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Archive for abril \30\UTC 2008

>A EXPANSÃO DO ISLAMISMO NO MUNDO

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Qualquer tópico envolvendo questões religiosas é, por definição, polêmico e explosivo. Especialmente quando a discussão em tela abrange as três religiões monoteístas, os três “povos do livro”judaísmo, cristianismo e islamismo. Invariavelmente, quando alguém razoavelmente informado sobre questões contemporâneas pensa sobre a difícil convivência entre os fiéis dessas religiões, é impossível não pensar – e, consequentemente, adjetivar – no que está presente nos livros de história mundial e no que é transmitido pela mídia de massa global em tempo real: Cruzadas, Holocausto, Jihad, Inquisição, Sionismo, Fundamentalismo Islâmico, Israel, Palestina, Líbano, 11 de Setembro, terrorismo, Afeganistão, Iraque, Jerusalém, Faixa de Gaza, Homens-Bomba, “Choque de Civilizações”…

No final de março passado, o periódico L’Osservatore Romano – jornal oficial da Santa Sé e do Estado do Vaticano – publicou dados oriundos de um levantamento estatístico de 2006, que visam analisar a distribuição dos credos religiosos pela população mundial. O resultado, não tão surpreendente assim, afirma que os muçulmanos constituem cerca de 19,6% da população mundial, contra 17,4% dos católicos. Dessa maneira, pela primeira vez na história da humanidade, o Islã ultrapassou o catolicismo em número de fiéis, ocupando o primeiro lugar no ranking das maiores denominações religiosas no mundo inteiro (http://www.estadao.com.br/internacional/not_int148346,0.htm )…

Segundo o coordenador do estudo, Monsenhor Vittorio Formenti, o número de muçulmanos no mundo inteiro é de aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas, contra 1,13 bilhão de católicos. Se forem levados em consideração indivíduos cristãos não-católicos – ortodoxos, protestantes, episcopais e evangélicos – o número de fiéis sobe para 2 bilhões de pessoas – cerca de 33% da população mundial, recolocando o cristianismo na liderança do ranking mundial.

Os dados apenas reiteram o que há anos é discutido no seio do catolicismo: a taxa de conversão dos fiéis vem crescendo à razão marginal, sendo agravado pelo fato inconteste do aumento considerável do número de católicos que migram para outras denominações religiosas – dentro ou fora do cristianismo. Na América Latina, por exemplo, esse fenômeno é deveras alarmante, dado o elevado nível de conversão dos estratos menos favorecidos da sociedade (que possuem elevadas taxas de natalidade) tanto para o protestantismo de missão quanto para as religiões evangélicas – sem falar nas denominações pentecostais e outras seitas religiosas que gravitam ao redor do quadro de referência conceitual do cristianismo…

Enquanto isso, na Europa, o secularismo das sociedades ocidentais desenvolvidas e as baixas taxas de natalidade contribuem para o declínio consistente da população católica. O laicismo das sociedades européias e a ascensão da sociedade de consumo, somados a um certo grau de desencantamento com os “relatos totalizantes” de mundo – utilizando uma conceituação do cientista social inglês David Harvey -, contribuem para o baixo grau de adesão e disseminação da mensagem e da ética cristãs no seio da população desses países. Daí, o próprio Papa Bento XVI escolher, como objetivo estratégico de seu pontificado, reverter esse quadro nos países do Oeste Europeu – tradicionalmente compostos por grandes contigentes populacionais católicos…

Outro elemento complicador desse quadro envolve a imigração de grandes contigentes populacionais de regiões próximas do continente europeu, tais como o Magreb, a África Subsaariana e o Oriente Médio, aumentando dramaticamente o número de muçulmanos em países historicamente cristãos como França, Espanha e Alemanha. Quase sempre, por razões étnicas e religiosas, esses indivíduos apresentam níveis baixíssimos inserção nessas sociedades – quase sempre alocados em ocupações de menor relevância social, remunerados com baixos salários e vivendo em precárias condições de vida, afetando diretamente as suas condições de inserção social. Ou seja, somando-se fatores como religião, etnia e ocupação, estes indivíduos acabam engrossando em muito o contingente de “párias sociais”, situando-se à margem dos grandes movimentos de reinvindicação e participação dos indivíduos nessas sociedades.

