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ACIDENTE DA TAM EM CONGONHAS

Acompanhei com os meus amigos, consternado e chocado, as notícias relativas ao acidente com o Airbus A320 da TAM – vôo JJ 3024, proveniente de Porto Alegre – ocorrido no início da noite de segunda-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo… Para quem usa muito o transporte aéreo, como é o caso desse Escriba, fica sempre aquela sensação de que isso poderia ter acontecido comigo… Fica aqui registrada as minhas condolências e a minha solidariedade aos familiares das vítimas desse vôo, desejando-lhes força e fé para superarem esse trauma…

Nesse momento – como diria o general prussiano Clausewitz, sob a névoa da guerra – muitas hipóteses irão ser formuladas acerca das prováveis causas que propiciaram esse trágico evento. O fato é que, desde a tragédia do vôo 1907 da Gol ocorrida em setembro do ano passado, voar no Brasil se tornou uma experiência extenuante e de alto risco para todos os envolvidos – passageiros, pessoal de terra, pilotos e tripulantes… Para que necessita deste tipo de transporte pela natureza do seu próprio trabalho, tornou-se lugar comum lidar com atrasos, extravio de bagagens, filas enormes dos balcões de atendimento das companhias, falta de informação, etc, etc, etc.
O mais curioso é que os dois principais envolvidos com esse problema – o Governo Federal e as Companhias Aéreas – parecem não estar dando a mínima para o fato! O governo vem apresentando, desde o início dessa crise, uma postura tíbia, adicionada à falta de tirocínio demostrada por todos os gestores do processo: o Ministro da Defesa (companheiro político do Lula!), Comandante da Aeronáutica, Presidente da Infraero, Diretor da Anac (peixe do Lula!)…
E o Grão-mestre da Desordem, o Presidente Lula continua com a sua fanfarronice de sempre: um gargantear profundo e inócuo, típico de quem fala sem escutar – hábito esse adquirido com anos de claque ao seu redor e de horas sem fim nos botequins -, crente da aopinião de que o Brasil começou com ele!
Lula, meu filho, desça do pedestal! Olha o salto alto! Ouça as vaias do Maracanã, e admita que você é um péssimo gerente! Em uma empresa do setor privado, você teria sido sumariamente demitido na primeira crise! Deixe a claque ignara de puxa-sacos e escroques que gravita ao seu redor, como peixes-piloto parasitários, e admita que você montou uma equipe de governo que é uma verdadeira sinecura!
Por outro lado, as companhias aéreas estão enchendo as burras de dinheiro com essa situação – basta olhar os balanços anuais da TAM e da Gol. O duopólio privado do espaço aéreo brasileiro tem gerado prejuízos incalculáveis para o consumidor, sob as mais variadas formas: preços elevados, horários não cumpridos, vôos cancelados sem aviso prévio aos passageiros, descumprimento claro das cláusulas contratuais de transporte aéreo… Resultado: um sem-número de bazófias com clientes perdidos e vilipendiados em seus direitos, seja nos balcões de check-ins, pontes de embarque ou até mesmo dentro das próprias aeronaves!
Ambas as companhias insistem em concentrar os seus vôos em Congonhas – um aeroporto central, porém ultra-congestionado! Como as aeronaves são cada vez maiores e decolam cada vez mais pesadas – lotadas de passageiros, bagagens e cargas – as operações se tornam cada vez mais inseguras, dado o tamanho reduzido da pista e a falta de atrito no asfalto para pousos e decolagens… Quando chove, então, a pista vira um sabão! Quem viaja muito conta histórias próprias de arremetidas dos pilotos em tais condições como as de hoje, e tudo leva a crer que nesse caso o piloto do avião da TAM tentou uma arremetida de última hora após constatar que não daria para pousar… Deu no que deu…
Desculpem o trocadilho infame, mas esse acidente era a crônica de uma morte anunciada… Há pouco tempo atrás, uma juíza de São Paulo interrompeu os pousos e decolagens de Boeings e Airbus em Congonhas, dado o espaço reduzido de escape em situações críticas de pouso. A juíza foi quase acusada de crime de lesa-pátria, teve a iminar cassada, e o tema saiu das manchetes dos jornais…
O pior é que na terça-feira mesmo, na hora do almoço, um avião ATR da Pantanal também derrapou na pista de Congonhas no momento do pouso. O avião vinha de Araçatuba, no interior de São Paulo, tocou o solo e entrou pelo canteiro que separa as duas pistas, interrompendo as operações até a hora do acidente com o vôo da TAM… Só não aconteceu o pior por se tratar de um avião turboélice e muito menor… Já o da TAM era um Airbus A320, bi-jato, com cerca de 170 passageiros a bordo…
Vamos esperar os próximos movimentos e a investigação das causas do acidente. Até quando vamos esperar essas tragédias acontecerem? Vamos ficar de braços cruzados? Teremos de chorar cada vez mais pelos nossos mortos em aeroportos e aviões pelo Brasil?
Basta!!! Ou mudamos as coisas, ou mandamos todos eles para os quintos dos infernos: políticos, ministros, donos de companhias, brigadeiros, diretores de agências estatais, Presidente…
Sugestão: vamos botar o Aerolula para pousar em Congonhas em uma dia de muita chuva? Vamos convidar os presidentes e familiares da TAM e da Gol para estarem juntos?
Confesso que estou de saco cheio de tudo isso! O Brasil está começando a me gerar um profundo enfado e um tremendo desgosto… Logo eu, que gosto tanto desse país!
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