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Archive for agosto \31\UTC 2007

>SUCESSO NA REALIZAÇÃO DO I SEMINÁRIO DE INTERCÂMBIO ACADÊMICO BRASIL-LÍBANO

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Na manhã da quinta-feira passada – dia 30/08 – ocorreu a abertura do I Seminário de Intercâmbio Acadêmico Brasil-Líbano, realizado no Auditório 11 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O evento foi organizado pela Federação das Entidades Líbano-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (FELB-RJ), pela Andifes e pela Faculdade de Educação da UERJ, com o apoio do Consulado Geral do Líbano no Estado do Rio de Janeiro.

A mesa de abertura do evento contou com a presença das seguintes autoridades: Prof. Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto, Diretor do Departamento de Cooperação Internacional da UERJ, representando o Magnífico Reitor; Dr. Ali Daher, Cônsul Geral do Libano no Estado do Rio de Janeiro; Profa. Eloiza da Silva Gomes Oliveira, Diretora da Faculdade de Educação da UERJ; Sr. Georges Hage, Presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Líbano-Brasileira do Estado do Rio de Janeiro; e Dr. Rogério Hanna Bassil, Presidente da Liga Libanesa do Brasil.

A conferência matutina foi proferida pelo Prof. Dr. Boutros Labaki, da Universidade de Saint Joseph. Labaki é Economista, Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade de Paris IV, tendo sido Vice-Presidente do Conselho para o Desenvolvimento e a Reconstrução do Líbano entre 1994 a 2000. É autor do livro Bilan des Guerres du Liban : 1975 – 1990 (Paris: L’Harmattan, 1978), além de vários papers, relatórios e estudos para órgãos governamentais e agências internacionais de fomento econômico.

Sua conferência – “Economia e Desenvolvimento do Líbano” – teve início com uma breve exposição das origens do sistema educacional libanês, enfocando o ensino superior. Depois, o tema do desenvolvimento econômico do Líbano foi discutido, desde o momento de sua independência até os dias de hoje, enfatizando os efeitos nefastos das guerras civis para o crescimento econômico do país. Posteriormente, o panorama atual da economia libanesa foi minuciosamente dissecado, enfatizando nichos competitivos de mercado – tais como o sistema financeiro, as indústrias de moda e bijuteria, o turismo e a vitivinicultura no Vale do Bekaa. As complementariedades econômicas entre o Brasil e o Líbano foram abordadas na parte final da conferência, pontuando a necessidade imperativa de um aprofundamento dos laços econômicos e comerciais envolvendo os dos países.

Na parte da noite, duas conferências foram programadas. A primeira foi proferida pelo Prof. Dr. Melhelm Chaoul – Sociólogo, Doutor em Sociologia pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, e atualmente Diretor do Centro de Pesquisas do Instituto de Ciências Sociais da Université Libanaise.

Sua conferência – intitulada “Organização Política, Social e Religiosa do Líbano” – foi uma exposição didática e meticulosamente estruturada a respeito da organização atual da sociedade libanesa, com ênfase nos aspectos geográficos, demográficos, políticos e religiosos. Para o Prof. Chaoul, os elementos demarcadores da identidade social libanesa passam necessariamente pelo tripé Familía – Região – Religião, o que permite aos cientistas sociais um entendimento não apenas das raízes estruturais dos conflitos no Líbano, mas também uma compreensão mais aprofundada da subjetividade libanesa.

A última conferência do programa foi proferida pelo Prof. Roberto Khatlab – Escritor, Pesquisador do LERC (Lebanese Emigration Research Center) da Notre Dame University e Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Kathlab é autor de vários livros sobre imigração libanesa no Brasil – Lebanese Migrants in Brazil: An Annotated Bibliography (LERC/Notre Dame University, 2006), Mahjar – Saga Libanesa no Brasil (São Paulo: Mokhtarat, 2002) e Brasil – Líbano: Amizade que desafia a distância (Bauru: Edusc, 1999).

