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O FIM DO MUNDO

Não sei bem explicar, mas desde criança sempre tive uma certa atração por teorias escatológicas e catastrofismos que apontem a possibilidade da destruição da humanidade em um futuro bastante próximo. Talvez essa minha atração pelo mórbido se justifique pelo gosto que tenho pelos mistérios da natureza, pela possibilidade de que existem mais coisas do que nós atualmente conhecemos sobre o mundo e as coisas – algo bastante assemelhado ao dilema existencial do mais famoso príncipe dinamarquês da literatura universal. Ou então, essa crença pelos mistérios insondáveis e pelo místico seja apenas a evidência cabal de que estou envelhecendo, e por conseguinte o senso de finitude começa a emergir de maneira mais clara em meu espírito…

Assim como eu nunca consegui direito entender o que leva às pessoas a pagarem para ver um filme de terror ou de suspense no cinema. Pagar para morrer de medo? Pelo prazer da pura adrenalina? Ou pelo simples contato com a obscuridade, com o mal, com a escuridão da alma? Enfim, perguntas cujas respostas ainda não estão claras para mim…

Desde a estréia de 2012 no final de semana passada, que o tema da profecia maia sobre o fim da civilização humana despertou a minha atenção. Apesar de não ter visto ainda a película nos cinemas – um resultado das minhas eternas viagens à trabalho e da consequente falta de tempo -, eis que tirei a manhã para dar uma volta em um shopping center próximo do meu hotel aqui em Porto Alegre, a belíssima e ensolarada capital gaúcha. De repente, entrando numa megastore dessas da vida, me deparei com um livro que aborda o tal tema da tétrica previsão da outrora gloriosa e sábia civilização meso-americana. Ato contínuo, comprei-o para saciar um pouco a minha incorrigível curiosidade mórbida. E, confesso, estou um pouco assustado – tanto que estou com dificuldade para dormir, apesar de cansado após uma jornada extenuante na sala de aula…

As evidências utilizadas pelos diferentes autores que pesquisam e escrevem sobre essa questão, e que justificam a ocorrência de um colapso de proporções astronômicas e colossais no planeta Terra, capazes de inviabilizar a existência da civilização humana no planeta, são as seguintes:

1. As profecias astronômicas maias indicam que a data de 21 de dezembro de 2012 - o solstício de inverno no Hemisfério Norte, e o solstício de verão no Hemisfério Sul – assinalará o começo de uma nova era, de esperança e de promessa, porém baseada no sangue e na agonia de milhões.

2. Desde 2003, a atividade solar vem se comportando de maneira turbulenta, e a previsão dos físicos é que tal padrão tenda atingir o seu ápice no fatídico ano de 2012.

3. As tempestades na Terra, tais como os furacões Katrina, Rita e Wilma, relacionam-sItálicoe diretamente com as tempestades no Sol.

4. O campo magnético da Terra, uma defesa inicial contra a radiação solar prejudicial, começou a ser rompido com fraturas do tamanho do Estado da Califórnia, e talvez haja uma inversão polar de consequências catastróficas para o planeta.

5. Geofísicos russos afirmam que o Sistema Solar entrou numa nuvem de energia interestelar, desestabilizando o Sol e a atmosfera de todos os planetas – inclusive o nosso.

Itálico
6. O supervulcão Yellowstone, inativo há 700 mil anos atrás, está prestes a entrar em erupção. Em um evento semelhante, no lago Toba na Indonésia, há cerca de 74 mil anos atrás, levou à extinção de quase 90% da vida na Terra naquele momento.

7. Outros sistemas divinatórios como o I Ching, a teologia hindu e as crenças xamânicas também indicam 2012 como um turning point na história da humanidade.

8. Determinados ramos mais radicais das religiões monoteístas – a saber, o judaísmo, o cristianismo e o Islã – estão numa corrida desenfreada para precipitar o Armagedom – a Batalha do Juízo Final…

Que medo!!!

Por via das dúvidas, assinalei na minha agenda no funesto dia o seguinte epíteto: Fim dos Dias!!!

