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Archive for janeiro \30\UTC 2008

>40 ANOS APÓS 1968: E DAÍ?

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Há uma tese bastante interessante, que circula entre acadêmicos e jornalistas, que o ano de 1968 ainda não acabou, tamanha a sua importância para os destinos da sociedade ocidental. Para muitos, a década de 1960 foi uma das mais criativas e combativas da história recente, tendo a juventude um papel fundamental como vetor de contestação, reinvindicação e difusão de uma nova mentalidade. Valores que consideramos atuais como a preocupação com o meio ambiente, a responsabilidade social, a denúnica do política e dos políticos e um senso de engajamento com o destino global da humanidade são a principal herança desse período, construída em grande parte a partir da luta dos jovens nas barricadas montadas nas ruas de Paris, nos protestos nos campi universitários norte-americanos e nas passeatas em frente ao Pentágono e a Casa Branca.

Para quem é fã de música, como esse Escriba, os anos 1960 foram imperdíveis. Teve para todos os gostos: a revolução lisérgica dos Beatles, a psicodelia “viajandona” de bandas como Grateful Dead e Jefferson Airplane, a poesia bukovskiana de Jim Morrison e o seu The Doors, a voz rasgada, bluesy, alcoolizada e melancólica de Janis Joplin e os imortais solos de guitarra do incomparável e único Jimi Hendrix. Também foi o momento da eclosão de bandas que marcaram época na história do rock, algumas bem efêmeras (como o genial power trio britânico Cream, com os “monstros” Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker) e outras mais longevas como Pink Floyd, The Who, Led Zeppelin, todas provenientes do outro lado do Atlântico, que conquistaram de assalto a América e o mundo.
Tempos de “bolachas” memoráveis. Vejam só: Beatles (Sgt. Peeper’s Lonely Hearts Club Band, 1967), Jimi Hendrix (Are You Experienced?, 1967; Axis: Bold as Love, 1967; Electric Ladyland, 1968), Cream (Fresh Cream, 1966; Disraeli Geers, 1967; Wheels of Fire, 1968), The Doors (The Doors, 1966; Strange Days, 1967), Pink Floyd (The Piper at the Gates of Dawn, 1967; A Saucerful of Secrets, 1968; Ummagumma, 1969), The Who (My Generation, 1965; Sell Out, 1967; a ópera-rock Tommy, 1969); Led Zeppelin (I & II, ambos de 1969); Carlos Santana (Santana, 1969); Miles Davis (Miles Smiles, 1966; Sorcerer & Nefertiti, ambos de 1967; In a Silent Way & Bitches Brew, ambos de 1969); John Coltrane (A Love Supreme, 1964; Ascension & Meditations, ambos de 1965; Expression & Interstellar Space, ambos de 1967). Isso sem falar nos festivais pop memoráveis como os de Monterrey, Woodstock, Ilha de Wight
No entanto, como toda década polêmica, para muitos 1968 foi o marco de abertura da Caixa de Pandora. Afinal, a grande marca da geração hippie, o uso de drogas como a maconha e o LSD, que inicialmente prometiam abrir as “portas da percepção” (Aldus Huxley) para uma nova dimensão da experiência humana, tornou-se mais tarde um veículo de alienação e cinismo. De uma certa forma, o fracasso dessa geração e de seus heróis – Hendrix, Joplin e Morrison -atormentada por seus fantasmas pessoais e arruinada pelo abuso de álcool e de drogas, proporcionou o surgimento de uma nova juventude a partir dos anos “loucos” de 1970, marcada pelos signos da alienação, do cinismo e do hiper-individualismo, alavancados pela Sociedade de Consumo, cuja herança respinga em nós até os dias de hoje.
O mais interessante deste debate é o paradoxo que emerge a partir da análise crítica desses tempos turbulentos, porém simultaneamente criativos e destrutivos. Parece que essa geração implodiu pela própria impossibilidade de suas demandas, resumida em uma sentença emblemática que foi “pichada” em um banheiro de uma universidade francesa em maio de 1968: “Seja realista, peça o impossível!”. Com uma visão romântica dessas, não há projeto político que se sustente além de um verão…
O caráter trágico dessa geração me faz pensar em um dito judaico, o de que “Deus fecha uma porta e abre outras várias ao mesmo tempo, só para nos confundir”…
Citando uma famosa frase do escritor inglês Charles Dickens, “vivemos tempos muito difíceis”. Ano esse de 2008 em que uma presidência norte-america deletéria e nefasta se encerra, cujo maior mérito foi o de dar evidência e publicidade a sua antípoda – Osama Bin-Laden e o terror do fundamentalismo islâmico. E, mais uma vez, seja no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão ou no Líbano, os EUA receberam a lição: a força do poder bélico é importante, mas não decisiva quando se trata de conquistar os “corações e mentes” de seus opositores. E nisso, as lições de 1968 parece que não foram plenamente absorvidas pela elite ianque. Daí, a importância de celebrá-lo, a fim de refrescar a nossa memória…
Há 40 anos atrás, mais especificamente em 31 de janeiro de 1968, mais de 70 mil vietcongs se insurgiram em 13 das 16 maiores cidades do Vietnã do Sul, além de atacarem centenas de povoados, no que entrou para os anais da história militar com o nome de Ofensiva do Tet – em homenagem ao ano novo lunar do calendário vietnamita -, o ápice da chamada “guerra de guerrilha”. A ousadia do ataque foi tão grande, que até a embaixada norte-americana em Saigon não foi poupada dos ataques.
Do ponto de vista estritamente militar, a Ofensiva do Tet foi um fracasso retumbante, posto que o número de baixas do lado vietnamita foi altíssimo – cerca de 40 mil mortos, contra apenas 2.500 baixas do lado norte-americano. No entanto, a ousadia do assalto atingiu o flanco mais vulnerável dos americanos: a opinião pública interna do país. A confiança norte-americana em um “passeio” nas selvas do Sudeste Asiático transformou-se drasticamente, esfarelando num piscar de olhos a trajetória de vários de seus luminares: o general William Westmoreland, comandante das tropas na região, o smart guy Robert McNamara, Secretário de Defesa, ambos destituídos de seus cargos, além da desistência do “bronco” Lyndon Johnson de concorrer à reeleição na Casa Branca.
Não bastasse o verdadeiro “terremoto” em Washington, a ofensiva recrudesceu os movimentos pacifistas em pleno solo americano, e o confronto dos jovens com a polícia aumentava de acordo com o número de caixões cobertos com a bandeira norte-americana contendo os soldados mortos no Vietnã. Graças ao general vietnamita Giap, a “névoa da guerra” de que fala Clausewitz foi levada aos lares americanos, via satéite, ao vivo e a cores…
Definitivamente, a Guerra do Vietnã foi perdida sobretudo no front interno, sendo decisiva a oposição feroz da mídia e da opinião pública. Bin Laden e os fundamentalistas islâmicos não esqueceram dessa lição, aplicando-a no Afeganistão, na Tanzânia, no Quênia e, fatidicamente, nos atentados de 11 de setembro de 2001…
Olhando prospectivamente, os jovens de outrora que lutavam nas barricadas armadas nas ruas de Paris ou nos campi das Universidades de Berkeley e Columbia, agora estão ausentes. Apatia, servidão, individualismo e depressão são alguns dos motivos apontados pelos pesquisadores para justificar a ausência de bandeiras a defender por parte da juventude de hoje. Como se os mesmos dissessem: “deixem-nos em paz, nós não estamos nem aí para o que vocês defendem ou valorizam”. O niilismo pós-punk (“I hate myself, I wanna die”), o cinismo regado a doses cavalares de drogas sintéticas (“Everybody sucks, everything is fucked”) ou o hiper-consumo alienante (“I’m a barbie girl, in a barbie world”) são as alternativas existenciais oferecidas nas prateleiras dos supermercados da vida…
(Não é à toa que o ídolo dessa nova geração, o também genial Kurt Cobain do Nirvana, que suicidou-se com um tiro na cabeça em abril de 1994, dizia que todas às vezes que ele estava triste, ele ia beber uma cerveja no túmulo do Jimmy Hendrix…)

