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VAIDADE, TEU NOME É O SEXO MASCULINO

Quando o assunto é vaidade, quase todos são unânimes em dizer que as mulheres ocupam o primeiro lugar no ranking quando o assunto é cuidar de si – tanto no que diz respeito ao corpo quanto à mente. Mulheres invariavelmente reclamam da tirania da juventude, do corpo esbelto e “sarado”, da inevitabilidade do passar dos anos e da força da gravidade, enquanto os homens estão lá, impávidos, com suas carecas reluzentes, suas “barrigas de chope” e algumas arrobas a mais. Tudo em função da tal da competição entre os sexos – obrigado, Darwin! -, onde a cada ano que passa o número de mulheres supera em muito o dos homens, acirrando a luta por parceiros sexuais, favorecendo a balança para o lado dos homens. Um saco tudo isso, dizem as mulheres…

No entanto, parece que os últimos resultados apresentados pelo setor de beleza e cosméticos começam a reverter esse quadro. Afinal, quem disse que vaidade é algo essencialmente feminino? E a moda dos famigerados “metrossexuais”, uma coqueluche no início dos anos 2000? Ou seja, gradativamente os homens estão se inteirando quando o assunto é a beleza de si, inclusive os homens brasileiros – definidos, como uma amiga minha me disse uma vez, como “ogrossexuais” ou Shreks

Em 2008, o esmalte incolor Risqué Homem – marca da Niasi, comprada pelo grupo Hypermarcas -, vendeu 70% a mais do que no ano passado, e a demanda por produtos de coloração para homens grisalhos também cresceu vertiginosamente desde 2006 até agora. Até linhas de produtos mais caras e sofisticadas, como é o caso da Vichy Homme do laboratório francês Vichy, alcançaram o patamar de 7% das vendas totais da marca no Brasil, desde o seu lançamento em julho desse ano. A linha inclui produtos como hidratantes, cremes anti-rugas e bastões para olheiras, e a previsão dos executivos é que a linha dobre as vendas para o próximo ano.

Não apenas as vendas de cosméticos para homens cresce, mas também aumenta a demanda por tratamentos estéticos, capilares, bem como as consultas a dermatologistas.

Aliás, dados publicados agora no final do ano pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) mostram que algumas categorias de produtos tiveram um crescimento expressivo em 2007 – são os casos da maquiagem para os olhos (com 72,6% de crescimento) e de delineadores para cílios (com 105% de aumento nas vendas). Também obtiveram bons resultados nesse ano que se encerra produtos como sombra para as pálpebras (incremento de 40% nas vendas), lápis para os olhos (aumento de 32%) e máscara para cílios (com 14% de aumento).

A bonança no setor é grande, posto que a indústria vendeu cerca de 4,94% a mais do que no ano passado, em termos de volume de produtos comercializados, e o faturamento do segmento cresceu cerca de 10,35% em comparação aos números de 2007. Há 12 anos consecutivos que o setor vem apresentando crescimentos expressivos – cerca de dois dígitos – em faturamento.

Haja vaidade, não acham?
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