DÉBITO OU CRÉDITO?

É José, os tempos são outros! Inspirado pela agilidade das igrejas evangélicas, depois de um longo inverno parece que alguns membros da Igreja Católica estão se movimentando para diminuir a distância entre os fieís e proporcioná-los para o que eu chamo, em minhas aulas, de C3: Conforto, Comodidade e Conveniência…

(Por favor, não confundir com o carro homônimo da montadora francesa Citröen, e que por um acaso é o meu – excelente! – carro)…

Segundo notícia publicada nesse sábado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Catedral de Ribeirão Preto vai, a partir da próxima segunda-feira, permitir que os seus fiéis utilizem cartões de crédito e débito para pagar dízimos, taxas de casamento e batismo. Para isso, a igreja terá máquinas que estarão disponíveis aos seus fiéis no horário comercial – exceto durante as celebrações das missas…

Além de trazer conveniência aos fiéis, a adoção das máquinas diminui as chances de roubo dos recursos oriundos das contribuições, que são tradicionalmente coletados em uma caixa de ferro lacrada com um singelo cadeado. O padre da diocese, autor da idéia e estudante de Administração de Eempresas, tomou essa decisão com base em uma pesquisa de mercado que ele realizou com o intuito de levantar as necessidades de mudança no atendimento aos fiéis da igreja.

Como também nessas horas Deus ajuda, a igreja conseguiu uma diminuição significativa da taxa de adminstração mensal cobrada pelas operadoras de cartões. Na catedral, ela será de R$ 19, contra os R$ 85 que são em média cobrados dos estabelecimentos comerciais.

Além disso, as mudanças na diocese envolvem a implantação de guichês de atendimento e um sistema de senhas para evitar as filas. Também, no lugar da antiga secretaria, será construída uma loja de artigos religiosos tal como se vê em museus e centros culturais. Ou seja um luxo só, um conforto para a obra de Deus na Terra…

Como vocês podem ver, meus empreendedores leitores, quem disse que as ferramentas de marketing são de uso exclusivo das atividades comerciais e de fins lucrativos? Eis um exemplo típico de uma pesquisa de mercado que serve para resolver um problema mercadológico, a saber: como proporcionar maior comodidade, conforto e conveniência aos nossos frequentadores?

Não é a economia estúpido, e sim o marketing!


Amém…
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