O Prof. Kathlab expôs de maneira clara os diversos fluxos migratórios da população libanesa para o Brasil, bem como as suas diferentes circunstâncias históricas. Os diferentes enclaves libaneses no Brasil também foram apresentados em sua conferência, que foi comentada pelo Dr. Nelson Mufarrej Filho (Presidente da FELB-RJ) e pela cineasta Rose Lacreta (curadora da exposição Mosaicos do Líbano, e diretora de filmes como Ida e Vida ao Inconsciente, Encarnação, Nzinga e do documentário Tirando os Véus, realizado em parceria o canal de TV a cabo GNT).

O evento foi um grande sucesso, dada a grande presença de estudantes universitários de diferentes cursos da UERJ, bem como de integrantes da comunidade libanesa no Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram os melhores possíveis, dando origem a conversações no sentido de estabelecer um intercâmbio acadêmico envolvendo a UERJ e professores de universidades libanesas…

Agradeço a todos que acreditaram na realização desse evento, assim como todos que tiveram a experiência de acompanhar um dia memorável como esse…

Desde já, convido os leitores a participar da Jornada Cultural sobre o Líbano, a ser realizada no final do mês de novembro desse ano. Para maiores informações, basta acompanhar esse blog.

Muito obrigado a todos!

Prof. José Mauro G. Nunes

SUCESSO NA REALIZAÇÃO DO I SEMINÁRIO DE INTERCÂMBIO ACADÊMICO BRASIL-LÍBANO

Na manhã da quinta-feira passada – dia 30/08 – ocorreu a abertura do I Seminário de Intercâmbio Acadêmico Brasil-Líbano, realizado no Auditório 11 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O evento foi organizado pela Federação das Entidades Líbano-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (FELB-RJ), pela Andifes e pela Faculdade de Educação da UERJ, com o apoio do Consulado Geral do Líbano no Estado do Rio de Janeiro.

A mesa de abertura do evento contou com a presença das seguintes autoridades: Prof. Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto, Diretor do Departamento de Cooperação Internacional da UERJ, representando o Magnífico Reitor; Dr. Ali Daher, Cônsul Geral do Libano no Estado do Rio de Janeiro; Profa. Eloiza da Silva Gomes Oliveira, Diretora da Faculdade de Educação da UERJ; Sr. Georges Hage, Presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Líbano-Brasileira do Estado do Rio de Janeiro; e Dr. Rogério Hanna Bassil, Presidente da Liga Libanesa do Brasil.

A conferência matutina foi proferida pelo Prof. Dr. Boutros Labaki, da Universidade de Saint Joseph. Labaki é Economista, Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade de Paris IV, tendo sido Vice-Presidente do Conselho para o Desenvolvimento e a Reconstrução do Líbano entre 1994 a 2000. É autor do livro Bilan des Guerres du Liban : 1975 – 1990 (Paris: L’Harmattan, 1978), além de vários papers, relatórios e estudos para órgãos governamentais e agências internacionais de fomento econômico.

Sua conferência – “Economia e Desenvolvimento do Líbano” – teve início com uma breve exposição das origens do sistema educacional libanês, enfocando o ensino superior. Depois, o tema do desenvolvimento econômico do Líbano foi discutido, desde o momento de sua independência até os dias de hoje, enfatizando os efeitos nefastos das guerras civis para o crescimento econômico do país. Posteriormente, o panorama atual da economia libanesa foi minuciosamente dissecado, enfatizando nichos competitivos de mercado – tais como o sistema financeiro, as indústrias de moda e bijuteria, o turismo e a vitivinicultura no Vale do Bekaa. As complementariedades econômicas entre o Brasil e o Líbano foram abordadas na parte final da conferência, pontuando a necessidade imperativa de um aprofundamento dos laços econômicos e comerciais envolvendo os dos países.

Na parte da noite, duas conferências foram programadas. A primeira foi proferida pelo Prof. Dr. Melhelm Chaoul – Sociólogo, Doutor em Sociologia pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, e atualmente Diretor do Centro de Pesquisas do Instituto de Ciências Sociais da Université Libanaise.

