>NINGUÉM MERECE!

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Confesso a vocês, meus caros leitores, que esse negócio de “lei seca” já torrou a minha paciência! Já não basta esse mundo ser um saco, cheio de gente chata, ignorante e pretensiosa, com contas para pagar, o governo metendo a mão no bolso da gente, os políticos “sem noção” pedindo o nosso voto à base de um monte de lorotas, a polícia achacando os cidadãos a cada esquina, a bandidagem “comendo solta” nas ruas, e nem mais uma cervejinha a gente pode beber no final do expediente, sob pena de ser extorquido mais uma vez! Porra, tá difícil…

Parodiando um aforisma de um grande amigo meu, bebe-se socialmente para tornar as pessoas mais agradáveis aos nossos olhos…

Enfim, como nesse mundo alguns vêem oportunidades em momentos de crise, olha que interessante essa notícia proveniente do mercado cervejeiro…

Em julho passado, a mexicana Femsa – dona das marcas Sol, Xingu e Bavaria – observou um aumento de 69,5% de vendas da Bavaria Sem Álcool. Isso, notem bem, sem gastar COISA ALGUMA, nem um tostão sequer de verba de marketing!

Por seu turno, a Ambev, só na primeira quinzena de julho, apurou que as vendas da Liber aumentaram 25% em comparação ao mês passado, e foram 30% maiores do que o verificado no mesmo período do ano passado. Efeito das alterações do macroambiente de negócios, meus caros…

Antes da aprovação dessa “maldição do capeta” que é a tal da Lei Seca, as vendas da versão não alcóolica da bebida abocanhavam, apenas, 0,75% do volume total de vendas do mercado cervejeiro no Brasil. A expectativa da indústria é que, até o final desse ano, o market share do segmento atinga o patamar de 2%.

Para vocês terem uma noção do tamanho desse inferno, no final de semana passada fui ao Maracanã ver o Mais Querido do Universo jogar – e perder! Já não bastasse esse tamanho desgosto na minha vida, ainda tive de beber várias latas de Liber– a tal da cerveja “0,0% de álcool”. Ninguém merece!

Tomar cerveja sem álcool faz parte daquele rol de atitudes infames que ajudam a “derrotar” cada vez mais a vida de uma pessoa. É o fundo do poço! Pior do que isso, só coisas como ir à festa de criança no final de semana, almoço de domingo na casa da sogra, dançar com a irmã na boite, “segurar a vela” de um(a) colega, chupar bala com papel… Chega, tá me dando depressão!!!

Vai aí uma sugestão para os mestres cervejeiros: que tal desenvolver uma cerveja que não deixa resquícios desagradáveis no homem, tais como aquela infame “barriga de chope”? Já que o negócio é diferenciar para aumentar o consumo, pelo menos seria uma boa uma cerveja sem álcool e anti-barriga…

Ainda bem que eu tenho algumas Stella Artois bem guardadinhas aqui na minha geladeira…
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