Ainda no embalo do post anterior, vejam só que a Madonna virou “arroz de festa” aqui no Rio de Janeiro, e o Cristo Redentor é uma das maravilhas mundiais sumariamente destruídas no filme-catástrofe 2012, recém-estreado nos cinemas brasileiros, cuja trama é baseada na profecia apocalíptica do fim do mundo prevista no calendário maia.

Definitivamente, o Brasil está na crista da onda! Para o bem e para o mal…
É meus caros leitores, não bastasse a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos, a Gisele Bundchen, o apagão dessa semana que termina e o fato do Lula ser “o cara” (essa não, Obama!), a cada dia que passa a mídia mundial presta uma atenção cada vez maior ao nosso longínquo e afastado paraíso tupiniquim. Será que estamos definitivamente deixando de ser periferia para adentrar ao mainstream? Serpa que estamos nos tornando cools?

Para que os meus críticos leitores possam ter uma idéia do que eu estou a falar, a edição dessa semana do prestigiado e respeitadíssimo periódico britânico The Economist traz um dossiê analítico de 16 páginas sobre o Brasil. O meu aluno e atento leitor Gustavo Léo, da FGV de Botafogo, gentilmente passou por e-mail tal material, e pude perceber a partir de uma breve leitura que o dossiê analisa os motivos da atual proeminência econômica, financeira, social e cultural do Brasil no mundo globalizado.

Antes que façamos um Carnaval fora de época (na Bahia, diga-se de passagem, isso não existe!) e decretemos feriado nacional por uma semana, o dossiê é crítico e não esconde as mazelas de nossa sociedade, bem como da nossa economia e do nosso mal-afamado sistema político. ApJustificaresar disso, nota-se que o saldo é bastante positivo…

Sendo considerado o país que melhor resistiu ao teste de fogo imposto à economia mundial no final do ano passado, o Brasil entrou definitivamente na rota de interesse de investidores, pesquisadores e intelectuais do mundo todo pelos seguintes motivos: em primeiro lugar, a economia brasileira vem crescendo nas últimas décadas de forma consistente à taxas de 5% ao ano; em segundo lugar, é um dos maiores exportadores mundiais de commodities agrícolas e minerais, saciando a “fome” de gigantes como a China; terceiro, apesar dos nossos políticos-parasitas, é uma democracia consolidada sem conflitos étnicos ou religiosos de monta, nem é cercado por vizinhos hostis – tirando o “mala sem alça” do Hugo Chávez -, diferentemente de seus parceiros de BRIC como Rússia, China e Índia.

Além disso, é um porto seguro para os investidores estrangeiros, com marcos regulatórios e mecanismos de proteção consolidados, e vem apresentando uma melhoria significativa de seus indicadores sociais, dado o processo consistente de aumento do poder aquisitivo das famílias e de consumo por parte das classes econômicas menos favorecidas – as famosas classes C e D, que tanto falamos aqui no PRAGMA. Por fim, o Brasil possui um presidente proveniente dessas camadas mais pobres da população, de origem humilde e de baixa escolaridade, mas que é uma liderança política de esquerda porém pragmático, em comparação aos seus famigerados colegas de América do Sul. É por todos esses motivos que o Nosso Líder é visto com charme e simpatia por todas as lideranças políticas mundiais – o cara se dá ao luxo de conversar com Israel e o Ahmadinejad!!! Vocês querem o que mais?

Ou seja, queiramos ou não, gostemos ou não do Presidente Lula, nós estamos na moda! O que vai acontecer a partir daí, no entanto, só Deus sabe…

Enquanto isso, no ano que vem, em pleno ano de Eleição Presidencial, estréia o filme do Fábio Barreto: Lula – O Filho do Brasil. É mole ou querem mais???

No último mês, venho focando as minhas energias – ou tentando concentrá-las melhor! – em minha recente pesquisa a respeito dos jogos virtuais e seus impactos para a questão da construção e regulação da subjetividade. Este é um tema instigante, e que desperta a minha atenção desde o meu Doutorado em Psicologia, concluído no ano de 2000 na PUC-Rio, e que estou tendo a feliz oportunidade de retomá-lo aqui na Uerj com a formação de um projeto e um grupo de pesquisa bastante interessante e motivado e esse respeito.