Não é à toa que, no momento em que escrevo este post, eu estou ouvindo um disco do The Doors, intitulado Strange Days

40 ANOS APÓS 1968: E DAÍ?

janeiro 30, 2008 1 comentário

Há uma tese bastante interessante, que circula entre acadêmicos e jornalistas, que o ano de 1968 ainda não acabou, tamanha a sua importância para os destinos da sociedade ocidental. Para muitos, a década de 1960 foi uma das mais criativas e combativas da história recente, tendo a juventude um papel fundamental como vetor de contestação, reinvindicação e difusão de uma nova mentalidade. Valores que consideramos atuais como a preocupação com o meio ambiente, a responsabilidade social, a denúnica do política e dos políticos e um senso de engajamento com o destino global da humanidade são a principal herança desse período, construída em grande parte a partir da luta dos jovens nas barricadas montadas nas ruas de Paris, nos protestos nos campi universitários norte-americanos e nas passeatas em frente ao Pentágono e a Casa Branca.

Para quem é fã de música, como esse Escriba, os anos 1960 foram imperdíveis. Teve para todos os gostos: a revolução lisérgica dos Beatles, a psicodelia “viajandona” de bandas como Grateful Dead e Jefferson Airplane, a poesia bukovskiana de Jim Morrison e o seu The Doors, a voz rasgada, bluesy, alcoolizada e melancólica de Janis Joplin e os imortais solos de guitarra do incomparável e único Jimi Hendrix. Também foi o momento da eclosão de bandas que marcaram época na história do rock, algumas bem efêmeras (como o genial power trio britânico Cream, com os “monstros” Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker) e outras mais longevas como Pink Floyd, The Who, Led Zeppelin, todas provenientes do outro lado do Atlântico, que conquistaram de assalto a América e o mundo.
Tempos de “bolachas” memoráveis. Vejam só: Beatles (Sgt. Peeper’s Lonely Hearts Club Band, 1967), Jimi Hendrix (Are You Experienced?, 1967; Axis: Bold as Love, 1967; Electric Ladyland, 1968), Cream (Fresh Cream, 1966; Disraeli Geers, 1967; Wheels of Fire, 1968), The Doors (The Doors, 1966; Strange Days, 1967), Pink Floyd (The Piper at the Gates of Dawn, 1967; A Saucerful of Secrets, 1968; Ummagumma, 1969), The Who (My Generation, 1965; Sell Out, 1967; a ópera-rock Tommy, 1969); Led Zeppelin (I & II, ambos de 1969); Carlos Santana (Santana, 1969); Miles Davis (Miles Smiles, 1966; Sorcerer & Nefertiti, ambos de 1967; In a Silent Way & Bitches Brew, ambos de 1969); John Coltrane (A Love Supreme, 1964; Ascension & Meditations, ambos de 1965; Expression & Interstellar Space, ambos de 1967). Isso sem falar nos festivais pop memoráveis como os de Monterrey, Woodstock, Ilha de Wight
No entanto, como toda década polêmica, para muitos 1968 foi o marco de abertura da Caixa de Pandora. Afinal, a grande marca da geração hippie, o uso de drogas como a maconha e o LSD, que inicialmente prometiam abrir as “portas da percepção” (Aldus Huxley) para uma nova dimensão da experiência humana, tornou-se mais tarde um veículo de alienação e cinismo. De uma certa forma, o fracasso dessa geração e de seus heróis – Hendrix, Joplin e Morrison -atormentada por seus fantasmas pessoais e arruinada pelo abuso de álcool e de drogas, proporcionou o surgimento de uma nova juventude a partir dos anos “loucos” de 1970, marcada pelos signos da alienação, do cinismo e do hiper-individualismo, alavancados pela Sociedade de Consumo, cuja herança respinga em nós até os dias de hoje.
O mais interessante deste debate é o paradoxo que emerge a partir da análise crítica desses tempos turbulentos, porém simultaneamente criativos e destrutivos. Parece que essa geração implodiu pela própria impossibilidade de suas demandas, resumida em uma sentença emblemática que foi “pichada” em um banheiro de uma universidade francesa em maio de 1968: “Seja realista, peça o impossível!”. Com uma visão romântica dessas, não há projeto político que se sustente além de um verão…
