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Archive for janeiro \27\UTC 2009

>ENQUANTO ISSO, NO MUNDO DA "MAROLINHA"…

>

A coisa também está feia por aqui por essas bandas! Após várias manifestações de fanfarronismo e histrionices, parece que o Nosso Líder agora se deu conta do estrago da crise norte-americana em nossa economia. E, o pior, ela está afetando o que até então ele considerava uma das maiores realizações de seu governo – o crescimento dos postos de trabalho formais. Parece que os empregos no país, especialmente em determinadas regiões, estão derretendo mais rápido do que as calotas polares. Culpa do aquecimento global? Efeito estufa? Ou o mais puro exemplo de “jeguice” discursiva?

Vamos aos fatos…

Segundo dossiê publicado nesse domingo pelo periódico O Estado de S. Paulo, os setores de nossa economia mais afetados pela crise são, até agora, a indústria automobilística, a mineração e o segmento de siderurgia e aço. Pelo menos por enquanto, porque parece que o movimento de ajuste de empregos (um tremendo eufemismo) vai começar a atingir em cheio o setor de serviços, onde estão localizados a grande maioria dos postos de trabalho em nossa economia. Que Deus nos ajude…

A região metropolitana de Belo Horizonte, nas Minas Gerais, ostenta o funesto título de capital nacional do desemprego nesse início de 2009. A Grande BH perdeu cerca de 21.059 vagas em relação a dezembro de 2007 – uma queda de 1,64% em comparação ao mesmo período de tempo. Nessa região, cerca de 0,84% da População Economicamente Ativa (PEA) perdeu o seu emprego, contra 0,64% na Grande São Paulo (líder absoluta no número de demitidos, com cerca de 63.241 vagas eliminadas) e 0,56% na Grande Porto Alegre.

Tudo isto porque cerca de 40% do PIB da indústria mineira está alocado nos setores de mineração, metalurgia e siderurgia – os mais afetados pela crise até então. O PIB mineiro, desde novembro do ano passado, apresentu retração de cerca de 25%, segundo dados da Fiemg.

Como se isso não bastasse, a onda de desemprego está caminhando para o interior do estado, mais especificamente em municípios outrora prósperos como Itabira e Sete Lagoas, pólos de mineração e siderurgia, que perderam até janeiro desse ano cerca de 7 mil postos de trabalho. Tudo isso graças a forte redução da demanda do mercado chinês, que atingiu em cheio a Vale – que emprega direta e indiretamente cerca de 10% da população da região.

Já no Estado de São Paulo, o motor do Brasil, o município calçadista de Franca lidera o ranking das demissões – cerca de 11 mil empregos foram eliminados no mês de dezembro de 2008, em uma cidade que conta com cerca de 330 mil habitantes. A região de Campinas também foi afetada pela onda de demissões, com 16.523 postos de trabalho eliminados. Vale lembrar que a região da Grande Campinas concentra um poderoso pool de empresas nas áreas de autopeças, bens de capital e tecnologia da informação, além do agronegócio.

Já no Estado do Rio de Janeiro, a área mais assolada pela onda de desemprego engloba os municípios do sul e sudeste fluminense – mais especificamente, Volta Redonda, Porto Real, Resende e Itatiaia -, onde estão concentradas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças, além da siderúrgica CSN e empresas do setor de metalurgia. O desaquecimento do consumo nessas cidades é tão dramático, que o comércio está demitindo pessoal e sofrendo com a elevação da inadimplência. A coisa é tão surreal que até os prefeitos da região estão estudando a possibilidade de diluir as parcelas de pagamento do IPTU, dados os níveis assustadores de falta de liquidez da população.

Enquanto isso, em Brasília, o nosso líder anda chateadíssimo com tudo isso! Talvez seja por isso que anda tão calado ultimamente…

ENQUANTO ISSO, NO MUNDO DA "MAROLINHA"…

A coisa também está feia por aqui por essas bandas! Após várias manifestações de fanfarronismo e histrionices, parece que o Nosso Líder agora se deu conta do estrago da crise norte-americana em nossa economia. E, o pior, ela está afetando o que até então ele considerava uma das maiores realizações de seu governo – o crescimento dos postos de trabalho formais. Parece que os empregos no país, especialmente em determinadas regiões, estão derretendo mais rápido do que as calotas polares. Culpa do aquecimento global? Efeito estufa? Ou o mais puro exemplo de “jeguice” discursiva?

