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>SURGE O MAIOR BANCO DO HEMISFÉRIO SUL

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Os bancos brasileiros Itaú e Unibanco anunciaram ontem, em uma entrevista coletiva repleta de amabilidades e de bom humor, a fusão entre as duas empresas, criando de tacada o maior banco do Brasil e do Hemisfério Sul, além de ser o 17o. maior do mundo em valor de mercado – com ativos totais que somam cerca de R$ 575 bilhões (R$ 396,6 bilhões só do Itaú, e R$ 178,5 bilhões do Unibanco). Ao ver a entrevista coletiva com os controladores de ambos os banco pela TV, estou mais do que nunca convencido de que o dinheiro TRAZ a felicidade…

Tal movimento, iniciado há cerca de 15 meses atrás, é uma resposta ao crescimento dos bancos privados estrangeiros privados no país, que até então tinham uma trajetória discreta em nosso mercado, mas que começaram a ganhar corpo com a postura agressiva do espanhol Santander – que inclusive adquiriu o Banco Real. Além disso, o furacão vivido pela economia global dada a crise que varreu as bolsas de valores pelo mundo inteiro, apenas acelerou o passo do processo de fusão e aquisição – o maior já ocorrido na história corporativa brasileira…
Com isso, cerca de 74,3% de todo o dinheiro depositado no sistema financeiro brasileiro ficará depositado em apenas cinco bancos: Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal. Como se isto não bastasse, esses bancos ainda detém 72,9% dos ativos financeiros e 72,2% das operações de crédito em nosso país. Haja musculatura…
Se esse movimento é um “negócio da China” para as empresas do setor, o mesmo não pode se dizer pelo ponto de vista dos consumidores. Além de lucrarem “horrores” nos últimos anos, os bancos são mestres em estabelecer relações draconianas quando o assunto diz respeito aos seus próprios clientes. Basta entrar numa fila de banco para que os meus leitores saibam do que estou falando…

Ao fim e ao cabo, os ganhos de escala são mais do que evidentes, as sinergias são óbvias, as demissões de pessoal são inevitáveis, mas há uma possibilidade remotíssima de que isso efetivamente traga algum tipo de benefício palpável para os seus correntistas – leia-se, bem entendido, a diminuição das tarifas bancárias e a redução das taxas de juros, haja visto o spread absurdo que os bancos brasileiros cobram em suas operações de crédito ao consumidor.

Ou seja, trata-se de um ótimo negócio para quem está do lado de cá do balcão, mas não muito alvissareiro para quem está do lado de lá, na fila dos caixas, esperando algo que alivie os seus combalidos bolsos…
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