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Archive for julho \30\UTC 2007

>ADEUS BERGMAN…

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Segunda-feira gélida, cinzenta, um dia atípico de inverno na cidade do Rio de Janeiro… Logo de manhã, escutando a CBN no carro ao me dirigir ao trabalho, ouço a notícia do falecimento de um dos meus maiores ídolos cinematográficos: o diretor sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos, em sua casa na ilha de Faaro.

Bergman é um dos expoentes do chamado cinema de arte, característico dos anos 1960, tão cultuado e singular, e cuja obra não vemos mais nos dias de hoje…
Seus filmes marcaram toda uma geração de cinéfilos absolutamente identificada com temas que atormentam a existência humana, tais como a incomunicabilidade entre as pessoas (Saraband), a angústia perante o envelhecimento (Morangos Silvestres), a finitude (O Sétimo Selo), a loucura, a solidão (O Silêncio), o desamparo e a falta de sentido da vida (Sonata de Outono). Além do mais, para quem é psicólogo e estudou psicanálise como esse Escriba, seus filmes são uma referência inesquecível. Filmes como Persona, Gritos e Sussuros, Cenas de um Casamento, Fanny & Alexandre, Face a Face são clássicos da área. Sua abordagem sobre a loucura e a complexidade psicológica de suas personagens, perdidas em surtos e conversões histéricas, são memoráveis…
Cineasta das complexidades da alma, das longas pausas e também da loquacidade, da opressão mental e da melancolia, Bergman marcou profundamente uma geração de pessoas preocupadas com questões metafísicas, situadas para além das preocupações financeiras e de status. Cada filme novo dele era esperado com alegria pelos cinéfilos, e me lembro de muitas vezes eu matar aulas na faculdade só para assistir as suas películas na Estação Botafogo – point cult de cinema de arte nos anos 1990.
Sou imensamente agradecido pelos insights que obtive ao assistir os seus filmes, bem como os momentos memoráveis de entretenimento sério e reflexivo, que foram fundamentais em minha formação intelectual. Não me saem da memória cenas genais como as do Cavaleiro Antonius jogando xadrez com a Morte em O Sétimo Selo, as recordações de um tempo já ido de Morangos Silvestres, os surtos histéricos em Gritos & Sussurros, as inovações estéticas em Persona e os diálogos absolutamente severos e cruéis de Saraband
Pena que agora não haverá mais nada novo para ver e se deliciar. Não importa, já faz algum tempo que estou montando a minha coleção de filmes favoritos, e toda a cinegrafia de Bergman é um dos meus sonhos de consumo.
Como todo artista profundamente autoral, Bergman influenciou grande parte de seus contemporâneos. Woody Allen é um dos mais claramente identificáveis, tendo inclusive feito um trilogia – Interiores, Setembro e A Outra – inspirada na obra do diretor sueco. Allen fez na comédia algo semelhante ao que Bergman fez no âmbito do drama. Mas, como todo gênio, sua obra é única, e só nos resta agora acompanhar detalhadamente os seus filmes em DVD ou nas retrospectivas nos cinemas.
Aos poucos, os meus heróis vão se extingindo. Ainda sou jovem, vocês podem retrucar, mas nunca me senti tão velho… Aliás, eu já vi tanta coisa…
Obrigado Bergman, pela beleza e pelo pouco de conforto que os seus filmes me proporcionaram face a insensatez da vida…
Categorias:Arte, Cinema, Ingmar Bergman

ADEUS BERGMAN…

Segunda-feira gélida, cinzenta, um dia atípico de inverno na cidade do Rio de Janeiro… Logo de manhã, escutando a CBN no carro ao me dirigir ao trabalho, ouço a notícia do falecimento de um dos meus maiores ídolos cinematográficos: o diretor sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos, em sua casa na ilha de Faaro.

