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CABERNET SAUVIGNON: A UVA CAMPEÃ

Ufa, semaninha difícil essa, não acham?!?! Também, com tantas notícias ruins que deprimem o nosso coração, vale a pena falar algumas amenidades… Especialmente quando essas aguçam o nosso paladar e aquecem o nosso espírito, como é o caso dos vinhos…
O assunto de hoje é a uva Cabernet Sauvignon, a casta vinífera mais plantada no mundo inteiro, e também no Brasil. Segundo os especialistas, as safras de 2004 e 2005 são os melhores anos de referência para o consumidor. Mesmo assim, essas uvas maturam melhor em ambientes menos chuvosos, coisa que não acontece com frequência na Serra Gaúcha – nossa principal região vinífera.
De acordo com dados de 2006 da Uvibra, as uvas viníferas plantadas no Brasil estão assim distribuídas: 1) Cabernet Sauvignon (34.242.635 quilos); 2) Merlot (12.063.009 quilos, uva mais redonda e elegante, mais favorável ao terroir brasileiro); 3) Cabernet Franc (que vem diminuindo a sua área plantada a cada ano); 4) Tannat (3.285.083, uva típica do Uruguai, que dá vinhos muito rústicos e tânicos); 5) Pinot Noir (3.055.931, típica da região da Borgonha, muito usada na elaboração de espumantes); Alicante Bouschet (1.161.465, casta francesa, muito usada em Portugal, na região do Alentejo); Pinotage (996.781, cepa típica dos vinhos da África do Sul); Egiodola (899.584, uma uva italiana pouco conhecida); Ancelota (872.741, também de origem italiana); e Ruby Cabernet (654.931 quilos, uma cepa norte-americana).
A uva Cabernet Sauvignon dá vinhos fortes, bastante tânicos e extremamente complexos, dependendo da forma como são vinificados. No Brasil, há controvérsias se o nosso terroir favorece os vinhos dessa uva, e esse Escriba particularmente não é muito fã dos vinhos que aqui são produzidos com essa casta – salvo algumas exceções, como as séries especiais tanto da Miolo (Quinta do Seival, por exemplo), quanto da Salton (linha Volpi).
Eu, particularmente, prefiro os Merlots e os Pinot Noir, além dos espumantes e dos vinhos brancos, por combinar mais com o nosso clima. Também apostaria nos vinhos rosés, e acho que temos ainda muito que evoluir nos próximos anos…

Então, façam as suas escolhas! Afinal, esse blog também é de utilidade pública! Curtam o friozinho à noite no Rio de Janeiro, e aproveitem porque o vinho é uma bebida que aproxima as pessoas…

Santé!

Fonte: Saul Galvão, Coluna Tintos & Brancos, O Estado de S. Paulo, 19 de julho de 2007, p. P8.
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