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ALIÁS, E POR FALAR NISSO…

Domingo agora tem eleição para prefeito e vereador por todo o Brasil. E esse Escriba que vos fala faz um encarecido pedido aos seus obsequiosos leitores: por favor, não vendam o seu voto, e não se deixem levar por propostas de governo mirabolantes, promessas inviáveis e outros “cantos da sereia” que não sejam factíveis de serem implementados de forma concreta, condigna e consistente…

Vejam a vida pregressa dos seus candidatos, observem se eles têm relação com alguma atividade criminal e/ou contravenção e procurem se esquivar de pessoas com um passado nebuloso e escuso. Ausência escancarada de fidelidade partidária, alinhamentos políticos de ocasião ou por conveniência, programas de governo inconsistentes e escandalosamente mentirosos, candidatos marcados por uma história pretérita de intolerância étnica, religiosa ou de gênero… fujam disto, tal como o Diabo foge da cruz!

Aliás, muito cuidado com candidatos que tenham um histórico de “intolerância religiosa” ou ligados à “lavanderias de dinheiro” que atendem aos interesses absolutamente pecuniários de bispos plutocratas e igrejas de araque. Essa, alías, é a pior praga que pode existir no período eleitoral…

Como cidadão e indivíduo, particularmente não gosto de quem não tolera a diferença e o direito à discordância, elemento central da vida democrática…

Acredito que um dos problemas centrais é que, com a existência do lamaçal que assola a vida pública em nosso país, as pessoas mais escolarizadas optaram por se afastar da participação do debate político. No entanto, como na política – assim como na vida – não há vácuo, quando um grupo sai por uma porta, outro entra pela outra. Por isso que, graças a nossa ausência da res publica, abrimos espaço paradeterminados canalhas, safados, salafrários, corruptos, vendidos, plutocratas e fdps que infestaram – salvo honrosas e raríssimas excessões – a vida política no Brasil…

Um dos meus filósofos prediletos, o austríaco Ludwig Wittgenstein, uma vez inqueriu a um aluno seu a seguinte pergunta: “Porque você quer estudar filosofia?”. O mesmo, sem titubear, retrucou: “Porque eu quero mudar o mundo!”. O filósofo, sem se assustar com tamanha magnitude discursiva, devolveu ao mesmo: “Se queres mudar o mundo, primeiro mude a si mesmo!”…

Ou seja, façamos o nosso dever de casa para que tenhamos um futuro para nós e os nossos entes queridos. O problema é que, às vezes, nós caímos na tentação de achar que não temos nada a ver com estado corrente – pútrido e fétido – das coisas, o que invariavelmente é uma falácia, uma inverdade, uma chicana cognitiva…

Portanto, meus engajados leitores, façam o seu papel e votem consciente, dentro de suas convicções e opiniões, pois uma escolha errada pode ser fatal para o futuro…

Afinal, como diz aquela campanha publicitária: “quando as coisas vão mal, quatro anos demoram muito a passar!”…
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Categorias:Brasil, Política
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