Não é por acaso que, para a grande maiorias dos cientistas sociais e estudiosos da religião, essa baixa taxa de inserção social torna-se um “combustível” importante para o desenvolvimento de sentimentos de revolta, revanche e revide, que alimentam consequências mais complexas e perigosas que podem desembocar desde um ativismo social mais intenso até às raias do extremismo político de conotações religiosas. Isso é particularmente perigoso quando se está analisando os contingentes mais jovens nessas sociedades, uma população imigrante que encontra-se em níveis elevados de risco social por serem mais sensíveis aos efeitos da precariedade social.

Não obstante, no dia 13 de abril próximo passado, o periódico O Estado de S. Paulo publicou uma matéria a respeito do crescimento do islamismo na periferia da cidade de São Paulo (http://www.estadao.com.br/geral/not_ger156052,0.htm). Segundo a matéria, os estratos sociais onde são observadas as maiores taxas de conversão estão localizados justamente nos segmentos mais pobres da sociedade brasileira – compostos por habitantes das regiões periféricas dos grandes centros urbanos, onde as condições de vida são extremamente precárias e difíceis. Normalmente, jovens negros com um certo grau de politização e ativismo social acabam caracterizando o “perfil” típico de um convertido ao islamismo…

Os números reais dessa conversão são, no mínimo, controversos. Segundo dados do IBGE apurados no Censo de 2000, a população islâmica no Brasil abrange cerca de mais de 27 mil fiéis. No entanto, dada a baixa formalização do processo de conversão e a precária organização da comunidade islâmica em nosso país, acredita-se que no Brasil população islâmica oscila, aproximadamente, entre 700 mil e 3 milhões de habitantes…

Os maiores contigentes dessa população estão distribuídos nas cidades de São Paulo e de Santos, e também na região do ABCD – municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, que integram a Região Metropolitana de São Paulo. Também observa-se um número considerável de seguidores de Alá no Estado do Paraná – na capital e na região litorânea -, e também na conturbada região de Foz do Iguaçu – local da chamada Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que é fortemente monitorada pela Abin, pela CIA e por outros órgãos de segurança internacionais, dada ser considerada uma região de refúgio de lavagem de dinheiro e de esconderijo para algumas células-terroristas…

Não entrarei aqui nos detalhes que cercam as razões da conversão de brasileiros ao islamismo, posto que o artigo citado aprofunda esta discussão. Apenas, é importante ressaltar que o “choque de civilizações” é muito mais um artifício de retórica dos falcões da política externa norte-americana do que fait accompli, cujo efeito prejudicial é o de nos afastar de uma visão mais aprofundada e sofisticada a respeito das relações – tensas, construtivas, dinâmicas e paradoxais – entre o Ocidente e Oriente…

Mesmo diante da inevitável constatação que nós, brasileiros, estamos localizados na periferia do mundo, à margem do “grosso” das trocas produtivas da economia mundial, o que acaba por reforçar o nosso sentimento de isolamento e de estranheza frente às grandes problemáticas do mundo contemporâneo…

A EXPANSÃO DO ISLAMISMO NO MUNDO

Qualquer tópico envolvendo questões religiosas é, por definição, polêmico e explosivo. Especialmente quando a discussão em tela abrange as três religiões monoteístas, os três “povos do livro”judaísmo, cristianismo e islamismo. Invariavelmente, quando alguém razoavelmente informado sobre questões contemporâneas pensa sobre a difícil convivência entre os fiéis dessas religiões, é impossível não pensar – e, consequentemente, adjetivar – no que está presente nos livros de história mundial e no que é transmitido pela mídia de massa global em tempo real: Cruzadas, Holocausto, Jihad, Inquisição, Sionismo, Fundamentalismo Islâmico, Israel, Palestina, Líbano, 11 de Setembro, terrorismo, Afeganistão, Iraque, Jerusalém, Faixa de Gaza, Homens-Bomba, “Choque de Civilizações”…

No final de março passado, o periódico L’Osservatore Romano – jornal oficial da Santa Sé e do Estado do Vaticano – publicou dados oriundos de um levantamento estatístico de 2006, que visam analisar a distribuição dos credos religiosos pela população mundial. O resultado, não tão surpreendente assim, afirma que os muçulmanos constituem cerca de 19,6% da população mundial, contra 17,4% dos católicos. Dessa maneira, pela primeira vez na história da humanidade, o Islã ultrapassou o catolicismo em número de fiéis, ocupando o primeiro lugar no ranking das maiores denominações religiosas no mundo inteiro (http://www.estadao.com.br/internacional/not_int148346,0.htm )…