Sua conferência – intitulada “Organização Política, Social e Religiosa do Líbano” – foi uma exposição didática e meticulosamente estruturada a respeito da organização atual da sociedade libanesa, com ênfase nos aspectos geográficos, demográficos, políticos e religiosos. Para o Prof. Chaoul, os elementos demarcadores da identidade social libanesa passam necessariamente pelo tripé Familía – Região – Religião, o que permite aos cientistas sociais um entendimento não apenas das raízes estruturais dos conflitos no Líbano, mas também uma compreensão mais aprofundada da subjetividade libanesa.

A última conferência do programa foi proferida pelo Prof. Roberto Khatlab – Escritor, Pesquisador do LERC (Lebanese Emigration Research Center) da Notre Dame University e Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Kathlab é autor de vários livros sobre imigração libanesa no Brasil – Lebanese Migrants in Brazil: An Annotated Bibliography (LERC/Notre Dame University, 2006), Mahjar – Saga Libanesa no Brasil (São Paulo: Mokhtarat, 2002) e Brasil – Líbano: Amizade que desafia a distância (Bauru: Edusc, 1999).

O Prof. Kathlab expôs de maneira clara os diversos fluxos migratórios da população libanesa para o Brasil, bem como as suas diferentes circunstâncias históricas. Os diferentes enclaves libaneses no Brasil também foram apresentados em sua conferência, que foi comentada pelo Dr. Nelson Mufarrej Filho (Presidente da FELB-RJ) e pela cineasta Rose Lacreta (curadora da exposição Mosaicos do Líbano, e diretora de filmes como Ida e Vida ao Inconsciente, Encarnação, Nzinga e do documentário Tirando os Véus, realizado em parceria o canal de TV a cabo GNT).

O evento foi um grande sucesso, dada a grande presença de estudantes universitários de diferentes cursos da UERJ, bem como de integrantes da comunidade libanesa no Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram os melhores possíveis, dando origem a conversações no sentido de estabelecer um intercâmbio acadêmico envolvendo a UERJ e professores de universidades libanesas…

Agradeço a todos que acreditaram na realização desse evento, assim como todos que tiveram a experiência de acompanhar um dia memorável como esse…

Desde já, convido os leitores a participar da Jornada Cultural sobre o Líbano, a ser realizada no final do mês de novembro desse ano. Para maiores informações, basta acompanhar esse blog.

Muito obrigado a todos!

Prof. José Mauro G. Nunes

SUCESSO NA REALIZAÇÃO DO I SEMINÁRIO DE INTERCÂMBIO ACADÊMICO BRASIL-LÍBANO

Na manhã da quinta-feira passada – dia 30/08 – ocorreu a abertura do I Seminário de Intercâmbio Acadêmico Brasil-Líbano, realizado no Auditório 11 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O evento foi organizado pela Federação das Entidades Líbano-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (FELB-RJ), pela Andifes e pela Faculdade de Educação da UERJ, com o apoio do Consulado Geral do Líbano no Estado do Rio de Janeiro.

A mesa de abertura do evento contou com a presença das seguintes autoridades: Prof. Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto, Diretor do Departamento de Cooperação Internacional da UERJ, representando o Magnífico Reitor; Dr. Ali Daher, Cônsul Geral do Libano no Estado do Rio de Janeiro; Profa. Eloiza da Silva Gomes Oliveira, Diretora da Faculdade de Educação da UERJ; Sr. Georges Hage, Presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Líbano-Brasileira do Estado do Rio de Janeiro; e Dr. Rogério Hanna Bassil, Presidente da Liga Libanesa do Brasil.

A conferência matutina foi proferida pelo Prof. Dr. Boutros Labaki, da Universidade de Saint Joseph. Labaki é Economista, Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade de Paris IV, tendo sido Vice-Presidente do Conselho para o Desenvolvimento e a Reconstrução do Líbano entre 1994 a 2000. É autor do livro Bilan des Guerres du Liban : 1975 – 1990 (Paris: L’Harmattan, 1978), além de vários papers, relatórios e estudos para órgãos governamentais e agências internacionais de fomento econômico.

