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RUINS DA CABEÇA, DOENTES DOS PÉS…

Que o caso do ginasta brasileiro Diego Hypólito sirva de alerta para todos os envolvidos com o esporte de alto rendimento em nosso país!

É impressão desse Escriba ou quando os atletas brasileiros chegam a uma final de Olimpíada, todos dão claras demonstrações de desequilíbrio emocional? São cenhos franzidos, olhos esbugalhados, expressões corporais tensas e choro compulsivo. Já aconteceu no vôlei e no basquete femininos, e agora foi na natação, no judô e na ginástica. A falta de concentração, a ansiedade de ganhar e a exposição excessiva ao risco são alguns dos erros mais comuns que os nossos atletas vêm cometendo nessa Olimpíada. Enquanto dá-se muita ênfase ao trabalho técnico, pouca ou nenhuma atenção é dada a parte mental de preparação dos nossos representantes. Pelo menos, para quem olha de longe, essa é a impressão que nos é transmitida…

Enquanto outros países têm, em suas comissões técnicas, psicólogos que acompanham atletas de diferentes modalidades, no Brasil nem se fala em Psicologia Esportiva, muito menos o trabalho – por menor que seja – de um psicólogo acompanhando nossos atletas nas competições internacionais.

Enquanto os nossos competidores se debulham em lágrimas nos ginásios, nas piscinas e nos tatames, chineses, americanos, russos, romenos, ucranianos e outros povos seguem firmes, fortes e serenos nos momentos mais decisivos das competições olímpicas…

Será que isso se deve ao nosso caráter “sanguíneo” e emotivo? Será que sofremos do transtorno causado pela invasão de estados emocionais desmedidos? Ou será que “amarelamos” mesmo, tal como a cor da nossa camisa?

Não é por nada, mas enquanto os atores envolvidos com o esporte de alto rendimento não levarem a sério a preparação psicológica – incluindo o acompanhamento, tanto no treinamento quanto nas competições, de psicólogos especializados para isso – como elemento importante no treinamento, estaremos sempre correndo o risco de sermos eternamente fracassados nos momentos mais decisivos. E, para nós espectadores, só nos resta sofrer “de tabela” pela televisão…

Até quando ficaremos “ruins da cabeça e doentes dos pés”?

Com a palavra dirigentes, atletas, treinadores, médicos, preparadores físicos e psicólogos!
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