Segundo o coordenador do estudo, Monsenhor Vittorio Formenti, o número de muçulmanos no mundo inteiro é de aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas, contra 1,13 bilhão de católicos. Se forem levados em consideração indivíduos cristãos não-católicos – ortodoxos, protestantes, episcopais e evangélicos – o número de fiéis sobe para 2 bilhões de pessoas – cerca de 33% da população mundial, recolocando o cristianismo na liderança do ranking mundial.

Os dados apenas reiteram o que há anos é discutido no seio do catolicismo: a taxa de conversão dos fiéis vem crescendo à razão marginal, sendo agravado pelo fato inconteste do aumento considerável do número de católicos que migram para outras denominações religiosas – dentro ou fora do cristianismo. Na América Latina, por exemplo, esse fenômeno é deveras alarmante, dado o elevado nível de conversão dos estratos menos favorecidos da sociedade (que possuem elevadas taxas de natalidade) tanto para o protestantismo de missão quanto para as religiões evangélicas – sem falar nas denominações pentecostais e outras seitas religiosas que gravitam ao redor do quadro de referência conceitual do cristianismo…

Enquanto isso, na Europa, o secularismo das sociedades ocidentais desenvolvidas e as baixas taxas de natalidade contribuem para o declínio consistente da população católica. O laicismo das sociedades européias e a ascensão da sociedade de consumo, somados a um certo grau de desencantamento com os “relatos totalizantes” de mundo – utilizando uma conceituação do cientista social inglês David Harvey -, contribuem para o baixo grau de adesão e disseminação da mensagem e da ética cristãs no seio da população desses países. Daí, o próprio Papa Bento XVI escolher, como objetivo estratégico de seu pontificado, reverter esse quadro nos países do Oeste Europeu – tradicionalmente compostos por grandes contigentes populacionais católicos…

Outro elemento complicador desse quadro envolve a imigração de grandes contigentes populacionais de regiões próximas do continente europeu, tais como o Magreb, a África Subsaariana e o Oriente Médio, aumentando dramaticamente o número de muçulmanos em países historicamente cristãos como França, Espanha e Alemanha. Quase sempre, por razões étnicas e religiosas, esses indivíduos apresentam níveis baixíssimos inserção nessas sociedades – quase sempre alocados em ocupações de menor relevância social, remunerados com baixos salários e vivendo em precárias condições de vida, afetando diretamente as suas condições de inserção social. Ou seja, somando-se fatores como religião, etnia e ocupação, estes indivíduos acabam engrossando em muito o contingente de “párias sociais”, situando-se à margem dos grandes movimentos de reinvindicação e participação dos indivíduos nessas sociedades.

Não é por acaso que, para a grande maiorias dos cientistas sociais e estudiosos da religião, essa baixa taxa de inserção social torna-se um “combustível” importante para o desenvolvimento de sentimentos de revolta, revanche e revide, que alimentam consequências mais complexas e perigosas que podem desembocar desde um ativismo social mais intenso até às raias do extremismo político de conotações religiosas. Isso é particularmente perigoso quando se está analisando os contingentes mais jovens nessas sociedades, uma população imigrante que encontra-se em níveis elevados de risco social por serem mais sensíveis aos efeitos da precariedade social.

Não obstante, no dia 13 de abril próximo passado, o periódico O Estado de S. Paulo publicou uma matéria a respeito do crescimento do islamismo na periferia da cidade de São Paulo (http://www.estadao.com.br/geral/not_ger156052,0.htm). Segundo a matéria, os estratos sociais onde são observadas as maiores taxas de conversão estão localizados justamente nos segmentos mais pobres da sociedade brasileira – compostos por habitantes das regiões periféricas dos grandes centros urbanos, onde as condições de vida são extremamente precárias e difíceis. Normalmente, jovens negros com um certo grau de politização e ativismo social acabam caracterizando o “perfil” típico de um convertido ao islamismo…

