçosamente mal-acaba e poemas, críticas, ensaios e romances ilegíveis.

No cerne desse experimento de autopublicação por uma infinidade de macacos está o diário na internet, o onipresente blog. Blogar tornou-se uma tal mania que um novo blog é criado a cada segundo de cada minuto de cada hora de cada dia. Estamos blogando com um despudor simiesco sobre nossas vidas privadas, nossas vidas sexuais, nossas vidas oníricas, nossa falta de vida, nossas Second Lifes. No momento em que escrevo, há 53 milhões de blogs na internet, e esse número dobra há cada seis meses.

Se mantivermos esse ritmo, haverá mais de 500 milhões de blogs em 2010, corrompendo e confundindo coletivamente a opinião popular sobre todas as coisas, da política ao comércio, às artes e à cultura. Os blogs tornaram-se tão vertiginosamente infinitos que solaparam nosso senso do que é verdadeiro e do que é falso, do que é real do que é imaginário. Para esses utopistas da Geração Y, toda postagem é apenas a versão da verdade de mais uma pessoa; toda ficção é apenas a versão dos fatos de mais uma pessoa”.

>PENSAMENTOS PARA A SEMANA

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“Não há feito mais frutífero para o coração do que aquele de que tu não estás consciente e que é considerado insignificante por ti”.

“Em teu desespero tu és um homem livre, mas em teu desejo és um escravo”.

“Algumas vezes Ele dá privando-o de algo, e algumas vezes Ele te priva dando”.

(Ibn Ataillah, filósofo sufi egípcio do século XIV).

PENSAMENTOS PARA A SEMANA

“Não há feito mais frutífero para o coração do que aquele de que tu não estás consciente e que é considerado insignificante por ti”.

“Em teu desespero tu és um homem livre, mas em teu desejo és um escravo”.

“Algumas vezes Ele dá privando-o de algo, e algumas vezes Ele te priva dando”.

(Ibn Ataillah, filósofo sufi egípcio do século XIV).

PENSAMENTOS PARA A SEMANA

“Não há feito mais frutífero para o coração do que aquele de que tu não estás consciente e que é considerado insignificante por ti”.

“Em teu desespero tu és um homem livre, mas em teu desejo és um escravo”.

“Algumas vezes Ele dá privando-o de algo, e algumas vezes Ele te priva dando”.

(Ibn Ataillah, filósofo sufi egípcio do século XIV).

>TÁ TUDO ERRADO!!!

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Ô Finalzinho de semana esportivo danado de estranho esse, sô! Afinal, não é todo o dia que somos testemunhas de acontecimentos extraordinários, bissextos e até mesmo bizarros – em alguns dos casos. Vamos a eles…

1. No sábado, o Mais Querido do Universo conseguiu ganhar do “possante” Resende – aquele mesmo time mulambento que nos eliminou da final da Taça Guanabara -, com dois gols de Josiel, o “artilheiro Jesus” (ou será o “Zé Bob”!?!?). E um deles, um chute de fora da área!!! Vale lembrar que, no meio de semana, o time ganhou do meu também querido Madureira com três gols do mesmo Josiel. Brincadeira, heinm?!?!

2. Na madrugada de sábado para domingo, na abertura da temporada 2009 da Fórmula 1, a equipe Brawn Racing (ex-Honda) dominou de ponta a ponta o GP da Austrália, desde os treinos até a corrida – “dobradinha” em ambas. Vitória do inglês Jason Button, e – pasmem – Rubinho Barrichello na segunda posição. O mais fantástico é que o camarada conseguiu a proeza de largar errado, ficou atrás um tempão, rodou, bateu com o carro, voltou à corrida, e ainda conseguiu chegar em segundo lugar. Incrível, não? Já deu prá perceber que as outras equipes estão uma bela porcaria, e que a Fórmula 1 conseguiu a proeza de nivelar a competição por baixo…
3. Nesse domingo, a Lusa – o time desse Escriba na Terra da Garoa – chegou a sua décima vitória no Paulistão. 4 X 2 contra o Marília, com dois gols do Fellype Gabriel (?!?!). Sim, é ele mesmo meus caros leitores, que teve uma passagem medonha pelo Flamengo. Com essa vitória, a décima no estadual desse ano, a Lusa está na quarta colocação, rumando de vento em popa para a semifinal do Campeonato Paulista. Impressionante…
4. Por fim, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira tomou um “sufoco” medonho contra o Equador, lá na altitude de Quito. Depois de um primeiro tempo onde o escrete canarinho foi massacrado, o time conseguiu um golzinho graças ao “tanque de guerra” Júlio Baptista (sempre ele a nos salvar!), além das defesas milagrosas do “São” Júlio Cesar (tinha que ser do Mengão!). O time cedeu o empate – merecido, aliás! – no final do jogo, mas foi uma daquelas atuações ridículas e medonhas da seleção, onde deu pena ver em campo jogadores como Robinho, Elano, Felipe Melo, Gilberto Silva, Luís Fabiano e, o maior de todos, o enganador, gordo e “chupa-sangue” Ronaldinho Gaúcho. Um jogo ridículo de ser ver…
Fala sério…