O caráter trágico dessa geração me faz pensar em um dito judaico, o de que “Deus fecha uma porta e abre outras várias ao mesmo tempo, só para nos confundir”…
Citando uma famosa frase do escritor inglês Charles Dickens, “vivemos tempos muito difíceis”. Ano esse de 2008 em que uma presidência norte-america deletéria e nefasta se encerra, cujo maior mérito foi o de dar evidência e publicidade a sua antípoda – Osama Bin-Laden e o terror do fundamentalismo islâmico. E, mais uma vez, seja no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão ou no Líbano, os EUA receberam a lição: a força do poder bélico é importante, mas não decisiva quando se trata de conquistar os “corações e mentes” de seus opositores. E nisso, as lições de 1968 parece que não foram plenamente absorvidas pela elite ianque. Daí, a importância de celebrá-lo, a fim de refrescar a nossa memória…
Há 40 anos atrás, mais especificamente em 31 de janeiro de 1968, mais de 70 mil vietcongs se insurgiram em 13 das 16 maiores cidades do Vietnã do Sul, além de atacarem centenas de povoados, no que entrou para os anais da história militar com o nome de Ofensiva do Tet – em homenagem ao ano novo lunar do calendário vietnamita -, o ápice da chamada “guerra de guerrilha”. A ousadia do ataque foi tão grande, que até a embaixada norte-americana em Saigon não foi poupada dos ataques.
Do ponto de vista estritamente militar, a Ofensiva do Tet foi um fracasso retumbante, posto que o número de baixas do lado vietnamita foi altíssimo – cerca de 40 mil mortos, contra apenas 2.500 baixas do lado norte-americano. No entanto, a ousadia do assalto atingiu o flanco mais vulnerável dos americanos: a opinião pública interna do país. A confiança norte-americana em um “passeio” nas selvas do Sudeste Asiático transformou-se drasticamente, esfarelando num piscar de olhos a trajetória de vários de seus luminares: o general William Westmoreland, comandante das tropas na região, o smart guy Robert McNamara, Secretário de Defesa, ambos destituídos de seus cargos, além da desistência do “bronco” Lyndon Johnson de concorrer à reeleição na Casa Branca.
Não bastasse o verdadeiro “terremoto” em Washington, a ofensiva recrudesceu os movimentos pacifistas em pleno solo americano, e o confronto dos jovens com a polícia aumentava de acordo com o número de caixões cobertos com a bandeira norte-americana contendo os soldados mortos no Vietnã. Graças ao general vietnamita Giap, a “névoa da guerra” de que fala Clausewitz foi levada aos lares americanos, via satéite, ao vivo e a cores…
Definitivamente, a Guerra do Vietnã foi perdida sobretudo no front interno, sendo decisiva a oposição feroz da mídia e da opinião pública. Bin Laden e os fundamentalistas islâmicos não esqueceram dessa lição, aplicando-a no Afeganistão, na Tanzânia, no Quênia e, fatidicamente, nos atentados de 11 de setembro de 2001…
Olhando prospectivamente, os jovens de outrora que lutavam nas barricadas armadas nas ruas de Paris ou nos campi das Universidades de Berkeley e Columbia, agora estão ausentes. Apatia, servidão, individualismo e depressão são alguns dos motivos apontados pelos pesquisadores para justificar a ausência de bandeiras a defender por parte da juventude de hoje. Como se os mesmos dissessem: “deixem-nos em paz, nós não estamos nem aí para o que vocês defendem ou valorizam”. O niilismo pós-punk (“I hate myself, I wanna die”), o cinismo regado a doses cavalares de drogas sintéticas (“Everybody sucks, everything is fucked”) ou o hiper-consumo alienante (“I’m a barbie girl, in a barbie world”) são as alternativas existenciais oferecidas nas prateleiras dos supermercados da vida…
(Não é à toa que o ídolo dessa nova geração, o também genial Kurt Cobain do Nirvana, que suicidou-se com um tiro na cabeça em abril de 1994, dizia que todas às vezes que ele estava triste, ele ia beber uma cerveja no túmulo do Jimmy Hendrix…)