Bergman é um dos expoentes do chamado cinema de arte, característico dos anos 1960, tão cultuado e singular, e cuja obra não vemos mais nos dias de hoje…
Seus filmes marcaram toda uma geração de cinéfilos absolutamente identificada com temas que atormentam a existência humana, tais como a incomunicabilidade entre as pessoas (Saraband), a angústia perante o envelhecimento (Morangos Silvestres), a finitude (O Sétimo Selo), a loucura, a solidão (O Silêncio), o desamparo e a falta de sentido da vida (Sonata de Outono). Além do mais, para quem é psicólogo e estudou psicanálise como esse Escriba, seus filmes são uma referência inesquecível. Filmes como Persona, Gritos e Sussuros, Cenas de um Casamento, Fanny & Alexandre, Face a Face são clássicos da área. Sua abordagem sobre a loucura e a complexidade psicológica de suas personagens, perdidas em surtos e conversões histéricas, são memoráveis…
Cineasta das complexidades da alma, das longas pausas e também da loquacidade, da opressão mental e da melancolia, Bergman marcou profundamente uma geração de pessoas preocupadas com questões metafísicas, situadas para além das preocupações financeiras e de status. Cada filme novo dele era esperado com alegria pelos cinéfilos, e me lembro de muitas vezes eu matar aulas na faculdade só para assistir as suas películas na Estação Botafogo – point cult de cinema de arte nos anos 1990.
Sou imensamente agradecido pelos insights que obtive ao assistir os seus filmes, bem como os momentos memoráveis de entretenimento sério e reflexivo, que foram fundamentais em minha formação intelectual. Não me saem da memória cenas genais como as do Cavaleiro Antonius jogando xadrez com a Morte em O Sétimo Selo, as recordações de um tempo já ido de Morangos Silvestres, os surtos histéricos em Gritos & Sussurros, as inovações estéticas em Persona e os diálogos absolutamente severos e cruéis de Saraband
Pena que agora não haverá mais nada novo para ver e se deliciar. Não importa, já faz algum tempo que estou montando a minha coleção de filmes favoritos, e toda a cinegrafia de Bergman é um dos meus sonhos de consumo.
Como todo artista profundamente autoral, Bergman influenciou grande parte de seus contemporâneos. Woody Allen é um dos mais claramente identificáveis, tendo inclusive feito um trilogia – Interiores, Setembro e A Outra – inspirada na obra do diretor sueco. Allen fez na comédia algo semelhante ao que Bergman fez no âmbito do drama. Mas, como todo gênio, sua obra é única, e só nos resta agora acompanhar detalhadamente os seus filmes em DVD ou nas retrospectivas nos cinemas.
Aos poucos, os meus heróis vão se extingindo. Ainda sou jovem, vocês podem retrucar, mas nunca me senti tão velho… Aliás, eu já vi tanta coisa…
Obrigado Bergman, pela beleza e pelo pouco de conforto que os seus filmes me proporcionaram face a insensatez da vida…
Categorias:Arte, Cinema, Ingmar Bergman

ADEUS BERGMAN…

Segunda-feira gélida, cinzenta, um dia atípico de inverno na cidade do Rio de Janeiro… Logo de manhã, escutando a CBN no carro ao me dirigir ao trabalho, ouço a notícia do falecimento de um dos meus maiores ídolos cinematográficos: o diretor sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos, em sua casa na ilha de Faaro.

Bergman é um dos expoentes do chamado cinema de arte, característico dos anos 1960, tão cultuado e singular, e cuja obra não vemos mais nos dias de hoje…
Seus filmes marcaram toda uma geração de cinéfilos absolutamente identificada com temas que atormentam a existência humana, tais como a incomunicabilidade entre as pessoas (Saraband), a angústia perante o envelhecimento (Morangos Silvestres), a finitude (O Sétimo Selo), a loucura, a solidão (O Silêncio), o desamparo e a falta de sentido da vida (Sonata de Outono). Além do mais, para quem é psicólogo e estudou psicanálise como esse Escriba, seus filmes são uma referência inesquecível. Filmes como Persona, Gritos e Sussuros, Cenas de um Casamento, Fanny & Alexandre, Face a Face são clássicos da área. Sua abordagem sobre a loucura e a complexidade psicológica de suas personagens, perdidas em surtos e conversões histéricas, são memoráveis…
Cineasta das complexidades da alma, das longas pausas e também da loquacidade, da opressão mental e da melancolia, Bergman marcou profundamente uma geração de pessoas preocupadas com questões metafísicas, situadas para além das preocupações financeiras e de status. Cada filme novo dele era esperado com alegria pelos cinéfilos, e me lembro de muitas vezes eu matar aulas na faculdade só para assistir as suas películas na Estação Botafogo – point cult de cinema de arte nos anos 1990.
Sou imensamente agradecido pelos insights que obtive ao assistir os seus filmes, bem como os momentos memoráveis de entretenimento sério e reflexivo, que foram fundamentais em minha formação intelectual. Não me saem da memória cenas genais como as do Cavaleiro Antonius jogando xadrez com a Morte em O Sétimo Selo, as recordações de um tempo já ido de Morangos Silvestres, os surtos histéricos em Gritos & Sussurros, as inovações estéticas em Persona e os diálogos absolutamente severos e cruéis de Saraband
Pena que agora não haverá mais nada novo para ver e se deliciar. Não importa, já faz algum tempo que estou montando a minha coleção de filmes favoritos, e toda a cinegrafia de Bergman é um dos meus sonhos de consumo.
Como todo artista profundamente autoral, Bergman influenciou grande parte de seus contemporâneos. Woody Allen é um dos mais claramente identificáveis, tendo inclusive feito um trilogia – Interiores, Setembro e A Outra – inspirada na obra do diretor sueco. Allen fez na comédia algo semelhante ao que Bergman fez no âmbito do drama. Mas, como todo gênio, sua obra é única, e só nos resta agora acompanhar detalhadamente os seus filmes em DVD ou nas retrospectivas nos cinemas.
Aos poucos, os meus heróis vão se extingindo. Ainda sou jovem, vocês podem retrucar, mas nunca me senti tão velho… Aliás, eu já vi tanta coisa…
Obrigado Bergman, pela beleza e pelo pouco de conforto que os seus filmes me proporcionaram face a insensatez da vida…
Categorias:Arte, Cinema, Ingmar Bergman