Sua conferência – “Economia e Desenvolvimento do Líbano” – teve início com uma breve exposição das origens do sistema educacional libanês, enfocando o ensino superior. Depois, o tema do desenvolvimento econômico do Líbano foi discutido, desde o momento de sua independência até os dias de hoje, enfatizando os efeitos nefastos das guerras civis para o crescimento econômico do país. Posteriormente, o panorama atual da economia libanesa foi minuciosamente dissecado, enfatizando nichos competitivos de mercado – tais como o sistema financeiro, as indústrias de moda e bijuteria, o turismo e a vitivinicultura no Vale do Bekaa. As complementariedades econômicas entre o Brasil e o Líbano foram abordadas na parte final da conferência, pontuando a necessidade imperativa de um aprofundamento dos laços econômicos e comerciais envolvendo os dos países.

Na parte da noite, duas conferências foram programadas. A primeira foi proferida pelo Prof. Dr. Melhelm Chaoul – Sociólogo, Doutor em Sociologia pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, e atualmente Diretor do Centro de Pesquisas do Instituto de Ciências Sociais da Université Libanaise.

Sua conferência – intitulada “Organização Política, Social e Religiosa do Líbano” – foi uma exposição didática e meticulosamente estruturada a respeito da organização atual da sociedade libanesa, com ênfase nos aspectos geográficos, demográficos, políticos e religiosos. Para o Prof. Chaoul, os elementos demarcadores da identidade social libanesa passam necessariamente pelo tripé Familía – Região – Religião, o que permite aos cientistas sociais um entendimento não apenas das raízes estruturais dos conflitos no Líbano, mas também uma compreensão mais aprofundada da subjetividade libanesa.

A última conferência do programa foi proferida pelo Prof. Roberto Khatlab – Escritor, Pesquisador do LERC (Lebanese Emigration Research Center) da Notre Dame University e Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Kathlab é autor de vários livros sobre imigração libanesa no Brasil – Lebanese Migrants in Brazil: An Annotated Bibliography (LERC/Notre Dame University, 2006), Mahjar – Saga Libanesa no Brasil (São Paulo: Mokhtarat, 2002) e Brasil – Líbano: Amizade que desafia a distância (Bauru: Edusc, 1999).

O Prof. Kathlab expôs de maneira clara os diversos fluxos migratórios da população libanesa para o Brasil, bem como as suas diferentes circunstâncias históricas. Os diferentes enclaves libaneses no Brasil também foram apresentados em sua conferência, que foi comentada pelo Dr. Nelson Mufarrej Filho (Presidente da FELB-RJ) e pela cineasta Rose Lacreta (curadora da exposição Mosaicos do Líbano, e diretora de filmes como Ida e Vida ao Inconsciente, Encarnação, Nzinga e do documentário Tirando os Véus, realizado em parceria o canal de TV a cabo GNT).

O evento foi um grande sucesso, dada a grande presença de estudantes universitários de diferentes cursos da UERJ, bem como de integrantes da comunidade libanesa no Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram os melhores possíveis, dando origem a conversações no sentido de estabelecer um intercâmbio acadêmico envolvendo a UERJ e professores de universidades libanesas…

Agradeço a todos que acreditaram na realização desse evento, assim como todos que tiveram a experiência de acompanhar um dia memorável como esse…

Desde já, convido os leitores a participar da Jornada Cultural sobre o Líbano, a ser realizada no final do mês de novembro desse ano. Para maiores informações, basta acompanhar esse blog.

Muito obrigado a todos!

Prof. José Mauro G. Nunes

>PARA OS SOLITÁRIOS E MISANTROPOS DE PLANTÃO…

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É incrível a capacidade de determinadas pessoas em enxergar oportunidades de negócios em cenários turbulentos e hostis… É a prova cabal de que a criatividade humana é realmente admirável…

O adjetivo personal já se tornou lugar-comum em determinadas profissões… Termos como personal trainer, personal stylist e make-up person são usuais nos ramos de fitness, cuidados com o corpo, decoração e moda… No entanto, surge um novo nicho de mercado: ” personal friend”… Do que se trata?