Os números reais dessa conversão são, no mínimo, controversos. Segundo dados do IBGE apurados no Censo de 2000, a população islâmica no Brasil abrange cerca de mais de 27 mil fiéis. No entanto, dada a baixa formalização do processo de conversão e a precária organização da comunidade islâmica em nosso país, acredita-se que no Brasil população islâmica oscila, aproximadamente, entre 700 mil e 3 milhões de habitantes…

Os maiores contigentes dessa população estão distribuídos nas cidades de São Paulo e de Santos, e também na região do ABCD – municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, que integram a Região Metropolitana de São Paulo. Também observa-se um número considerável de seguidores de Alá no Estado do Paraná – na capital e na região litorânea -, e também na conturbada região de Foz do Iguaçu – local da chamada Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que é fortemente monitorada pela Abin, pela CIA e por outros órgãos de segurança internacionais, dada ser considerada uma região de refúgio de lavagem de dinheiro e de esconderijo para algumas células-terroristas…

Não entrarei aqui nos detalhes que cercam as razões da conversão de brasileiros ao islamismo, posto que o artigo citado aprofunda esta discussão. Apenas, é importante ressaltar que o “choque de civilizações” é muito mais um artifício de retórica dos falcões da política externa norte-americana do que fait accompli, cujo efeito prejudicial é o de nos afastar de uma visão mais aprofundada e sofisticada a respeito das relações – tensas, construtivas, dinâmicas e paradoxais – entre o Ocidente e Oriente…

Mesmo diante da inevitável constatação que nós, brasileiros, estamos localizados na periferia do mundo, à margem do “grosso” das trocas produtivas da economia mundial, o que acaba por reforçar o nosso sentimento de isolamento e de estranheza frente às grandes problemáticas do mundo contemporâneo…

A EXPANSÃO DO ISLAMISMO NO MUNDO

Qualquer tópico envolvendo questões religiosas é, por definição, polêmico e explosivo. Especialmente quando a discussão em tela abrange as três religiões monoteístas, os três “povos do livro”judaísmo, cristianismo e islamismo. Invariavelmente, quando alguém razoavelmente informado sobre questões contemporâneas pensa sobre a difícil convivência entre os fiéis dessas religiões, é impossível não pensar – e, consequentemente, adjetivar – no que está presente nos livros de história mundial e no que é transmitido pela mídia de massa global em tempo real: Cruzadas, Holocausto, Jihad, Inquisição, Sionismo, Fundamentalismo Islâmico, Israel, Palestina, Líbano, 11 de Setembro, terrorismo, Afeganistão, Iraque, Jerusalém, Faixa de Gaza, Homens-Bomba, “Choque de Civilizações”…

No final de março passado, o periódico L’Osservatore Romano – jornal oficial da Santa Sé e do Estado do Vaticano – publicou dados oriundos de um levantamento estatístico de 2006, que visam analisar a distribuição dos credos religiosos pela população mundial. O resultado, não tão surpreendente assim, afirma que os muçulmanos constituem cerca de 19,6% da população mundial, contra 17,4% dos católicos. Dessa maneira, pela primeira vez na história da humanidade, o Islã ultrapassou o catolicismo em número de fiéis, ocupando o primeiro lugar no ranking das maiores denominações religiosas no mundo inteiro (http://www.estadao.com.br/internacional/not_int148346,0.htm )…

Segundo o coordenador do estudo, Monsenhor Vittorio Formenti, o número de muçulmanos no mundo inteiro é de aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas, contra 1,13 bilhão de católicos. Se forem levados em consideração indivíduos cristãos não-católicos – ortodoxos, protestantes, episcopais e evangélicos – o número de fiéis sobe para 2 bilhões de pessoas – cerca de 33% da população mundial, recolocando o cristianismo na liderança do ranking mundial.