Não é à toa que, no momento em que escrevo este post, eu estou ouvindo um disco do The Doors, intitulado Strange Days

40 ANOS APÓS 1968: E DAÍ?

janeiro 30, 2008 1 comentário

Há uma tese bastante interessante, que circula entre acadêmicos e jornalistas, que o ano de 1968 ainda não acabou, tamanha a sua importância para os destinos da sociedade ocidental. Para muitos, a década de 1960 foi uma das mais criativas e combativas da história recente, tendo a juventude um papel fundamental como vetor de contestação, reinvindicação e difusão de uma nova mentalidade. Valores que consideramos atuais como a preocupação com o meio ambiente, a responsabilidade social, a denúnica do política e dos políticos e um senso de engajamento com o destino global da humanidade são a principal herança desse período, construída em grande parte a partir da luta dos jovens nas barricadas montadas nas ruas de Paris, nos protestos nos campi universitários norte-americanos e nas passeatas em frente ao Pentágono e a Casa Branca.

Para quem é fã de música, como esse Escriba, os anos 1960 foram imperdíveis. Teve para todos os gostos: a revolução lisérgica dos Beatles, a psicodelia “viajandona” de bandas como Grateful Dead e Jefferson Airplane, a poesia bukovskiana de Jim Morrison e o seu The Doors, a voz rasgada, bluesy, alcoolizada e melancólica de Janis Joplin e os imortais solos de guitarra do incomparável e único Jimi Hendrix. Também foi o momento da eclosão de bandas que marcaram época na história do rock, algumas bem efêmeras (como o genial power trio britânico Cream, com os “monstros” Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker) e outras mais longevas como Pink Floyd, The Who, Led Zeppelin, todas provenientes do outro lado do Atlântico, que conquistaram de assalto a América e o mundo.
Tempos de “bolachas” memoráveis. Vejam só: Beatles (Sgt. Peeper’s Lonely Hearts Club Band, 1967), Jimi Hendrix (Are You Experienced?, 1967; Axis: Bold as Love, 1967; Electric Ladyland, 1968), Cream (Fresh Cream, 1966; Disraeli Geers, 1967; Wheels of Fire, 1968), The Doors (The Doors, 1966; Strange Days, 1967), Pink Floyd (The Piper at the Gates of Dawn, 1967; A Saucerful of Secrets, 1968; Ummagumma, 1969), The Who (My Generation, 1965; Sell Out, 1967; a ópera-rock Tommy, 1969); Led Zeppelin (I & II, ambos de 1969); Carlos Santana (Santana, 1969); Miles Davis (Miles Smiles, 1966; Sorcerer & Nefertiti, ambos de 1967; In a Silent Way & Bitches Brew, ambos de 1969); John Coltrane (A Love Supreme, 1964; Ascension & Meditations, ambos de 1965; Expression & Interstellar Space, ambos de 1967). Isso sem falar nos festivais pop memoráveis como os de Monterrey, Woodstock, Ilha de Wight
No entanto, como toda década polêmica, para muitos 1968 foi o marco de abertura da Caixa de Pandora. Afinal, a grande marca da geração hippie, o uso de drogas como a maconha e o LSD, que inicialmente prometiam abrir as “portas da percepção” (Aldus Huxley) para uma nova dimensão da experiência humana, tornou-se mais tarde um veículo de alienação e cinismo. De uma certa forma, o fracasso dessa geração e de seus heróis – Hendrix, Joplin e Morrison -atormentada por seus fantasmas pessoais e arruinada pelo abuso de álcool e de drogas, proporcionou o surgimento de uma nova juventude a partir dos anos “loucos” de 1970, marcada pelos signos da alienação, do cinismo e do hiper-individualismo, alavancados pela Sociedade de Consumo, cuja herança respinga em nós até os dias de hoje.
O mais interessante deste debate é o paradoxo que emerge a partir da análise crítica desses tempos turbulentos, porém simultaneamente criativos e destrutivos. Parece que essa geração implodiu pela própria impossibilidade de suas demandas, resumida em uma sentença emblemática que foi “pichada” em um banheiro de uma universidade francesa em maio de 1968: “Seja realista, peça o impossível!”. Com uma visão romântica dessas, não há projeto político que se sustente além de um verão…