Vamos aos fatos…

Segundo dossiê publicado nesse domingo pelo periódico O Estado de S. Paulo, os setores de nossa economia mais afetados pela crise são, até agora, a indústria automobilística, a mineração e o segmento de siderurgia e aço. Pelo menos por enquanto, porque parece que o movimento de ajuste de empregos (um tremendo eufemismo) vai começar a atingir em cheio o setor de serviços, onde estão localizados a grande maioria dos postos de trabalho em nossa economia. Que Deus nos ajude…

A região metropolitana de Belo Horizonte, nas Minas Gerais, ostenta o funesto título de capital nacional do desemprego nesse início de 2009. A Grande BH perdeu cerca de 21.059 vagas em relação a dezembro de 2007 – uma queda de 1,64% em comparação ao mesmo período de tempo. Nessa região, cerca de 0,84% da População Economicamente Ativa (PEA) perdeu o seu emprego, contra 0,64% na Grande São Paulo (líder absoluta no número de demitidos, com cerca de 63.241 vagas eliminadas) e 0,56% na Grande Porto Alegre.

Tudo isto porque cerca de 40% do PIB da indústria mineira está alocado nos setores de mineração, metalurgia e siderurgia – os mais afetados pela crise até então. O PIB mineiro, desde novembro do ano passado, apresentu retração de cerca de 25%, segundo dados da Fiemg.

Como se isso não bastasse, a onda de desemprego está caminhando para o interior do estado, mais especificamente em municípios outrora prósperos como Itabira e Sete Lagoas, pólos de mineração e siderurgia, que perderam até janeiro desse ano cerca de 7 mil postos de trabalho. Tudo isso graças a forte redução da demanda do mercado chinês, que atingiu em cheio a Vale – que emprega direta e indiretamente cerca de 10% da população da região.

Já no Estado de São Paulo, o motor do Brasil, o município calçadista de Franca lidera o ranking das demissões – cerca de 11 mil empregos foram eliminados no mês de dezembro de 2008, em uma cidade que conta com cerca de 330 mil habitantes. A região de Campinas também foi afetada pela onda de demissões, com 16.523 postos de trabalho eliminados. Vale lembrar que a região da Grande Campinas concentra um poderoso pool de empresas nas áreas de autopeças, bens de capital e tecnologia da informação, além do agronegócio.

Já no Estado do Rio de Janeiro, a área mais assolada pela onda de desemprego engloba os municípios do sul e sudeste fluminense – mais especificamente, Volta Redonda, Porto Real, Resende e Itatiaia -, onde estão concentradas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças, além da siderúrgica CSN e empresas do setor de metalurgia. O desaquecimento do consumo nessas cidades é tão dramático, que o comércio está demitindo pessoal e sofrendo com a elevação da inadimplência. A coisa é tão surreal que até os prefeitos da região estão estudando a possibilidade de diluir as parcelas de pagamento do IPTU, dados os níveis assustadores de falta de liquidez da população.

Enquanto isso, em Brasília, o nosso líder anda chateadíssimo com tudo isso! Talvez seja por isso que anda tão calado ultimamente…

ENQUANTO ISSO, NO MUNDO DA "MAROLINHA"…

A coisa também está feia por aqui por essas bandas! Após várias manifestações de fanfarronismo e histrionices, parece que o Nosso Líder agora se deu conta do estrago da crise norte-americana em nossa economia. E, o pior, ela está afetando o que até então ele considerava uma das maiores realizações de seu governo – o crescimento dos postos de trabalho formais. Parece que os empregos no país, especialmente em determinadas regiões, estão derretendo mais rápido do que as calotas polares. Culpa do aquecimento global? Efeito estufa? Ou o mais puro exemplo de “jeguice” discursiva?

