FUTEBOL S.A.

Pouco a pouco os clubes brasileiros de futebol vão descobrindo as vantagens de uma gestão profissional de negócios, bem como o uso adequado das ferramentas de marketing, com o intuito de gerar mais receita para os seus combalidos cofres – em grande parte, fruto de sucessivas gestões incompetentes, corrupção, “lavagem” de dinheiro e doses cavalares de sonegação fiscal…

No Brasil, a maior receita dos clubes ainda é proveniente do patrocínio de empresas que estapam suas marcas nas camisas dos times de futebol – ao contrário da Europa, onde o merchanding, a venda de camisas e de produtos licenciados e a bilheteria ocupam os primeiros lugares no ranking de captação de verbas.

Essa semana, dois grandes times de São Paulo se movimentaram no sentido de exibir os seus novos patrocinadores. O Palmeiras anunciou como a mais recente parceira a montadora italiana Fiat, em um contrato de três anos onde o time do Parque Antártica pode receber até R$ 21 milhões por temporada – divididos em R$ 12 milhões para os cofres do clube, R$ 7 milhões para investimentos nas categorias de base, e mais R$ 2 milhões de bônus por conquistas de títulos.

Vale lembrar que o Palmeiras é pioneiro no Brasil na profissionalização do seu departamento de futebol, tendo montado um time em parceria com a empresa de laticínios italiana Parmalat, que foi hegemônico no Brasil durante a vigência do contrato.

O contrato com o alviverde paulistano é considerado o maior do futebol brasileiro, à frente de parcerias mais longevas como as do São Paulo (patrocinador: LG, com R$ 16 milhões) e Flamengo (patrocinador: Petrobrás, com R$ 15,7 milhões).

Outro que trocou de patrocinador foi o Corinthians, que assinou contrato com a empresa de planos de saúde Medial Saúde, em um total avaliado de R$ 16,5 milhões por ano (R$ 1,5 milhão a mais do que com o seu parceiro anterior, a Samsung). Aliás, o time do Parque São Jorge é um “milagre” de marketing: foi só o time ser rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro do ano que vem, para que a venda de camisas oficiais disparasse nas lojas. Será que, depois do fiasco em campo, a Fiel resolveu se manifestar?

Fora do âmbito clubístico, o mercado de sponsoring também cresce a olhos vistos. Dada a expansão agressiva na América Latina, o banco espanhol Santander resolveu adotar uma política de fortalecimento de sua marca ao atrelá-la ao esporte mais popular da região. A partir de 2008, o principal campeonato da região se chamará Copa Santander Libertadores, e várias ações de marketing estão sendo planejadas a fim de estreitar o relacionamento do banco com seus clientes e prospects.

É o futebol saindo da alcunha de mero esporte bretão para um novo segmento de negócios: o de lazer e entretenimento.
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