Os dados apenas reiteram o que há anos é discutido no seio do catolicismo: a taxa de conversão dos fiéis vem crescendo à razão marginal, sendo agravado pelo fato inconteste do aumento considerável do número de católicos que migram para outras denominações religiosas – dentro ou fora do cristianismo. Na América Latina, por exemplo, esse fenômeno é deveras alarmante, dado o elevado nível de conversão dos estratos menos favorecidos da sociedade (que possuem elevadas taxas de natalidade) tanto para o protestantismo de missão quanto para as religiões evangélicas – sem falar nas denominações pentecostais e outras seitas religiosas que gravitam ao redor do quadro de referência conceitual do cristianismo…

Enquanto isso, na Europa, o secularismo das sociedades ocidentais desenvolvidas e as baixas taxas de natalidade contribuem para o declínio consistente da população católica. O laicismo das sociedades européias e a ascensão da sociedade de consumo, somados a um certo grau de desencantamento com os “relatos totalizantes” de mundo – utilizando uma conceituação do cientista social inglês David Harvey -, contribuem para o baixo grau de adesão e disseminação da mensagem e da ética cristãs no seio da população desses países. Daí, o próprio Papa Bento XVI escolher, como objetivo estratégico de seu pontificado, reverter esse quadro nos países do Oeste Europeu – tradicionalmente compostos por grandes contigentes populacionais católicos…

Outro elemento complicador desse quadro envolve a imigração de grandes contigentes populacionais de regiões próximas do continente europeu, tais como o Magreb, a África Subsaariana e o Oriente Médio, aumentando dramaticamente o número de muçulmanos em países historicamente cristãos como França, Espanha e Alemanha. Quase sempre, por razões étnicas e religiosas, esses indivíduos apresentam níveis baixíssimos inserção nessas sociedades – quase sempre alocados em ocupações de menor relevância social, remunerados com baixos salários e vivendo em precárias condições de vida, afetando diretamente as suas condições de inserção social. Ou seja, somando-se fatores como religião, etnia e ocupação, estes indivíduos acabam engrossando em muito o contingente de “párias sociais”, situando-se à margem dos grandes movimentos de reinvindicação e participação dos indivíduos nessas sociedades.

Não é por acaso que, para a grande maiorias dos cientistas sociais e estudiosos da religião, essa baixa taxa de inserção social torna-se um “combustível” importante para o desenvolvimento de sentimentos de revolta, revanche e revide, que alimentam consequências mais complexas e perigosas que podem desembocar desde um ativismo social mais intenso até às raias do extremismo político de conotações religiosas. Isso é particularmente perigoso quando se está analisando os contingentes mais jovens nessas sociedades, uma população imigrante que encontra-se em níveis elevados de risco social por serem mais sensíveis aos efeitos da precariedade social.

Não obstante, no dia 13 de abril próximo passado, o periódico O Estado de S. Paulo publicou uma matéria a respeito do crescimento do islamismo na periferia da cidade de São Paulo (http://www.estadao.com.br/geral/not_ger156052,0.htm). Segundo a matéria, os estratos sociais onde são observadas as maiores taxas de conversão estão localizados justamente nos segmentos mais pobres da sociedade brasileira – compostos por habitantes das regiões periféricas dos grandes centros urbanos, onde as condições de vida são extremamente precárias e difíceis. Normalmente, jovens negros com um certo grau de politização e ativismo social acabam caracterizando o “perfil” típico de um convertido ao islamismo…

Os números reais dessa conversão são, no mínimo, controversos. Segundo dados do IBGE apurados no Censo de 2000, a população islâmica no Brasil abrange cerca de mais de 27 mil fiéis. No entanto, dada a baixa formalização do processo de conversão e a precária organização da comunidade islâmica em nosso país, acredita-se que no Brasil população islâmica oscila, aproximadamente, entre 700 mil e 3 milhões de habitantes…

Os maiores contigentes dessa população estão distribuídos nas cidades de São Paulo e de Santos, e também na região do ABCD – municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, que integram a Região Metropolitana de São Paulo. Também observa-se um número considerável de seguidores de Alá no Estado do Paraná – na capital e na região litorânea -, e também na conturbada região de Foz do Iguaçu – local da chamada Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que é fortemente monitorada pela Abin, pela CIA e por outros órgãos de segurança internacionais, dada ser considerada uma região de refúgio de lavagem de dinheiro e de esconderijo para algumas células-terroristas…

Não entrarei aqui nos detalhes que cercam as razões da conversão de brasileiros ao islamismo, posto que o artigo citado aprofunda esta discussão. Apenas, é importante ressaltar que o “choque de civilizações” é muito mais um artifício de retórica dos falcões da política externa norte-americana do que fait accompli, cujo efeito prejudicial é o de nos afastar de uma visão mais aprofundada e sofisticada a respeito das relações – tensas, construtivas, dinâmicas e paradoxais – entre o Ocidente e Oriente…

Mesmo diante da inevitável constatação que nós, brasileiros, estamos localizados na periferia do mundo, à margem do “grosso” das trocas produtivas da economia mundial, o que acaba por reforçar o nosso sentimento de isolamento e de estranheza frente às grandes problemáticas do mundo contemporâneo…

>A CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO!

