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O GIRO INÓCUO DE GEORGE W. BUSH NO ORIENTE MÉDIO

Para os meus curiosos leitores, ansiosos em saber algo mais sobre o “giro” inócuo do Presidente norte-americano George W. Bush ao Oriente Médio, segue uma análise bastante interessante feita pelo consagrado jornalista britânico Robert Fisk – diga-se de propósito, bastante citado por esse Escriba no PRAGMA -, publicada na edição de hoje do periódico britânico The Independent.

A viagem do lame duck – algo traduzido como “pato manco”, expressão que os americanos utilizam ao se referir a um Presidente no final de seu mandato – produziu pouquíssimos resultados concretos para quem espera que a paz na região não seja algo além de uma mera miragem no deserto. Mas, em compensação, foi muito proveitosa para a indústria militar norte-americana, que fechou contratos e mais contratos para o fornecimento de armas os países do Golfo Pérsico.
Israel, o verdadeiro aliado dos EUA na região, não ficou de fora da visita, e as armas mais sofisticadas do arsenal militar norte-americano continuam nas mãos das forças armadas. Afinal, além do Afeganistão e do Iraque, querem melhor lugar para fazer um test drive do que a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e o sul do Líbano, por exemplo?
Enquanto isso, W. Bush exortou os países árabes a caminharem em direção à democracia. Parece brincadeira, não acham? Imaginem como esse apelos soam aos ouvidos sensíveis de governantes como o Rei Abdullah da Arábia Saudita, e do Presidente do Egito Hosni Mubarak, verdadeiros campeões da democracia na região…
Quando a democracia foi efetivamente implantada na região, via eleições diretas, o resultado não foi lá muito alvissareiro para os interesses norte-americanos: a vitória do Hamas na Palestina, dos xiitas no Iraque, a ascenção da Irmandade Muçulmana no Egito. Isso sem falar no Hezbollah no Líbano…
Enquanto isso, o Irã continua sendo o grande “anti-cristo” da região, segundo speeches de W. Bush pronuciados nos salões acarpetados dentro dos faustosos hotéis sauditas. Enquanto isso, as madrassas wahabistas financiadas pelo governo saudita continuam a produzir fundamentalistas em escala exponencial – mas isso é uma questão “interna” e “menor” do país, dado os interesses energéticos norte-americanos…

Ah, quase ia me esquecendo! Para acessar o artigo do Robert Fisk , é só clicar no link a seguir (http://news.independent.co.uk/fisk/article3342174.ece)
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