>O CONSUMIDOR AGRADECE…

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Meus caros leitores devem estar um tanto o quanto enfadados das críticas que sistematicamente venho fazendo sobre o estado da arte da aviação comercial brasileira. Confesso que venho “pegando pesado”, e não tem sobrado para ninguém: é pancada na Infraero, na Anac, na estrutura aeroportuária e, principalmente, neste maldito duopólio (TAM/Gol) que atualmente vem atormentando a paciência do pobre do passageiro – que, coitado, sofre horrores com mazelas diversas como overbooking, vôos atrasados sem justificativa, serviços de bordo ridículo e cada vez mínimos, pessoal de terra mal-treinado, pessoal de cabine mal-humorado… Tudo isso às custas dos lucros (pelo menos, até antes dessa crise econômica mundial) astronômicos que essas empresas vinham apresentando a cada trimestre.

Ou seja, a máxima das companhias aéreas brasileiras pode ser resumida na seguinte expressão: elas são sócias no lucro, mas não são parceiras no prejuízo!

Como um heavy user do transporte aéreo, vejo com muitos bons olhos a entrada de uma nova player no mercado brasileiro. Trata-se da Azul Linhas Aéreas – a filial verde-amarela da Jet Blue, uma das expoentes do famigerado modelo “low cost low fare” que inspirou a insuportável e lamentável Gol -, que iniciou as suas operações nesta segunda-feira agora com uma ocupação média de 62% nos primeiros quatro vôos realizados. Diga-se de passagem, trata-se de um belíssimo resultado para uma estreante, posto obter a mesma taxa praticada pelas suas concorrentes – leia-se, o infame duopólio – já consolidadas no mercado doméstico…

Os trechos, operados com os jatos de fabricação nacional Embraer 190, foram os ligando as cidades de Campinas (SP) – Salvador (BA) e Campinas (SP) – Porto Alegre (RS).

Vale lembrar que a companhia, meio que a contragosto, iniciou as suas operações adotando o Aeroporto de Viracopos como hub, na expectativa da futura liberação do Aeroporto Santos Dumont (RJ), conforme o plano estratégico inicial da companhia. O problema é que, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, há uma pedra nesse caminho – ou melhor, há o Governador Sérgio Cabral nesse caminho, que prefere jogar os passageiros cariocas para o infame, imundo, não-funcional e antiquado Aeroporto do Galeão, do que instalá-los em um aeroporto central, reformadíssimo, sub-utilizado e mais bonito do que nunca como é o Santos Dumont.

Enquanto a queda de braço entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Anac não se resolve, nós, os “otários-manés-contribuintes-que-pagamos-impostos-para-sustentar-essa-corja-de-vagabundos”, temos que ir até o caótico e superlotado Aeroporto de Congonhas (SP) para fazermos as conexões com outros vôos – especialmente quando estão em jogo destinos para as Regiões Sul e Centro-Oeste do país…

Menos mal, pois agora temos uma outra alternativa que, há médio prazo, pode nos tirar desse “inferno” que é o ineficiente e arrogante duopólio TAM/Gol. Isso sem falar nas outras companhias que ainda “correm por fora” – como nos casos da Webjet, da Trip (essa com a promessa de operar também com os jatos nacionais Embraer 190) e até mesmo da Passaredo (também com a promessa de operar os jatos nacionais Embraer 135).

Assim que eu tiver a oportunidade de voar em um jato da Azul, colocarei um post relatando as minhas impressões. O que não impede de algum leitor meu, caso tenha passado por essa experiência, possa aqui resenhar os seus comentários sobre esta nova companhia aérea brasileira que promete sacudir o mercado de aviação civil nacional em 2009…
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