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E A "LARANJA MECÂNICA" NÃO ESTÁ AGUENTANDO A PRESSÃO?

No fim dessa semana que passou, uma notícia publicada nos jornais de todo o país agitou o mercado de capitais, e deixou de orelha em pé toda a mídia de negócios, que vêm apregoando nos últimos tempos a pujança e o arrojo das nossas empresas. A companhia aérea Gol – um dos cases mais interessantes de estratégia de negócios nos últimos tempos – anunciou em uma teleconferência com os seus investidores que anda estudando “fechar” o seu capital. Vale lembrar que a empresa lançou suas ações no mercado em junho de 2004, numa operação considerada na época muito bem sucedida…
A iniciativa foi levantada pelo patriarca da companhia, Nenê Constantino, mas encontra forte resistência no seio da família, especialmente por parte de seu filho Constantino Júnior, que é o presidente da companhia. Os motivos para essa decisão ainda não estão suficientemente claros, mas analistas especulam que tal movimento está expressamente ligado à crise da aviação civil brasileira – iniciada em 29 de setembro de 2006, com o acidente do vôo 1907 da Gol, e depois com a trágica explosão do Airbus A320 da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocorrido em julho desse ano.
Outro motivo é que a companhia aérea – e todas as outras do setor com ações listadas na Bolsa de Valores – vem acumulando uma forte baixa de suas ações, que se observa desde o início da crise no setor. A Gol acumula uma queda, nos últimos doze meses, de 45% no preço de suas ações. A falta de transparência no setor, o lobby das empresas perante as agências governamentais, as filas nos saguões dos aeroportos, os atrasos sistemáticos de vôos, a perda de qualidade de atendimento e as inúmeras reclamações dos passageiros também são outros fatores que tornam o cenário extremamente preocupante e problemático para as companhias aéreas.
O anúncio da possibilidade da recompra das ações motivou uma forte alta das ações, na Bolsa de São Paulo, tanto da Gol quanto da sua concorrente, a TAM.
Essa notícia não deixa de ser um tanto o quanto decepcionante, especialmente por ser uma empresa incensada pela mídia e premiada por vários veículos de comunicação como a “Empresa do Ano”. Será que elas não se acostumaram a cobrança de seus acionistas? Ou não aguentaram encobrir os inúmeros erros operacionais, que vêm maculando o setor de aviação civil em nosso país?
Será que a Gol não aguentou a pressão, como se diz na gíria?
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  1. Helena
    setembro 28, 2007 às 1:57 am

    José Mauro. Eu odeio a GOL. Como já lhe falei acho a empresa mais mesquinha que já conheci. Seu único foco é lucrar. Alegando não ter serviço de bordo não se preocupa nem um pouco com seus clientes, tampouco com os funcionários. Veja só alguns exemplos. Por quê sempre barra de cereal? Sempre os mesmos sabores de barras e de sucos? Nem uma opção há, tipo um biscoito, ou outro sabor, ou light. A limpeza dos aviões é sofrível, e o cliente ainda ajuda a catar o lixo.Quanto aos funcionários é visível o padrão de qualidade baixíssima dos uniformes, o inglês péssimo, a apresentação péssima, sempre com aparência de cansaço.

  2. José Mauro Nunes
    setembro 28, 2007 às 5:12 pm

    É verdade Helena, mas toda a mídia de negócios brasileira incensa a empresa, achando que é O modelo de empresa… Fazer o quê? Abraços, José Mauro

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