A Folha de S. Paulo do domingo passado trouxe um artigo interessante sobre esse tema. Trata-se de um “especialista em amizade profissional”, isto é, alguém que você paga para bater-papo, desabafar sobre as agruras da vida, sobre a insensatez do mundo, a fim de aplacar a angústia e a solidão nossa de cada-a-dia…O atendimento é feito exclusivamente em locais públicos, tais como em shopping-centers, nos calçadões das praias, em bares, cafés ou restaurantes…

Os entrevistados garantem que tal serviço – que custa em média de R$ 50 a R$ 300 por “sessão” – não tem qualquer cunho sexual, ou até mesmo de estabelecer relações amorosas. Nem prostituição, nem agência de encontros… Trata-se, apenas, da prestação de um serviço em seu sentido clássico: a disponibilização de um “ouvido” amigo… Também os “personal friends” não têm a pretensão de serem psicólogos, posto não possuírem uma preparação específica para isso…

Alguns, inclusive, atendem grandes grupos de pessoas – são chamados de “personal friends corporativos”! Algumas empresas, e até mesmo o time de futebol do Volta Redonda, utilizam regularmente esse tipo insuitado de serviço…

Para os solitários e misantropos de plantão, isso pode até soar atraente… Mas o problema é que essas pessoas não possuem uma preparação especializada no atendimento de casos mais graves, tais como depressões, crises de angústia, fobias, transtornos do pânico, neuroses obsessivas, dependências químicas, compulsões e outras patologias mentais de maior monta. Sem esse conhecimento, uma intervenção inadequada pode até mesmo levar ao agravamento desses quadros. A leitura dos romances “psis” do escritor e psicoterapeuta Irvin D. Yalom – autor de best-sellers como Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer e Mentiras no Divã – ilustra bem o que eu quero dizer com “intervenções desastradas”…

Como diria minha querida avó: cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém!

De qualquer maneira, não poderia deixar essa matéria passar em brancas nuvens…

Realmente, a criatividade e o dom de inovar do ser humano não têm limites!

PARA OS SOLITÁRIOS E MISANTROPOS DE PLANTÃO…

É incrível a capacidade de determinadas pessoas em enxergar oportunidades de negócios em cenários turbulentos e hostis… É a prova cabal de que a criatividade humana é realmente admirável…

O adjetivo personal já se tornou lugar-comum em determinadas profissões… Termos como personal trainer, personal stylist e make-up person são usuais nos ramos de fitness, cuidados com o corpo, decoração e moda… No entanto, surge um novo nicho de mercado: ” personal friend”… Do que se trata?

A Folha de S. Paulo do domingo passado trouxe um artigo interessante sobre esse tema. Trata-se de um “especialista em amizade profissional”, isto é, alguém que você paga para bater-papo, desabafar sobre as agruras da vida, sobre a insensatez do mundo, a fim de aplacar a angústia e a solidão nossa de cada-a-dia…O atendimento é feito exclusivamente em locais públicos, tais como em shopping-centers, nos calçadões das praias, em bares, cafés ou restaurantes…

Os entrevistados garantem que tal serviço – que custa em média de R$ 50 a R$ 300 por “sessão” – não tem qualquer cunho sexual, ou até mesmo de estabelecer relações amorosas. Nem prostituição, nem agência de encontros… Trata-se, apenas, da prestação de um serviço em seu sentido clássico: a disponibilização de um “ouvido” amigo… Também os “personal friends” não têm a pretensão de serem psicólogos, posto não possuírem uma preparação específica para isso…

Alguns, inclusive, atendem grandes grupos de pessoas – são chamados de “personal friends corporativos”! Algumas empresas, e até mesmo o time de futebol do Volta Redonda, utilizam regularmente esse tipo insuitado de serviço…

Para os solitários e misantropos de plantão, isso pode até soar atraente… Mas o problema é que essas pessoas não possuem uma preparação especializada no atendimento de casos mais graves, tais como depressões, crises de angústia, fobias, transtornos do pânico, neuroses obsessivas, dependências químicas, compulsões e outras patologias mentais de maior monta. Sem esse conhecimento, uma intervenção inadequada pode até mesmo levar ao agravamento desses quadros. A leitura dos romances “psis” do escritor e psicoterapeuta Irvin D. Yalom – autor de best-sellers como Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer e Mentiras no Divã – ilustra bem o que eu quero dizer com “intervenções desastradas”…

Como diria minha querida avó: cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém!