>ALELUIA, ALELUIA!!!

>

Esse Escriba não merece tanta emoção! Após empatar o jogo contra a mulambada do Corinthians em 2 X 2 – após estar perdendo por 2 X 0 -, eis que algum dirigente de bom senso resolveu mandar embora o Ney Franco…
O Ney Franco é aquele técnico que cismou que o Flamengo é a sucursal do Ipatinga… Daí, a torcida ter de ir ao Maracanã nos últimos tempos e aturar jogadores horríveis como Paulinho, Jaílton, Leandro Salino, Léo Medeiros, Adaílton, Gérson Magrão, Walter Minhoca, e outros menos votados…
Sinceramente, espero que a diretoria contrate um técnico à altura das tradições vitoriosas rubro-negras, e leve o time a sair do sufoco que esse infeliz treinador de 3a. Divisão resolveu colocar o Mais Querido do Universo
Estou tão feliz que até irei comprar a camisa nova, que lembra em muito a camisa vitoriosa dos anos 1980! Vocês a viram nas fotos? Para quem não a viu, algumas imagens para dar água na boca…
É ou não é o Manto Sagrado?
Agora, dedetizemos esse ranço de Ipatinga no ar, e vamos que vamos para embalar de vez no Brasileirão 2007!
A partir da semana que vem, esse Escriba voltará ao Maraca para prestigiar os jogos do Mengão!
Aguardem novidades…

ALELUIA, ALELUIA!!!

Esse Escriba não merece tanta emoção! Após empatar o jogo contra a mulambada do Corinthians em 2 X 2 – após estar perdendo por 2 X 0 -, eis que algum dirigente de bom senso resolveu mandar embora o Ney Franco…
O Ney Franco é aquele técnico que cismou que o Flamengo é a sucursal do Ipatinga… Daí, a torcida ter de ir ao Maracanã nos últimos tempos e aturar jogadores horríveis como Paulinho, Jaílton, Leandro Salino, Léo Medeiros, Adaílton, Gérson Magrão, Walter Minhoca, e outros menos votados…
Sinceramente, espero que a diretoria contrate um técnico à altura das tradições vitoriosas rubro-negras, e leve o time a sair do sufoco que esse infeliz treinador de 3a. Divisão resolveu colocar o Mais Querido do Universo
Estou tão feliz que até irei comprar a camisa nova, que lembra em muito a camisa vitoriosa dos anos 1980! Vocês a viram nas fotos? Para quem não a viu, algumas imagens para dar água na boca…
É ou não é o Manto Sagrado?
Agora, dedetizemos esse ranço de Ipatinga no ar, e vamos que vamos para embalar de vez no Brasileirão 2007!
A partir da semana que vem, esse Escriba voltará ao Maraca para prestigiar os jogos do Mengão!
Aguardem novidades…

ALELUIA, ALELUIA!!!