O caráter trágico dessa geração me faz pensar em um dito judaico, o de que “Deus fecha uma porta e abre outras várias ao mesmo tempo, só para nos confundir”…
Citando uma famosa frase do escritor inglês Charles Dickens, “vivemos tempos muito difíceis”. Ano esse de 2008 em que uma presidência norte-america deletéria e nefasta se encerra, cujo maior mérito foi o de dar evidência e publicidade a sua antípoda – Osama Bin-Laden e o terror do fundamentalismo islâmico. E, mais uma vez, seja no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão ou no Líbano, os EUA receberam a lição: a força do poder bélico é importante, mas não decisiva quando se trata de conquistar os “corações e mentes” de seus opositores. E nisso, as lições de 1968 parece que não foram plenamente absorvidas pela elite ianque. Daí, a importância de celebrá-lo, a fim de refrescar a nossa memória…
Há 40 anos atrás, mais especificamente em 31 de janeiro de 1968, mais de 70 mil vietcongs se insurgiram em 13 das 16 maiores cidades do Vietnã do Sul, além de atacarem centenas de povoados, no que entrou para os anais da história militar com o nome de Ofensiva do Tet – em homenagem ao ano novo lunar do calendário vietnamita -, o ápice da chamada “guerra de guerrilha”. A ousadia do ataque foi tão grande, que até a embaixada norte-americana em Saigon não foi poupada dos ataques.
Do ponto de vista estritamente militar, a Ofensiva do Tet foi um fracasso retumbante, posto que o número de baixas do lado vietnamita foi altíssimo – cerca de 40 mil mortos, contra apenas 2.500 baixas do lado norte-americano. No entanto, a ousadia do assalto atingiu o flanco mais vulnerável dos americanos: a opinião pública interna do país. A confiança norte-americana em um “passeio” nas selvas do Sudeste Asiático transformou-se drasticamente, esfarelando num piscar de olhos a trajetória de vários de seus luminares: o general William Westmoreland, comandante das tropas na região, o smart guy Robert McNamara, Secretário de Defesa, ambos destituídos de seus cargos, além da desistência do “bronco” Lyndon Johnson de concorrer à reeleição na Casa Branca.
Não bastasse o verdadeiro “terremoto” em Washington, a ofensiva recrudesceu os movimentos pacifistas em pleno solo americano, e o confronto dos jovens com a polícia aumentava de acordo com o número de caixões cobertos com a bandeira norte-americana contendo os soldados mortos no Vietnã. Graças ao general vietnamita Giap, a “névoa da guerra” de que fala Clausewitz foi levada aos lares americanos, via satéite, ao vivo e a cores…
Definitivamente, a Guerra do Vietnã foi perdida sobretudo no front interno, sendo decisiva a oposição feroz da mídia e da opinião pública. Bin Laden e os fundamentalistas islâmicos não esqueceram dessa lição, aplicando-a no Afeganistão, na Tanzânia, no Quênia e, fatidicamente, nos atentados de 11 de setembro de 2001…
Olhando prospectivamente, os jovens de outrora que lutavam nas barricadas armadas nas ruas de Paris ou nos campi das Universidades de Berkeley e Columbia, agora estão ausentes. Apatia, servidão, individualismo e depressão são alguns dos motivos apontados pelos pesquisadores para justificar a ausência de bandeiras a defender por parte da juventude de hoje. Como se os mesmos dissessem: “deixem-nos em paz, nós não estamos nem aí para o que vocês defendem ou valorizam”. O niilismo pós-punk (“I hate myself, I wanna die”), o cinismo regado a doses cavalares de drogas sintéticas (“Everybody sucks, everything is fucked”) ou o hiper-consumo alienante (“I’m a barbie girl, in a barbie world”) são as alternativas existenciais oferecidas nas prateleiras dos supermercados da vida…
(Não é à toa que o ídolo dessa nova geração, o também genial Kurt Cobain do Nirvana, que suicidou-se com um tiro na cabeça em abril de 1994, dizia que todas às vezes que ele estava triste, ele ia beber uma cerveja no túmulo do Jimmy Hendrix…)

