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ENQUANTO ISSO, NO MUNDO DA BAIXA RENDA…

Interessante a entrevista concedida pelo Diretor-Executivo das Casas Bahia, Michel Klein, ao jornal carioca O Dia do último domingo (24/06)…
Campeã brasileira de venda de eletroeletrônicos, case mundial de consumo na Base da Pirâmide, a rede está planejando seus novos passos. E esses incluem oferecer novas formas de crédito aos seus consumidores, além do tão simples, badalado e eficaz carnê de pagamentos. Como a própria entrevista aborda, tal fato pode ser visto pela evolução do bordão da varejista: Do “Quer pagar quanto?”, passou para o “Quer pagar quando?”, e agora se posiciona em direção ao “Quer pagar como?”
A aposta da empresa é a ampliação das compras via cartões de crédito, a partir da parceria com o Bradesco e a Visa, que teve início em 2004. Segundo Klein, são emitidos 10 mil cartões de crédito por dia em suas lojas, e a meta inicial é atingir 4 milhões de consumidores!!!! Vale lembrar que 95% dos clientes da rede não possuem cartão de crédito, e o objetivo claro é de não apenas incluí-los no sistema financeiro como também o de ampliar o poder de compra dos consumidores, especialmente os de baixa renda, atualmente excluídos do sistema bancário oficial.
Segundo Klein, uma forma de pagamento não exclui a outra: a idéia é que as pessoas comprem tanto no carnê quanto no cartão de crédito. Quando o limite de um for totalmente usado, o outro ainda continua disponível. Simples, não? Agora, imagine essa oferta de crédito todo voltada para esse público ávido por consumo… Vocês têm alguma idéia de como pode acabar isso?
Noves fora, é de uma grande criatividade a solução buscada pela Casas Bahia. 17,5 milhões de clientes da empresa – cerca de 2/3 de seus consumidores – não possuem comprovante de renda. É o histórico de pagamentos dos carnês que acaba servindo como comprovação de rendimentos, e agora também como comprovação para a validação das propostas de cartões de crédito. Isso é possível graças ao banco de dados que a empresa possui, invejadíssimo no mercado brasileiro…
Para os bancos, é um ótimo negócio. Além de incluir as pessoas em sua base de negócio, ao ampliar exponencialmente o volume circulante de “dinheiro de plástico”, esses podem ofertar produtos financeiros costumizados para esses consumidores.
Isso é que podemos chamar de um caso de sinergia entre negócios aparetemente diferentes… Agora, gostaria de saber se ainda vai sobrar bolso do consumidor para tanta oferta de crédito…
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  1. Pollyanna
    junho 26, 2007 às 10:53 pm

    Gostei muito do seu blog, os temas abordados.Pode contar com a minha participação.

  2. José Mauro Nunes
    junho 27, 2007 às 1:46 am

    Olá Pollyanna, tudo bem?
    Obrigado pelo retorno. Conto com sua participação. Abraços.

  3. Joyce
    junho 27, 2007 às 2:25 am

    Olá Zé Mauro! Blog aprovado. Obrigado por seus ensinamentos caro escriba. Abs.

  4. Elisa
    junho 28, 2007 às 2:59 pm

    Oi mestre, adorei seu blog informativo e divertido.
    Parabéns !!!
    Abs.

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