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Ê CANINHA CARA, SÔ!!!

Aproveitando o embalo do final de semana que se aproxima, esse Escriba repassa algumas dicas para os seus leitores caso eles queiram esbanjar dinheiro, quando o assunto é uma bebidinha alcóolica. Todas as bebidas abaixo elencadas são excepcionais, mas aviso aos navegantes: é caro de doer – isto é, a ressaca do dia seguinte pode ser agravada por um rombo daqueles no bolso…
Esse post baseia-se em uma reportagem publicada na sexta-feira passada no suplemento Rio Show, do jornal carioca O Globo. Todos os restaurantes e bares citados abaixo estão localizados na cidade do Rio de Janeiro. Portanto, atenção cariocas e turistas, aproveitem a alta temporada e preparem o bolso… e o espírito:
1. No bar Aconhego Carioca (localizado na Praça da Bandeira), a garrafa de 750 ml da cerveja Falk Tripel Monasterium sai por módicos R$ 75,00 (!!!). Apesar de ser uma cerveja nacional fabricada nas Minas Gerais, ela é produzida segundo as regras dos monges trapistas belgas – diga-se de passagem, uma das melhores cervejas do mundo, e dos deuses, com certeza. Apesar do precinho “camarada”, é difícil encontrá-la por se tratar de uma bebida artesanal elaborada em uma microcervejaria. Além do mais, seu charme reside também na garrafa – que assemelha-se a uma garrafa de champanhe, e que vem para a mesa com rolha e tudo. Muito charmoso!

2. A dose do cognac Louis XIII Rémy Martin no famosérrimo restaurante Antiquarius (situado no chiquérrimo Leblon), custa a bagatela de R$ 1.002 (!!!!!!!!!!!!!). Vale lembrar que cada dosezinha possui 50 ml desta relíquia francesa, que é o resultado do blend de 1.200 conhaques diferentes, envelhecidos entre 40 a 100 anos em barris de carvalho limousin. Cada garrafa é de cristal baccarat, e tem numeração gravada em ouro 24 quilates. Confesso que deve ser mais interessante observar por horas a garrafa, rezar mais não sei quantas e, ao invés de beber, emoldurá-la para posteridade. Uma verdadeira obra de arte!

3. Por problemas judiciais, a destilaria Anísio Santiago de Salinas (MG) – região onde são produzidas as melhores cachaças do país – teve de alterar o nome de sua lendária cachaça Havana, que agora leva o nome de seu fundador. No entanto, alguns bares ainda mantém em seu estoque algumas poucas garrafas de Havana. Um deles é o Bar do Grill (também no badalado bairro do Leblon), que vende a dose da preciosidade por módicos R$ 59,60 – para os bebuns mais empedernidos, até que vale a pena uma dosezinha só para tirar onda com a cara dos pobres! Para quem é fã da “branquinha”, vale a pena o investimento. Esse Escriba já fez isso há alguns anos atrás, e garante que o retorno é garantido em cada gole sorvido com prazer!

4. Sou fã de licores – o espanhol 43 é um dos meus favoritos. Para quem gosta de esbanjar, vale a pena pagar R$ 65 pela dose do licor francês XO Extase, no bar Horse’s Neck, no Hotel Sofitel (em Copacabana). Esse licor é feito a base de conhaques envelhecidos há cerca de 25 anos, aromatizados com cascas de laranja da ilha caribenha de Curaçao. Vale muito a pena, especialmente se acompanhado de um belo puro habano – pode ser um Montecristo, um Romeo & Julieta, um Cohiba

5. Não gosto muito de tequilas – apesar do fato de que degustei uma há alguns anos atrás, inesquecível, em pleno inverno congelante americano em um bar mexicano na Filadélfia. Nunca me esqueço do nome daquela bebida que me “salvou” do congelamento: El Tesoro de Don Felipe. Fantástica! Para quem gosta da bebida nacional dos mexicanos, vale a pena a dica: a dose da tequila Jose Cuervo Reserva de la Familia custa módicos R$ 81 no badaladíssimo Hotel Fasano, mais especificamente no restaurante Fasano Al Mare e no bar Londra. Haja mariachis

6. Uísque é sempre uma boa pedida – é uma das minhas bebidas favoritas, apesar da inegável predileção desse Escriba pelo vinho. Para que deseja degustar uma dose do Ballantine’s 30 anos, basta ir no Esplanada Grill, em Ipanema, e desembolsar a simples quantia de R$ 110. Vale lembrar que o seu irmão caçula, o Ballantine’s 18 anos, sai por módicos R$ 20 no mesmo estabelecimento. No entanto, uísque é sempre uísque, e quanto mais envelhecido, mais saboroso…

7. Taí outra bebida que não sou grande conhecedor, o saquê. Feito a partir da destilação do arroz, a bebida nacional dos japoneses é bastante alcóolica e, particularmente para mim, um tanto o quanto insossa. Certamente, falta de hábito e de paladar de minha parte. No restaurante Nao Hara, no sofisticadíssimo shopping Fashion Mall em São Conrado, a dose do saquê Hakushica Junmai Dai Ginjo custa R$ 76. Parece caro, mas esse é o saquê preferido do imperador Hiroito, feito com um grão de arroz chamado yamadanishiki. A dose, generosa por sinal (pode servir até duas pessoas), vem em um decanter de cristal austríaco Spieglau, e de lá para uma taça de cristal da mesma marca. Chique, não?

8. Por fim, a gloriosa champagne. Napoleão Bonaparte dizia que uma taça deste glamour borbulhante era indicado tanto para comemorar as vitórias quanto para esquecer as derrotas. Se os meus caros leitores quiserem uma taça de champagne das boas (uma heresia para os mais enochatos), basta pedir uma flûte da Taittinger Brut Réserve – a predileta de Winston Churchill – por apenas R$ 90 no restaurante D’Amici, no Leme. Garanto que vocês não irão se arrepender…

Viram como se divertir é fácil com muito dinheiro no bolso? Vocês podem estar se perguntando sobre o mal-gosto deste post, em plena crise econômica. Não é chiste deste Escriba, apenas o fato de que um pouco de fantasia alegra e anima o espírito em tempos bicudos…
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