Não é à toa que, no momento em que escrevo este post, eu estou ouvindo um disco do The Doors, intitulado Strange Days

>O ENCOLHIMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

>

Quer se queira ou não, as transformações na sociedade brasileira são muitas, e inevitáveis. Fruto da urbanização e da industrialização durante os anos do pós-guerra, especialmente durante os governos Vargas e JK, onde o projeto claro das elites brasileiras era o da “modernização” do país sem, no entanto, destituir a primazia do modelo exportador de commodities agrícolas, até então a matriz dominante da economia brasileira – modelo este magistralmente analisado por pensadores como Celso Furtado e Caio Prado Júnior -, que garantiam ao país uma inserção periférica no circuito produtivo das trocas econômicas mundiais.

No entender dos sociólogos, demógrafos e cientistas sociais, a urbanização proporciona uma série de alterações na estruturação das unidades familiares. Como o Brasil não é uma exceção à regra, o que se observa é uma diminuição considerável no número de integrantes das famílias brasileiras. Segundo análises empreendidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios), a média de filhos por mulher era de 2 em 2006, contra 3,5 em 1984. A expectativa dos analistas é que, em 2030, quando o país atingir a cifra de 225 milhões de habitantes, a população iniciará um processo de declínio. As implicações desse fenômeno são dramáticas para governantes, gestores de políticas públicas, empresas privadas e pesquisadores de mercado.

Isso se deve a queda da taxa de fecundidade, que passou de 2,1 nascimentos por mulher em 2005 para 2 em 2006. A previsão é que esta taxa atinja o patamar de 1,5 nascimentos por mulher em 2025, ultrapassando em muito a taxa mínima de reposição da população – isto é, o número de nascimentos equivale ao número de óbitos. O Instituto também apurou que em cada lar brasileiro habitam, em média, 3,2 pessoas, e em nenhum estado brasileiro a média chega a atingir 4 integrantes por unidade familiar.

As taxas médias de fecundidade por região do país são as seguintes: região Norte (2006: 2,5; 2005: 2,5); região Nordeste (2006: 2,2; 2005: 2,3); região Centro-Oeste (2006: 2,0; 2005: 2,0); região Sudeste (2006: 1,8; 2005: 1,9); e região Sul (2006: 1,9; 2005: 2,0).

Isto significa que aquilo que aprendemos nos bancos escolares nos anos 1970 e 1980 está caducando. O mito do Brasil como um “país jovem” caminha a passos largos para a obsolescência, uma vez que os indicadores econômicos e demográficos apontam para um cenário demográfico onde há uma população com crescimento em desaceleração. Isto significa uma alteração sensível de nossa pirâmide demográfica: de base larga e topo estreito (típica dos países em desenvolvimento), para uma distribuição composta por uma base que gradualmente vai se estreitando para um topo em paulatino crescimento (típico dos países que estão em vias de se tonarem “maduros”, tais como os da Europa).