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Espero que os mulambos alvi-negros não começem o “chororô” e a invencionice, e nem caiam na tentação de produzir teorias conspiratórias a respeito da decisão do Campeonato Carioca de 2008. Afinal, a superioridade do Mais Querido do Universo foi mais do que inconteste, e nem mesmo a torcida da Estrela Mulabenta acreditava no time hoje – a Nação Rubro-Negra ocupou 80% do Maracanã na tarde de hoje, deixando um espaço de aproximadamente dez vans para a torcida adversária…

No campo, foi um jogo nervoso, tenso, truncado, com muitas faltas, e o Botafogo nitidamente entrou em campo para não deixar o Flamengo jogar – o que, diga-se de passagem, conseguiu no primeiro tempo da partida. No segundo tempo, brilhou a estrela do Natalino, ao tirar o “mascarado” Ibson – que, além de não dar um passe certo no jogo inteiro, ainda atrapalhou a equipe no desarme – e colocar o “xodó da galera” Obina, autor do gol que definiu a partida, após um passe milimétrico do também “mascarado” Diego Tardelli.

Feito o serviço de casa, que é a obrigação de “sacudir” a Mulambada do Liqui…Gás, agora o Mais Querido do Universo fará uma viagem logo alí na Cidade do México, onde irá pegar o América do México – outra mulambada, Meu Deus do Céu! – pelas oitavas-de-final da Libertadores, no histórico Estádio Asteca, onde o Brasil conquistou o tricampeonato mundial em 1970…

Que o espírito da seleção de 70, bem como os ares (e a altitude!) mexicanas ajudem o Mengão a fazer um bom resultado para o jogo de volta no Maracanã. E que, além de tudo, os jogadores esqueçam essa história de “cansaço” da longa viagem. Flamengo é, acima de tudo, raça, amor e paixão, e quando está em jogo o título, a Nação cresce e empurra o time lá das arquibancadas…

Vamos sacudir o América do México (quem?) na próxima quarta! E para coroar uma semana mais do que vitoriosa, vamos “sacudir” – mais uma vez – a mulambada alvi-negra, e levar o caneco lá pra Gávea. Afinal, é o bicampeonato estadual que está em jogo!

MMMEEENNNGGGOOO!!!

A CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO!

Espero que os mulambos alvi-negros não começem o “chororô” e a invencionice, e nem caiam na tentação de produzir teorias conspiratórias a respeito da decisão do Campeonato Carioca de 2008. Afinal, a superioridade do Mais Querido do Universo foi mais do que inconteste, e nem mesmo a torcida da Estrela Mulabenta acreditava no time hoje – a Nação Rubro-Negra ocupou 80% do Maracanã na tarde de hoje, deixando um espaço de aproximadamente dez vans para a torcida adversária…

No campo, foi um jogo nervoso, tenso, truncado, com muitas faltas, e o Botafogo nitidamente entrou em campo para não deixar o Flamengo jogar – o que, diga-se de passagem, conseguiu no primeiro tempo da partida. No segundo tempo, brilhou a estrela do Natalino, ao tirar o “mascarado” Ibson – que, além de não dar um passe certo no jogo inteiro, ainda atrapalhou a equipe no desarme – e colocar o “xodó da galera” Obina, autor do gol que definiu a partida, após um passe milimétrico do também “mascarado” Diego Tardelli.