De qualquer maneira, não poderia deixar essa matéria passar em brancas nuvens…

Realmente, a criatividade e o dom de inovar do ser humano não têm limites!

PARA OS SOLITÁRIOS E MISANTROPOS DE PLANTÃO…

É incrível a capacidade de determinadas pessoas em enxergar oportunidades de negócios em cenários turbulentos e hostis… É a prova cabal de que a criatividade humana é realmente admirável…

O adjetivo personal já se tornou lugar-comum em determinadas profissões… Termos como personal trainer, personal stylist e make-up person são usuais nos ramos de fitness, cuidados com o corpo, decoração e moda… No entanto, surge um novo nicho de mercado: ” personal friend”… Do que se trata?

A Folha de S. Paulo do domingo passado trouxe um artigo interessante sobre esse tema. Trata-se de um “especialista em amizade profissional”, isto é, alguém que você paga para bater-papo, desabafar sobre as agruras da vida, sobre a insensatez do mundo, a fim de aplacar a angústia e a solidão nossa de cada-a-dia…O atendimento é feito exclusivamente em locais públicos, tais como em shopping-centers, nos calçadões das praias, em bares, cafés ou restaurantes…

Os entrevistados garantem que tal serviço – que custa em média de R$ 50 a R$ 300 por “sessão” – não tem qualquer cunho sexual, ou até mesmo de estabelecer relações amorosas. Nem prostituição, nem agência de encontros… Trata-se, apenas, da prestação de um serviço em seu sentido clássico: a disponibilização de um “ouvido” amigo… Também os “personal friends” não têm a pretensão de serem psicólogos, posto não possuírem uma preparação específica para isso…

Alguns, inclusive, atendem grandes grupos de pessoas – são chamados de “personal friends corporativos”! Algumas empresas, e até mesmo o time de futebol do Volta Redonda, utilizam regularmente esse tipo insuitado de serviço…

Para os solitários e misantropos de plantão, isso pode até soar atraente… Mas o problema é que essas pessoas não possuem uma preparação especializada no atendimento de casos mais graves, tais como depressões, crises de angústia, fobias, transtornos do pânico, neuroses obsessivas, dependências químicas, compulsões e outras patologias mentais de maior monta. Sem esse conhecimento, uma intervenção inadequada pode até mesmo levar ao agravamento desses quadros. A leitura dos romances “psis” do escritor e psicoterapeuta Irvin D. Yalom – autor de best-sellers como Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer e Mentiras no Divã – ilustra bem o que eu quero dizer com “intervenções desastradas”…

Como diria minha querida avó: cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém!

De qualquer maneira, não poderia deixar essa matéria passar em brancas nuvens…

Realmente, a criatividade e o dom de inovar do ser humano não têm limites!

>CONGRATULAÇÕES AOS PSICÓLOGOS

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Inicio a escrita dessa semana com uma menção à data comemorativa do Dia do Psicólogo, que ocorre hoje dia 27/08. Apesar dos pesares, temos muito a comemorar na data de hoje, dada a necessidade do nosso País em ter profissionais capacitados e gabaritados para atuar na área de saúde mental – que é o nosso campo de atuação profissional.

Apesar da impunidade que campeia em nosso país, das vicissitudes lastimáveis que ocorrem em nossos locais de trabalho, da degradação das relações interpessoais face ao imperativo econômico e de comportamentos até mesmo anti-éticos que presenciamos na grande maioria das vezes, é preciso que estejamos fortes e unidos para impedir que essas coisas continuem acontecendo…

Façamos nesse dia uma profunda reflexão acerca do momento atual da profissão em nosso país, para que prospectemos um futuro mais feliz e construtivo. O país precisa de vocês, meus estimados colegas, que labutam de maneira tão honrada em seus consultórios, escolas, empresas, hospitais, laboratórios de pesquisa, salas de aula e outros locais de inserção profissional…

Façamos também desse dia não apenas um muro de lamentações, mas sim o local de pensar a esperança de um futuro melhor. Hoje, comemorem a data com os seus amigos e familiares, pois são eles que representam o melhor do que há na vida!

Não esmoreçam, pois dias melhores virão, com certeza…

Um abraço afetuoso do amigo,
José Mauro Nunes