Além do envelhecimento da população a olhos vistos, podemos enfrentar mais adiante uma crise de escassez de força de trabalho, tal como atualmente vivem os países da União Européia. Especialmente pelo fato de que o estrato com maior dinamismo de crescimento -a população parda e preta, oriunda de classes econômicas mais baixas, localizada nos grandes centros urbanos – enfrenta índices alarmantes de mortalidade, cuja faceta mais visível são os nossos jovens em “situação de risco” que perambulam pelas ruas e favelas das cidades. Na maioria acachapante dos casos, os óbitos são violentos, causados por armas de fogo, confrontos com a polícia e facções rivais, alcoolismo, drogadicção, acidentes de trânsito, doenças sexualmente transmissíveis e outros comportamentos que exacerbam o risco de vida desses indivíduos. Isso sem falar na “bomba de efeito retardado” que é a crise do sistema previdenciário…

O ENCOLHIMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Quer se queira ou não, as transformações na sociedade brasileira são muitas, e inevitáveis. Fruto da urbanização e da industrialização durante os anos do pós-guerra, especialmente durante os governos Vargas e JK, onde o projeto claro das elites brasileiras era o da “modernização” do país sem, no entanto, destituir a primazia do modelo exportador de commodities agrícolas, até então a matriz dominante da economia brasileira – modelo este magistralmente analisado por pensadores como Celso Furtado e Caio Prado Júnior -, que garantiam ao país uma inserção periférica no circuito produtivo das trocas econômicas mundiais.

No entender dos sociólogos, demógrafos e cientistas sociais, a urbanização proporciona uma série de alterações na estruturação das unidades familiares. Como o Brasil não é uma exceção à regra, o que se observa é uma diminuição considerável no número de integrantes das famílias brasileiras. Segundo análises empreendidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios), a média de filhos por mulher era de 2 em 2006, contra 3,5 em 1984. A expectativa dos analistas é que, em 2030, quando o país atingir a cifra de 225 milhões de habitantes, a população iniciará um processo de declínio. As implicações desse fenômeno são dramáticas para governantes, gestores de políticas públicas, empresas privadas e pesquisadores de mercado.

Isso se deve a queda da taxa de fecundidade, que passou de 2,1 nascimentos por mulher em 2005 para 2 em 2006. A previsão é que esta taxa atinja o patamar de 1,5 nascimentos por mulher em 2025, ultrapassando em muito a taxa mínima de reposição da população – isto é, o número de nascimentos equivale ao número de óbitos. O Instituto também apurou que em cada lar brasileiro habitam, em média, 3,2 pessoas, e em nenhum estado brasileiro a média chega a atingir 4 integrantes por unidade familiar.

As taxas médias de fecundidade por região do país são as seguintes: região Norte (2006: 2,5; 2005: 2,5); região Nordeste (2006: 2,2; 2005: 2,3); região Centro-Oeste (2006: 2,0; 2005: 2,0); região Sudeste (2006: 1,8; 2005: 1,9); e região Sul (2006: 1,9; 2005: 2,0).

Isto significa que aquilo que aprendemos nos bancos escolares nos anos 1970 e 1980 está caducando. O mito do Brasil como um “país jovem” caminha a passos largos para a obsolescência, uma vez que os indicadores econômicos e demográficos apontam para um cenário demográfico onde há uma população com crescimento em desaceleração. Isto significa uma alteração sensível de nossa pirâmide demográfica: de base larga e topo estreito (típica dos países em desenvolvimento), para uma distribuição composta por uma base que gradualmente vai se estreitando para um topo em paulatino crescimento (típico dos países que estão em vias de se tonarem “maduros”, tais como os da Europa).

Além do envelhecimento da população a olhos vistos, podemos enfrentar mais adiante uma crise de escassez de força de trabalho, tal como atualmente vivem os países da União Européia. Especialmente pelo fato de que o estrato com maior dinamismo de crescimento -a população parda e preta, oriunda de classes econômicas mais baixas, localizada nos grandes centros urbanos – enfrenta índices alarmantes de mortalidade, cuja faceta mais visível são os nossos jovens em “situação de risco” que perambulam pelas ruas e favelas das cidades. Na maioria acachapante dos casos, os óbitos são violentos, causados por armas de fogo, confrontos com a polícia e facções rivais, alcoolismo, drogadicção, acidentes de trânsito, doenças sexualmente transmissíveis e outros comportamentos que exacerbam o risco de vida desses indivíduos. Isso sem falar na “bomba de efeito retardado” que é a crise do sistema previdenciário…

O ENCOLHIMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Quer se queira ou não, as transformações na sociedade brasileira são muitas, e inevitáveis. Fruto da urbanização e da industrialização durante os anos do pós-guerra, especialmente durante os governos Vargas e JK, onde o projeto claro das elites brasileiras era o da “modernização” do país sem, no entanto, destituir a primazia do modelo exportador de commodities agrícolas, até então a matriz dominante da economia brasileira – modelo este magistralmente analisado por pensadores como Celso Furtado e Caio Prado Júnior -, que garantiam ao país uma inserção periférica no circuito produtivo das trocas econômicas mundiais.