Vamos aos fatos…

Segundo dossiê publicado nesse domingo pelo periódico O Estado de S. Paulo, os setores de nossa economia mais afetados pela crise são, até agora, a indústria automobilística, a mineração e o segmento de siderurgia e aço. Pelo menos por enquanto, porque parece que o movimento de ajuste de empregos (um tremendo eufemismo) vai começar a atingir em cheio o setor de serviços, onde estão localizados a grande maioria dos postos de trabalho em nossa economia. Que Deus nos ajude…

A região metropolitana de Belo Horizonte, nas Minas Gerais, ostenta o funesto título de capital nacional do desemprego nesse início de 2009. A Grande BH perdeu cerca de 21.059 vagas em relação a dezembro de 2007 – uma queda de 1,64% em comparação ao mesmo período de tempo. Nessa região, cerca de 0,84% da População Economicamente Ativa (PEA) perdeu o seu emprego, contra 0,64% na Grande São Paulo (líder absoluta no número de demitidos, com cerca de 63.241 vagas eliminadas) e 0,56% na Grande Porto Alegre.

Tudo isto porque cerca de 40% do PIB da indústria mineira está alocado nos setores de mineração, metalurgia e siderurgia – os mais afetados pela crise até então. O PIB mineiro, desde novembro do ano passado, apresentu retração de cerca de 25%, segundo dados da Fiemg.

Como se isso não bastasse, a onda de desemprego está caminhando para o interior do estado, mais especificamente em municípios outrora prósperos como Itabira e Sete Lagoas, pólos de mineração e siderurgia, que perderam até janeiro desse ano cerca de 7 mil postos de trabalho. Tudo isso graças a forte redução da demanda do mercado chinês, que atingiu em cheio a Vale – que emprega direta e indiretamente cerca de 10% da população da região.

Já no Estado de São Paulo, o motor do Brasil, o município calçadista de Franca lidera o ranking das demissões – cerca de 11 mil empregos foram eliminados no mês de dezembro de 2008, em uma cidade que conta com cerca de 330 mil habitantes. A região de Campinas também foi afetada pela onda de demissões, com 16.523 postos de trabalho eliminados. Vale lembrar que a região da Grande Campinas concentra um poderoso pool de empresas nas áreas de autopeças, bens de capital e tecnologia da informação, além do agronegócio.

Já no Estado do Rio de Janeiro, a área mais assolada pela onda de desemprego engloba os municípios do sul e sudeste fluminense – mais especificamente, Volta Redonda, Porto Real, Resende e Itatiaia -, onde estão concentradas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças, além da siderúrgica CSN e empresas do setor de metalurgia. O desaquecimento do consumo nessas cidades é tão dramático, que o comércio está demitindo pessoal e sofrendo com a elevação da inadimplência. A coisa é tão surreal que até os prefeitos da região estão estudando a possibilidade de diluir as parcelas de pagamento do IPTU, dados os níveis assustadores de falta de liquidez da população.

Enquanto isso, em Brasília, o nosso líder anda chateadíssimo com tudo isso! Talvez seja por isso que anda tão calado ultimamente…

>A "TSUNAMI" DO LADO DE LÁ.

>

Abro o jornal, e me deparo com notícias prá lá de “alvissareiras”! Está feia a coisa no lado de cima na Linha do Equador, isto é, no mundo desenvolvido do Hemisfério Norte. O colapso financeiro norte-americano continua ceifando cada vez mais postos de trabalho, e parece que o ritmo frenético de desaceleração da economia mundial não irá parar tão cedo…

Na semana passada, Microsoft e Yahoo – gigantes da Tecnologia de Informação – anunciaram cortes drásticos em sua força de trabalho. Agora, mais dez empresas anunciaram cortes radicais de seus funcionários, totalizando cerca de 76 mil demissões só no mundo desenvolvido.

A fabricante mundial de máquinas pesadas, a gigante norte-americana Caterpillar, anunciou cortes de cerca de 20 mil postos de trabalho – sendo 8 mil funcionários terceirizados, e 12 mil efetivos, totalizando cerca de 11% de sua força de trabalho.

