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NEO-NAZIS IN ISRAEL? ARE YOU KIDDING, MAN?

Neo-nazistas atacando sinagogas e transeuntes em Israel? Primeiro de abril? Piada anti-semita? Esse Escriba está delirando? Não, meus leitores, isso está acontecendo em plena Terra Santa…

Há cerca de um mês atrás, a polícia israelense desbaratou uma quadrilha de jovens neonazistas que pichavam suásticas nos muros de sinagogas e atacavam pedestres em Tel-Aviv. Agora, o periódico inglês The Independent publicou uma densa matéria sobre o assunto (http://news.independent.co.uk/world/middle_east/article3041247.ece), lançando uma luz sobre esse complexo e espinhoso tema.

Uma semana depois da prisão do grupo, foram registrados ataques desse tipo na cidade de Petah Tivka, perto de Tel-Aviv. Além de ser algo impensável no âmbito da sociedade judaica, a existência de grupos neo-nazistas coloca no centro da discussão o tema da imigração indiscriminada para o Estado Judeu, bem como a dificuldade de assimilação e de convivência entre judeus e não-judeus em Israel.
Segundo a polícia israelenese, o grupo – que é composto em sua maioria por adolescentes e jovens adultos – é liderado por um tal de Eli Buatinov – que atende pela alcunha “Eli The Nazi” -, um dos milhares de emigrantes russos que, pela frouxidão da lei israelense de emigração, residem lá sem ter algum tipo de identifcação mais profunda com a causa judaica (vale lembrar que, pela Lei do Retorno, qualquer um que tenha um avô judeu recebe automaticamente a cidadania israelense)…
Nesse caso específico, o surgimento do fenômeno do neo-nazismo – que assola o mundo ocidental, em especial os EUA e a Europa – tem a ver diretamente com a problemática da adaptação e da assimilação desses grupos étnicos que não são absorvidos de maneira plena pela sociedade israelense – leia-se, oportunidades de emprego e de educação. Além do mais, esses grupos são compostos em sua grande maioria por jovens de 16 a 21 anos, o que por si só já os caracteriza como um “grupo de risco” – para isso, basta ver o angustiante e esclarecedor filme A Outra História Americana (American History X, de 1998).
Isso é uma prova de que, mesmo em sociedades fundadas com base em uma tragédia de proporções dantescas – no caso de Israel, o Holocausto -, elas não se encontram imunes dos males da ignorância, do racismo, da paranóia e dos delírios totalitaristas, típicos do caleidoscópio da contemporaneidade.
Isso não deixa de ser irônico, com uma pitada de non-sense de surrealismo, se não fosse tão trágico assim…
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