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VINHO BRASILEIRO PERDE ESPAÇO PARA ARGENTINOS E CHILENOS

Gostei desse negócio de falar de vinho! Me deu água na boca, e só por isso abri uma garrafa de espumante Miolo Rosé Brut para escrever esse post – espumante aliás que recomendo muitíssimo… De um vermelho intenso, quase rubi, com uma perlage (explico: borbulhas na taça)intensa, ótimo para acompanhar saladas, peixes e até mesmo um risoto de bacalhau! Afinal, os nossos patrícios consomem bacalhau com vinho tinto, e carnes de caça com vinhos verdes!
Já falei em um post anterior que a produção brasleira de vinhos finos vem crescendo a olhos vistos! Vinhos brancos e espumantes vêm obtendo premiações em concursos internacionais, e os tintos agora começam a ganhar destaque, apesar de certas castas não reproduzirem em nosso solo as características apresentadas em outros países – vide a uva Cabernet Sauvignon, que definitivamente não se dá bem em nosso país!

O mercado consumidor no Brasil vem crescendo a passos largos. Nos dois primeiros meses de 2007, mais de 11.7 milhões de litros foram vendidos no Brasil – mais que o dobro de consumo auferido no mesmo período em 2006. As empresas do ramo sabem que esse mercado está de vento em popa, e as perspectivas são as melhores possíveis.

No entanto…

O vinho brasileiro vem perdendo mercado, ano após ano, para os vinhos estrangeiros – em especial os argentinos e chilenos. Isso se explica tanto pelos preços mais baixos quanto pela política bem coordenada de exportação do produto por parte dos nossos vizinhos. Segundo dados da Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultores) e do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), em 2004 os vinhos brasileiros tinham 53% de market share. Hoje, apenas três de cada dez vinhos comercializados aqui tiveram origem no Brasil.

Sou favorável à competição, posto que o efeito para os consumidores é salutar. As grandes vinícolas nacionais estão atentas, e o salto de qualidade dos vinhos nacionais ocorre à olhos vistos. Os investimentos são pesados em novas formas de cultivo e vinificação, bem como a introdução de novas castas e novos cortes, gerando novos produtos que proporcionam diversidade de escolha aos paladares nacionais.

E o mercado é promissor! Segundo dados do próprio setor, a previsão é de que o consumo médio por habitante salte, em um prazo de 15 anos, de 1,8 litro para 9 litros per capita – longe ainda dos países europeus (França, Itália e Portugal consomem cerca de 50 litros per capita) e dos nossos vizinhos argentinos (30 litros per capita) e chilenos (20 litros per capita). Claro que existem barreiras econômicas, culturais, climáticas e de costumes, mas o que importa é que o paladar do brasileiro está se diversificando.

A coqueluche do vinho é tamanha que proliferam lojas especializadas na venda do produto, cursos de degustação, confrarias de amigos da bebida, livros, DVDs e até mesmo cursos técnicos e de nível universitário!

Isso sem falar nos perfumes (Malbec e Rhea d’ O Boticario), cremes para massagem corporal e produtos cosméticos que têm por base a bebida inventada, quase por acaso, pelos nossos ancestrais gregos!

… Ah, já ia esquecendo… a minha taça de espumante me espera!

Saúde a todos!!!

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