Já a gigante farmacêutica Pfizer anunciou a compra da concorrente Wyeth, o que deve levar a um enxugamento de cerca de 15% dos postos de trabalho – por volta de 19 mil empregos.

A Sprint Nextel, terceira maior operadora de telefonia celular norte-americana (e que não tem nada a ver com a sua homônima brasileira), anunciou a redução de 8 mil vagas em seu quadro de pessoal – cerca de 15% de suas vagas. A fabricante de chips e componentes eletrônicos Texas Instruments (lembram-se da calculadora?) cortou 3.400 vagas – 12% de seus postos de trabalho.

A rede varejista norte-americana Home Depot, uma das maiores do país, anunciou a eliminação de 7 mil postos de trabalho – 2% de seu quadro total de funcionários. A montadora de automóveis GM, um dos setores mais atingidos pela atual tsunami financeira, vai demitir só nas fábricas de Michigan e Ohio cerca de 2 mil funcionários. Até no Vale do Silício, meca das empresas ponto.com, o negócio está pegando: foram fechados 11.700 postos de trabalho só em 2008!

Do outro lado do Atlântico, a gigante holandesa Phillips anunciou a demissão de 6 mil funcionários de sua subsidiária Phillips Electronics – o setor de bens de consumo eletroeletrônicos do conglomerado. Também lá, o grupo financeiro ING, que atua nos segmentos bancário e de seguros, vai também demitir cerca de 7 mil funcionários.

A siderúrgia Corus, controlada pelo typhoon indiano Ratan Tata, vai demitir 3.500 funcionários, sendo que só no Reino Unido serão 2.500 postos de trabalho eliminados (mas que ironia do destino!). O banco irlandês Ulster Bank vai colocar no “olho da rua” cerca de 750 funcionários. Haja Guiness!!!

Por fim, espera-se que as 12 maiores montadoras japonesas eliminem cerca de 25 mil postos de trabalho até o final do mês de março desse ano.

É o tal negócio: em tempos de crise, as empresas aproveitam para “cortar a gordura”, eliminar postos de trabalho, reduzir os custos e aumentar a lucratividade. Pior para os demitidos, que têm a sua auto-estima reduzida ao dedão do pé, a depender da ajuda de familiares e do sistema de suporte governamental.

Enquanto isso, os CEOs e diretores dessas empresas continuam a ganhar horrores. Alguém se lembra dos presidentes das montadoras de veículos norte-americanas que, em plena crise no final do ano passado, foram a Washington pleitear socorro financeiro aos congressistas, desembarcando de seus jatinhos particulares e andando com os seus carrões “beberões” pelas avenidas da capital? Muita audácia, não acham?

É, meus caros leitores, é da natureza do capitalismo não apenas essas crises sistêmicas, mas também a produção dessas absurdas desigualdades e injustiças sociais…

A "TSUNAMI" DO LADO DE LÁ.

janeiro 27, 2009 1 comentário
Abro o jornal, e me deparo com notícias prá lá de “alvissareiras”! Está feia a coisa no lado de cima na Linha do Equador, isto é, no mundo desenvolvido do Hemisfério Norte. O colapso financeiro norte-americano continua ceifando cada vez mais postos de trabalho, e parece que o ritmo frenético de desaceleração da economia mundial não irá parar tão cedo…

Na semana passada, Microsoft e Yahoo – gigantes da Tecnologia de Informação – anunciaram cortes drásticos em sua força de trabalho. Agora, mais dez empresas anunciaram cortes radicais de seus funcionários, totalizando cerca de 76 mil demissões só no mundo desenvolvido.

A fabricante mundial de máquinas pesadas, a gigante norte-americana Caterpillar, anunciou cortes de cerca de 20 mil postos de trabalho – sendo 8 mil funcionários terceirizados, e 12 mil efetivos, totalizando cerca de 11% de sua força de trabalho.

Já a gigante farmacêutica Pfizer anunciou a compra da concorrente Wyeth, o que deve levar a um enxugamento de cerca de 15% dos postos de trabalho – por volta de 19 mil empregos.