Esse Escriba não merece tanta emoção! Após empatar o jogo contra a mulambada do Corinthians em 2 X 2 – após estar perdendo por 2 X 0 -, eis que algum dirigente de bom senso resolveu mandar embora o Ney Franco…
O Ney Franco é aquele técnico que cismou que o Flamengo é a sucursal do Ipatinga… Daí, a torcida ter de ir ao Maracanã nos últimos tempos e aturar jogadores horríveis como Paulinho, Jaílton, Leandro Salino, Léo Medeiros, Adaílton, Gérson Magrão, Walter Minhoca, e outros menos votados…
Sinceramente, espero que a diretoria contrate um técnico à altura das tradições vitoriosas rubro-negras, e leve o time a sair do sufoco que esse infeliz treinador de 3a. Divisão resolveu colocar o Mais Querido do Universo
Estou tão feliz que até irei comprar a camisa nova, que lembra em muito a camisa vitoriosa dos anos 1980! Vocês a viram nas fotos? Para quem não a viu, algumas imagens para dar água na boca…
É ou não é o Manto Sagrado?
Agora, dedetizemos esse ranço de Ipatinga no ar, e vamos que vamos para embalar de vez no Brasileirão 2007!
A partir da semana que vem, esse Escriba voltará ao Maraca para prestigiar os jogos do Mengão!
Aguardem novidades…

>E ACABOU-SE O QUE ERA DOCE…

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É isso aí meus amigos… Fim dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, em uma cerimônia meio morna no Maracanã – aliás, qual despedida não tem um certo tom de melancolia?

O Brasil teve a maior participação de todos os tempos nos Jogos: foram 54 medalhas de ouro, 40 de prata e 67 de bronze, totalizando 161 medalhas, finalizando na terceira colocação geral – atrás de Cuba, mas na frente do Canadá…

Algumas participações foram empolgantes: as medalhas do Tiago Pereira na Natação, o ouro do Futebol feminino de Marta & Cia, o ouro e a prata do Basquetebol masculino e feminino, o ouro do Handebol masculino e feminino e do Futsal, o ouro do Flávio Saretta hoje no Tênis… Outras foram as esperadas: o ouro do Vôlei masculino, a chuva de medalhas do Iatismo, o Jardel Gregório, a Maureen Maggi, as Ginásticas Olímpica e Artística… Agora, algumas decepções foram de doer: a prata no Vôlei feminino (de novo esse time tremeu!), a desclassificação do Futebol masculino (uma vergonha!), a Daiane dos Santos… Enfim, como em toda competição de alto nível, tivemos os nossos altos e baixos…

Agora, fica a expectativa para os Jogos Olímpicos de Pequim no ano que vem, e que o Brasil possa continuar esse trabalho de fortalecimento do esporte. Como foi provado no Pan, com a participação da torcida nas arquibancadas dos Estádios, Arenas e Equipamentos Esportivos, o esporte no Brasil é um forte elemento de união nacional e de cidadania! Aliás, ultimamente só temos tido alegrias no esporte, pois na política estamos vivendo um estado de calamidade nacional… Ainda bem que esses caras deram um tempo nos Jogos Pan-Americanos e ficaram bem low-profile

Agora, vida que segue, e amanhã temos de ter energia e disposição para encararmos o nosso caótico cotidiano! É engarrafamento logo cedo, balas perdidas, roubalheira em todas as esferas governamentais, descaso e apadrinhamento dos seus apaniguados (não é Lula?!?!), desemprego, torniquete fiscal… É muito sofrimento junto, não é mole não!!!

Enquanto os imbecis se regojizam e contam piadas nos convescotes palacianos – rindo da graça de si e da desgraça alheia – nós, honrados cidadãos e trabalhadores que tentam colocar esse país para a frente, temos até o final do ano uma temporada de horror! Para quem depende de transporte público, rodoviário, aéreo, saúde, educação, segurança pública, emprego e renda, só nos resta fazer a nossa parte e clamar para que esses pulhas e lesa-pátrias que infestam o nosso país possam ter o mínimo de decência e fazer alguma coisa pelo nosso Brasil…

Ainda por cima, temos de aturar esses maus-caráteres dizendo: “não liga não, quem pega avião é rico”…

Que nós tenhamos força para encarar os desafios daqui para a frente! E que Deus nos ajude e abrevie a vida desses parasitas, pois ninguém os aguenta mais!

Bom restante de ano a todos!