No entender dos sociólogos, demógrafos e cientistas sociais, a urbanização proporciona uma série de alterações na estruturação das unidades familiares. Como o Brasil não é uma exceção à regra, o que se observa é uma diminuição considerável no número de integrantes das famílias brasileiras. Segundo análises empreendidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios), a média de filhos por mulher era de 2 em 2006, contra 3,5 em 1984. A expectativa dos analistas é que, em 2030, quando o país atingir a cifra de 225 milhões de habitantes, a população iniciará um processo de declínio. As implicações desse fenômeno são dramáticas para governantes, gestores de políticas públicas, empresas privadas e pesquisadores de mercado.

Isso se deve a queda da taxa de fecundidade, que passou de 2,1 nascimentos por mulher em 2005 para 2 em 2006. A previsão é que esta taxa atinja o patamar de 1,5 nascimentos por mulher em 2025, ultrapassando em muito a taxa mínima de reposição da população – isto é, o número de nascimentos equivale ao número de óbitos. O Instituto também apurou que em cada lar brasileiro habitam, em média, 3,2 pessoas, e em nenhum estado brasileiro a média chega a atingir 4 integrantes por unidade familiar.

As taxas médias de fecundidade por região do país são as seguintes: região Norte (2006: 2,5; 2005: 2,5); região Nordeste (2006: 2,2; 2005: 2,3); região Centro-Oeste (2006: 2,0; 2005: 2,0); região Sudeste (2006: 1,8; 2005: 1,9); e região Sul (2006: 1,9; 2005: 2,0).

Isto significa que aquilo que aprendemos nos bancos escolares nos anos 1970 e 1980 está caducando. O mito do Brasil como um “país jovem” caminha a passos largos para a obsolescência, uma vez que os indicadores econômicos e demográficos apontam para um cenário demográfico onde há uma população com crescimento em desaceleração. Isto significa uma alteração sensível de nossa pirâmide demográfica: de base larga e topo estreito (típica dos países em desenvolvimento), para uma distribuição composta por uma base que gradualmente vai se estreitando para um topo em paulatino crescimento (típico dos países que estão em vias de se tonarem “maduros”, tais como os da Europa).

Além do envelhecimento da população a olhos vistos, podemos enfrentar mais adiante uma crise de escassez de força de trabalho, tal como atualmente vivem os países da União Européia. Especialmente pelo fato de que o estrato com maior dinamismo de crescimento -a população parda e preta, oriunda de classes econômicas mais baixas, localizada nos grandes centros urbanos – enfrenta índices alarmantes de mortalidade, cuja faceta mais visível são os nossos jovens em “situação de risco” que perambulam pelas ruas e favelas das cidades. Na maioria acachapante dos casos, os óbitos são violentos, causados por armas de fogo, confrontos com a polícia e facções rivais, alcoolismo, drogadicção, acidentes de trânsito, doenças sexualmente transmissíveis e outros comportamentos que exacerbam o risco de vida desses indivíduos. Isso sem falar na “bomba de efeito retardado” que é a crise do sistema previdenciário…

>LÍDER!!!!

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Acabo de chegar agora em casa em estado de graça, após assistir o massacre rubro-negro contra o time do Duque de Caxias (quem?), o tricolor da Baixada Fluminense do “fanfarrão” e falastrão Viola (lembram dele?)…

O placar fala por si só de como foi a partida: 5 X 1 Mengão, em pleno Maracanã, com gols de Marcinho, Léo Moura, Ibson (2 gols) e Souza. Agora, o Flamengo está – ao lado da mulambada do Liquigás – com 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca, com 9 pontos em três jogos disputados. O rubro-negro é o líder invicto do Grupo A, dois pontos à frente da playboyzada mulambenta e mauriçola do time do pó-de-arroz, que, apesar de seu ataque de “sonhos” (mais parece um ataque cardíaco!), passou o maior sufoco no sábado, apenas empatou em 2 X 2 com o Macaé (quem?), também no Maracanã.

Sei não, mas tudo leva a crer que a final da Taça Guanabara está com uma cara de Flamengo e Botafogo. Menos mal, os alvi-negros são nossos fregueses de carteirinha…

A destacar o reduzido público em cada partida, mesmo no caso dos jogos envolvendo os times grandes. Também, pudera, com o “assalto à mão armada” que está o preço dos ingressos… Depois, reclamam quando esse Escriba aponta a indigência mental dos dirigentes dos clubes…

E, para finalizar, uma nota de destaque: Os times pequenos e do “interior” até agora são uma enorme decepção. Enquanto Madureira e América caem pelas tabelas, não reeditando as participações de 2006 e 2007, apenas a Cabofriense (que perdeu hoje para o Friburguense em casa) e o Macaé parecem ameaçar um pouco o predomínio dos times grandes. No entanto, acho muito difícil dessa vez um time pequeno ter vez nesse campeonato. Vamos ver, vamos ver…