Feito o serviço de casa, que é a obrigação de “sacudir” a Mulambada do Liqui…Gás, agora o Mais Querido do Universo fará uma viagem logo alí na Cidade do México, onde irá pegar o América do México – outra mulambada, Meu Deus do Céu! – pelas oitavas-de-final da Libertadores, no histórico Estádio Asteca, onde o Brasil conquistou o tricampeonato mundial em 1970…

Que o espírito da seleção de 70, bem como os ares (e a altitude!) mexicanas ajudem o Mengão a fazer um bom resultado para o jogo de volta no Maracanã. E que, além de tudo, os jogadores esqueçam essa história de “cansaço” da longa viagem. Flamengo é, acima de tudo, raça, amor e paixão, e quando está em jogo o título, a Nação cresce e empurra o time lá das arquibancadas…

Vamos sacudir o América do México (quem?) na próxima quarta! E para coroar uma semana mais do que vitoriosa, vamos “sacudir” – mais uma vez – a mulambada alvi-negra, e levar o caneco lá pra Gávea. Afinal, é o bicampeonato estadual que está em jogo!

MMMEEENNNGGGOOO!!!

A CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO!

Espero que os mulambos alvi-negros não começem o “chororô” e a invencionice, e nem caiam na tentação de produzir teorias conspiratórias a respeito da decisão do Campeonato Carioca de 2008. Afinal, a superioridade do Mais Querido do Universo foi mais do que inconteste, e nem mesmo a torcida da Estrela Mulabenta acreditava no time hoje – a Nação Rubro-Negra ocupou 80% do Maracanã na tarde de hoje, deixando um espaço de aproximadamente dez vans para a torcida adversária…

No campo, foi um jogo nervoso, tenso, truncado, com muitas faltas, e o Botafogo nitidamente entrou em campo para não deixar o Flamengo jogar – o que, diga-se de passagem, conseguiu no primeiro tempo da partida. No segundo tempo, brilhou a estrela do Natalino, ao tirar o “mascarado” Ibson – que, além de não dar um passe certo no jogo inteiro, ainda atrapalhou a equipe no desarme – e colocar o “xodó da galera” Obina, autor do gol que definiu a partida, após um passe milimétrico do também “mascarado” Diego Tardelli.

Feito o serviço de casa, que é a obrigação de “sacudir” a Mulambada do Liqui…Gás, agora o Mais Querido do Universo fará uma viagem logo alí na Cidade do México, onde irá pegar o América do México – outra mulambada, Meu Deus do Céu! – pelas oitavas-de-final da Libertadores, no histórico Estádio Asteca, onde o Brasil conquistou o tricampeonato mundial em 1970…

Que o espírito da seleção de 70, bem como os ares (e a altitude!) mexicanas ajudem o Mengão a fazer um bom resultado para o jogo de volta no Maracanã. E que, além de tudo, os jogadores esqueçam essa história de “cansaço” da longa viagem. Flamengo é, acima de tudo, raça, amor e paixão, e quando está em jogo o título, a Nação cresce e empurra o time lá das arquibancadas…

Vamos sacudir o América do México (quem?) na próxima quarta! E para coroar uma semana mais do que vitoriosa, vamos “sacudir” – mais uma vez – a mulambada alvi-negra, e levar o caneco lá pra Gávea. Afinal, é o bicampeonato estadual que está em jogo!

MMMEEENNNGGGOOO!!!

>DESIGN DE RÓTULO DE VINHOS ( IV – FINAL )

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Por fim, nada melhor do que encerrar essa série com rótulos de vinhos produzidos na nova fronteira da vitivinicultura nacional: no vale do Rio São Francisco, no Nordeste brasileiro, mais exatamente no paralelo 8.

A elevada taxa de insolação – são 300 dias por ano de sol abundante – e a irrigação das vindimas a partir das águas do Rio São Francisco garantem ótimas condições para a produção de vinhos, a partir de um terroir no mínimo insuitado…
A Vinícola Rio Sol é uma das empresas que está explorando essa nova fronteira, com produtos honestos e bem cuidados, que tendem a evoluir com o correr do tempo. Para isto, é preciso que haja um conhecimento mais aprofundado do processo de plantio, colheita e vinificação de uvas viníferas em condições climáticas tão diferenciadas.
Os rótulos que ilustram esse post são a dos vinhos Syrah Reserva (à direita) e Paralelo 8 (à esquerda) – este último, o produto top de linha da vinícola.

Em termos de vinhos, estamos bem servidos. Agora, os nossos rótulos não estão devendo em nada aos estrangeiros, também em termos de design
Desejo a todos os meus leitores uma ótima semana! E se der tempo, não deixem de abrir uma garrafa de vinho. Afinal, tudo isso dá uma tremenda água na boca…