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BRASILEIRO MUDA O SEU PADRÃO DE CONSUMO

É inegável a melhoria do poder de compra das classes de baixa renda nos últimos anos em nosso país. Vários fatores explicam esse fenômeno: Plano Real, estabilização macroeconômica, queda da inflação, programas de auxílio governamentais à população carente, oferta abundante de crédito… Tudo isso contribui para a mudança do padrão de consumo no Brasil, especialmente nos segmentos menos favorecidos. É o que nos mostra recente pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que acompanhou os gastos das famílias brasileiras em um período que abrange os anos de 1988 a 2003.

Segundo os pesquisadores, olhando o intervalo temporal pesquisado, houve uma democratização no acesso aos bens de consumo, posto que os mais pobres vêm gastando mais com serviços, bens duráveis e semi-duráveis. Comparando-se os dados, em 2003 as famílias mais pobres gastavam cerca de 9% de sua renda familiar com bens de consumo duráveis e semi-duráveis, contra 6% em 1988. No quesito serviços – incluindo saúde, educação, serviços domésticos e cuidados pessoais-, os gastos eram de 12,4% contra 10,9% em 1988.

Em contrapartida, os gastos com alimentos diminuíram muito no período estudado. Em 1988, 37% da renda das famílias mais pobres eram gastos com esse item. Já em 2003, a redução alcançou 28% dos gastos. Os gastos com alimentação fora de casa também aumentaram neste mesmo intervalo temporal, indicando que o brasileiro passa mais tempo fora de casa do que antes, por justamente trabalhar mais…

Já nas famílias mais ricas, o peso do consumo de serviços é bem maior, além do desembolso maior com taxas e tributos, especialmente em segmentos como telefonia, energia e combustíveis. Por outro lado, os gastos tanto com bens de consumo duráveis e semi-duráveis quanto com alimentos também diminuíram, o que demonstra que o brasileiro mais abastado trabalha mais para pagar impostos e sustentar a ineficiência do Estado…

No âmbito das classes abastadas, a hipótese dos pesquisadores para esse aumento no consumo de serviços está na decadência dos serviços públicos – especialmente educação e saúde -, devido ao sucateamento do estado e da crise fiscal, que leva a umadiminuição sensível dos investimentos governamentais nesse setor. Já no segmento localizado na base da pirâmide, a crescente oferta de crédito é responsável pelo aumento do consumo de bens duráveis e semi-duráveis.

Para mais informações, é só acessar o site do Ipea (http://www.ipea.gov.br/) e consultar os dados do livro Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas.
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