A Sprint Nextel, terceira maior operadora de telefonia celular norte-americana (e que não tem nada a ver com a sua homônima brasileira), anunciou a redução de 8 mil vagas em seu quadro de pessoal – cerca de 15% de suas vagas. A fabricante de chips e componentes eletrônicos Texas Instruments (lembram-se da calculadora?) cortou 3.400 vagas – 12% de seus postos de trabalho.

A rede varejista norte-americana Home Depot, uma das maiores do país, anunciou a eliminação de 7 mil postos de trabalho – 2% de seu quadro total de funcionários. A montadora de automóveis GM, um dos setores mais atingidos pela atual tsunami financeira, vai demitir só nas fábricas de Michigan e Ohio cerca de 2 mil funcionários. Até no Vale do Silício, meca das empresas ponto.com, o negócio está pegando: foram fechados 11.700 postos de trabalho só em 2008!

Do outro lado do Atlântico, a gigante holandesa Phillips anunciou a demissão de 6 mil funcionários de sua subsidiária Phillips Electronics – o setor de bens de consumo eletroeletrônicos do conglomerado. Também lá, o grupo financeiro ING, que atua nos segmentos bancário e de seguros, vai também demitir cerca de 7 mil funcionários.

A siderúrgia Corus, controlada pelo typhoon indiano Ratan Tata, vai demitir 3.500 funcionários, sendo que só no Reino Unido serão 2.500 postos de trabalho eliminados (mas que ironia do destino!). O banco irlandês Ulster Bank vai colocar no “olho da rua” cerca de 750 funcionários. Haja Guiness!!!

Por fim, espera-se que as 12 maiores montadoras japonesas eliminem cerca de 25 mil postos de trabalho até o final do mês de março desse ano.

É o tal negócio: em tempos de crise, as empresas aproveitam para “cortar a gordura”, eliminar postos de trabalho, reduzir os custos e aumentar a lucratividade. Pior para os demitidos, que têm a sua auto-estima reduzida ao dedão do pé, a depender da ajuda de familiares e do sistema de suporte governamental.

Enquanto isso, os CEOs e diretores dessas empresas continuam a ganhar horrores. Alguém se lembra dos presidentes das montadoras de veículos norte-americanas que, em plena crise no final do ano passado, foram a Washington pleitear socorro financeiro aos congressistas, desembarcando de seus jatinhos particulares e andando com os seus carrões “beberões” pelas avenidas da capital? Muita audácia, não acham?

É, meus caros leitores, é da natureza do capitalismo não apenas essas crises sistêmicas, mas também a produção dessas absurdas desigualdades e injustiças sociais…

A "TSUNAMI" DO LADO DE LÁ.

janeiro 27, 2009 1 comentário
Abro o jornal, e me deparo com notícias prá lá de “alvissareiras”! Está feia a coisa no lado de cima na Linha do Equador, isto é, no mundo desenvolvido do Hemisfério Norte. O colapso financeiro norte-americano continua ceifando cada vez mais postos de trabalho, e parece que o ritmo frenético de desaceleração da economia mundial não irá parar tão cedo…

Na semana passada, Microsoft e Yahoo – gigantes da Tecnologia de Informação – anunciaram cortes drásticos em sua força de trabalho. Agora, mais dez empresas anunciaram cortes radicais de seus funcionários, totalizando cerca de 76 mil demissões só no mundo desenvolvido.

A fabricante mundial de máquinas pesadas, a gigante norte-americana Caterpillar, anunciou cortes de cerca de 20 mil postos de trabalho – sendo 8 mil funcionários terceirizados, e 12 mil efetivos, totalizando cerca de 11% de sua força de trabalho.

Já a gigante farmacêutica Pfizer anunciou a compra da concorrente Wyeth, o que deve levar a um enxugamento de cerca de 15% dos postos de trabalho – por volta de 19 mil empregos.

A Sprint Nextel, terceira maior operadora de telefonia celular norte-americana (e que não tem nada a ver com a sua homônima brasileira), anunciou a redução de 8 mil vagas em seu quadro de pessoal – cerca de 15% de suas vagas. A fabricante de chips e componentes eletrônicos Texas Instruments (lembram-se da calculadora?) cortou 3.400 vagas – 12% de seus postos de trabalho.

