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AEROPORTOS BRASILEIROS: DEUS E O DIABO NA TERRA DO LULA…

Relutei enquanto pude em abordar este tema, mas agora não resisti! O descalabro é de tal monta, que não consigo deixar de me posicionar! Vou meter a minha colher nisso pois, como cidadão brasileiro e usuário intensivo de transporte aéreo, me sinto no dever cívico de opinar sobre o que vem ocorrendo há meses nos areoportos brasileiros. Nenhuma novidade para quem, como eu, roda o Brasil inteiro de avião.
Só quem precisa de transporte aéreo, como esse Escriba, sabe o sufoco que os nossos cidadãos honrados, trabalhadores e contribuintes passam pelos aeroportos da nossa Terra Brasilis! Palavras não faltam para adjetivar esse verdadeiro escandâlo nacional – chamado pela mídia de Apagão Aéreo – um dos inúmeros fracassos do Governo Lula e de seus asseclas bolcheviques, como diria o Arnaldo Jabour…
Não vou nem perder o meu tempo em discutir a responsabilidade do Governo Federal nessa história toda. Que o Lula é a cara do Brasil, um monte de gente já falou… Para mim, é a cara do Brasil estereotipado: mentiroso, cínico, esperto, malandro, boquirroto, falastrão (ou, como dizem os meus concidadão cariocas, um tremendo garganta!)… Fala muito e pouco faz… Finge que não é com ele, desfila uma série de clichês em seus discursos imbecilizantes como se ele estivesse no sofá da sala assistindo o jornal junto com a nossa família, e não tivesse nada a ver com isso tudo!
O problema é que ele é o gestor dessa massa falida, e ele não está nem aí… Deixa os sindicalistas da Anac no seu lugar, diz que não pode demitir o Ministro da Defesa por ser um quadro da esquerda histórica (meu Deus, desde quando posição política é sinônimo de competência gerencial!), morde-e-assopra os controladores de vôo, bota o galho dentro quando a Aeronáutica fala grosso…
FHC, diga-se de passagem, na época do apagão elétrico, montou um gabinete de crise, nomeou um ministro para gerenciar o problema, iniciou uma campanha junto à população para conscientizar sobre o racionamento de energia.. e, na medida do possível, funcionou! Enquanto isso, temos de aturar ele e seus asseclas “Zé Ruelas” que nos recomendam “relaxar e gozar”!!! Pior, de que não há crise, e sim uma explosão de prosperidade!!!! Maior escárnio do que esse impossível!!! Francamente, ele deve achar que a gente tem cara de mané! Só pode ser!
No entanto, o meu foco é outro. Me atenho ao papel das companhias aéreas nesse episódio todo – lamentável, já digo de antemão! Basta olhar o escárnio com o qual o passageiro é tratado no aeroporto por essas empresas que, ano após ano, publicam balanços no qual o lucro líquido atinge os píncaros… É ebtida prá lá, lajida prá cá, enquanto que o passageiro se dana nos aeroportos! Também, quem mandou pegar avião e dar dinheiro prá esses caras ???
Mas, nós temos opção?
Como bem assinalou a Miriam Leitão em sua coluna no O Globo de hoje, com a crise da Varig vivemos atualmente uma situação de duopólio no mercado de transporte aéreo civil. As duas companhias que dividem o mercado de passageiros – TAM e Gol – estão se esmerando na arte de esculachar e torrar o saco do consumidor. Qualquer livro básico de Macroeconomia mostra que a situação de monopólio (ou duopólio) é prejudicial aos consumidores e boa para as empresas, por justamente não haver concorrentes… O mais curioso é que a TAM, que sempre reclamou dos privilégios que antiga Varig detinha, agora se aproveita desse fato para aumentar exponencialmente os seus lucros! Basta perguntar a qualquer um que está na fila dos check-ins sobre o tratamento que os passageiros vêm recebendo nos balcões da companhia, e a resposta é uníssona: Escárnio! Vergonha! Ultraje!
Não há Fidelidade, Carta ao Presidente e Tarifas Inteligentes que resistam a tudo isso! E o relacionamento que se dane!!! Logo ela, que recentemente teve uma campanha na mídia cujo mote era “Gentileza”! O Comandante Rolim deve estar se virando no túmulo…
Por seu turno, a sua competidora Gol (mais conhecida como a Laranja Mecânica) parece também nutrir o mesmo desprezo pelo passageiro, típico de quem não tem concorrentes! Sim, o passageiro, aquele boçal que paga caro por uma passagem e fica horas na fila do embarque, sem informações, como uma mula carregando um par de cangalhas (ou melhor, malas!)! Nao bastasse os seus aviões lotados, a refeição insossa servida à bordo e as filas imensas nos check-ins em dias normais de operação, o passageiro sofre dos mesmos males da outra companhia: falta de informações, pessoas passando até três (!) dias nos aeroportos em busca de suas conexões, sem refeições, hospedagem e o mínimo de conforto…
E tudo isso, insisto em dizer, porque o raio do passageiro resolveu voar e prestigiar a empresa… É isso mesmo, ele resolveu voar! Confiou na companhia, comprou sua passagem sem entender bulhufas das tarifas ofertadas (Plus, Extra, Ultra, Mega, os nomes são fantásticos!), mas que depois ele vai saber da real quando for trocar a passagem, e tiver de pagar um adicional absurdo para chegar no horário no compromisso marcado!
Também, que mandou concentrar os vôos em um aeroporto só? Quem mandou fazer vôos pinga-pinga, com inúmeras conexões? Quem mandou usar ao máximo as suas aeronaves? Que o modelo de negócio das companhias está levando ao colapso, isso ninguém discute! Agora, vai dizer isso aos acionistas e investidores? Lajida prá lá, ebtida prá cá, e o mané do passageiro que se dane!!!
Há uma regra básica no capitalismo: a competição é salutar, pois oferece alternativas ao consumidor! No entanto, nessa situação atual em que se encontram os aeroportos brasileiros, o consumidor está à mercê das ordens e contra-ordens dos atores governamentais e privados envolvidos no processo… O resultado disso tudo é que no nosso país está sendo refutada uma regra básica da economia de mercado, e uma nova lei vem se impondo: Quem não tem competência, se estabelece, ganha muito dinheiro às custas das necessidades dos consumidores, se dá bem, e reforça a cultura de nosso país… a de que os otários somos nós, e não eles!
Ainda por cima, os meus alunos me perguntam: Professor, como as empresas sabem disso e, mesmo assim, não colocam em prática essas recomendações no cotidiano das operações? Será que nós é que estamos errados?
Pobre daquele que precisa viajar à negócio, ou lecionar e prestar consultorias – como é o caso desse Escriba -, visitar parentes, resolver urgências de saúde de familiares… ou simplesmente passear!
Será que o meu amigo blogueiro Jorge Jreissati (http://www.sparksjrs.blogspot.com/) está correto? A nossa solução passa por uma nova Queda da Bastilha?
Enquanto isso, na próxima quarta, o Escriba estará viajando para a linda e aprazível cidade de Vitória, a fim de encerrar um curso… Será que eu vou conseguir chegar?
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