A rede varejista norte-americana Home Depot, uma das maiores do país, anunciou a eliminação de 7 mil postos de trabalho – 2% de seu quadro total de funcionários. A montadora de automóveis GM, um dos setores mais atingidos pela atual tsunami financeira, vai demitir só nas fábricas de Michigan e Ohio cerca de 2 mil funcionários. Até no Vale do Silício, meca das empresas ponto.com, o negócio está pegando: foram fechados 11.700 postos de trabalho só em 2008!

Do outro lado do Atlântico, a gigante holandesa Phillips anunciou a demissão de 6 mil funcionários de sua subsidiária Phillips Electronics – o setor de bens de consumo eletroeletrônicos do conglomerado. Também lá, o grupo financeiro ING, que atua nos segmentos bancário e de seguros, vai também demitir cerca de 7 mil funcionários.

A siderúrgia Corus, controlada pelo typhoon indiano Ratan Tata, vai demitir 3.500 funcionários, sendo que só no Reino Unido serão 2.500 postos de trabalho eliminados (mas que ironia do destino!). O banco irlandês Ulster Bank vai colocar no “olho da rua” cerca de 750 funcionários. Haja Guiness!!!

Por fim, espera-se que as 12 maiores montadoras japonesas eliminem cerca de 25 mil postos de trabalho até o final do mês de março desse ano.

É o tal negócio: em tempos de crise, as empresas aproveitam para “cortar a gordura”, eliminar postos de trabalho, reduzir os custos e aumentar a lucratividade. Pior para os demitidos, que têm a sua auto-estima reduzida ao dedão do pé, a depender da ajuda de familiares e do sistema de suporte governamental.

Enquanto isso, os CEOs e diretores dessas empresas continuam a ganhar horrores. Alguém se lembra dos presidentes das montadoras de veículos norte-americanas que, em plena crise no final do ano passado, foram a Washington pleitear socorro financeiro aos congressistas, desembarcando de seus jatinhos particulares e andando com os seus carrões “beberões” pelas avenidas da capital? Muita audácia, não acham?

É, meus caros leitores, é da natureza do capitalismo não apenas essas crises sistêmicas, mas também a produção dessas absurdas desigualdades e injustiças sociais…

FINALMENTE, COMEÇOU O FUTEBOL!

Graças a Deus que começou o Campeonato Carioca 2009! Já estava de saco cheio de ficar em casa nos finais de semana sem ver algum jogo de futebol nos estádios. Apesar do Campeonato Brasileiro ser a principal competição do ludopédio nacional, sem sombra de dúvida o mais charmoso e empolgante torneio é o Campeonato Carioca. Além das rivalidades em jogo, é um grande barato ver times tradicionais como o Madureira, o Bangu e o Volta Redonda, além dos sempre incômodos Cabofriense e Friburguense, além das promessas Tigres e Duque de Caxias – esse último, diga-se de passagem, irá disputar esse ano a série B do Brasileirão.

A lamentar, a ausência do tradicional América, o eterno segundo time dos cariocas, e que irá disputar a segunda divisão esse ano…

A rodada, como não poderia deixar de ser, começou sem surpresas. No sábado, Bangu e Volta Redonda tomaram um sacode fora de suas casas (3 X 1 contra o Mesquita e 2 X 0 contra o Macaé, respectivamente), enquanto que o meu querido Madureira apenas empatou de 1 X 1 com o Resende. Além disso, destaca-se a vitória do Botafogo contra o Boavista em Bacaxá, numa partida prá lá de polêmica. E, para variar, o Mulambo da Gama tomou um sacode em pleno São Januário do possante Americano. Já está virando rotina perder na Colina…

No domingo, os bambis tricolores tomaram uma porrada sensacional do Cabofriense (3 X 1 em plena Cabo Frio). É bom para esses caras já começarem de fogo baixo…

E, dando continuidade a rotina, o Mais Querido do Universo passeou no Maraca, ganhando comedidamente do Friburguense de 1 X 0, com um golaço do craque Juan!

Como vocês podem ver, tudo caminha para um tricampeonato estadual do Mengão. Quem viver, verá…