Dentro das pesquisas que venho fazendo sobre a literatura sobre games, a referência a uma teoria a respeito da experiência subjetiva que ocorre na mente dos gamers é onipresente. Trata-se da teoria do “flow” - em uma tradução livre, algo como “fluxo” ou “estado de imersão” -, proposta pelo psicólogo norte-americano de origem húngara e professor da Universidade de Chicago Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncia-se como “chick-sent-me-high”). Sua interessante teoria aborda o estado mental de um indivíduo engajado em uma atividade qualquer onde encontra-se complementamente focado, envolvido e energizado – tal como acontece nos jogadores de games. Para ele, estas são as características de uma atividade produtiva de “flow”:

1. Prontidão para a atividade.

2. Foco na atividade.

3. A atividade precisa ter metas claras.

4. A atividade precisa ter um feedback direto.

5. O indivíduo experimenta uma sensação de controle da atividade.

6. Suas preocupações e aborrecimentos desaparecem.

7. A experiência subjetiva de tempo é alterada.

Além disso, Csikzentmihalyi (nomezinho difícil esse, heinm?!) afirma que a experiência de “flow” está diretamente relacionada ao Desafio que a tarefa impõe e as Habilidades do indivíduo requeridas para tal. Quando o Desafio é maior do que a habilidade do indivíduo, o seu estado mental é de ansiedade seguida de frustração, levando-o a abandoná-la. Caso contrário, quando o Desafio é menor do que a sua habilidade, o indivíduo acaba enfadado e de “saco cheio”, levando-o também a abandoná-la.

Logo, a chave para a manutenção de um estado psíquico de “flow”, segundo o autor, é a busca de uma atividade que possa balancear estas duas variáveis, e que acabe proporcionando ao indivíduo uma situação que simultaneamente proporcione envolvimento e diversão, sem que o mesmo perceba a passagem do tempo. Evidentemente, tal experiência ocorre com bastante frequência em gamers quando estão em plena situação de imersão no jogo.

Em decorrência disto, divertir-se é o resultado direto de uma experiência de “flow”, produto de uma combinação fecunda entre o Desafio imposto pela tarefa e as Habilidades que o indivíduo possui. Bem entendido, a experiência de “flow – fun” (“fluxo – diversão”) pode ser obtida não apenas em situações lúdicas (seja individualmente ou em grupo, real ou em situações virtuais), mas também em atividades produtivas (trabalho e estudo), nas interações sociais cotidianas (reais e virtuais) e nas atividades de consumo. A chave para a superação dos males da contemporaneidade – leia-se, as sensações de enfado, de ansiedade e de frustração – passa pela promoção de estados de “flow-fun” cada vez mais instigantes, intensos e recompensadores.

Costumo dizer em minhas aulas que o sonho de qualquer professor é ter alunos tão interessados, energizados, motivados e participativos quanto os observados quando estes estão jogando, navegando na rede, teclando no MSN ou simplesmente alimentando suas redes sociais físicas e virtuais. Será que é possível criar situações educacionais que possam despertar nos alunos esses estados psíquicos?

E os meus leitores? O que acharam desta teoria? Será que vocês já tiveram esse tipo de experiência de “flow – fun” acima descrita? Elas são frequentes ou esporádicas? Em quais situações de suas vidas elas mais ocorrem?

Desculpem a série de perguntas, mas sou deveras curioso e instigado por estas questões. Logo, os comentários dos meus queridos e indulgentes leitores serão de extrema valia para a pesquisa que estou iniciando…

Os meus leitores que me acompanham a mais tempo podem estar estranhando a longa ausência de notícias sobre futebol aqui no PRAGMA, e mais especificamente, sobre o Flamengo – O Mais Querido do Universo. Afinal, após a humilhante vitória imposta sobre o Galo (quem?) em pleno Mineirão, com o Pet jogando horrores, o Adriano rompendo o lacre das defesas adversárias e o time no G-4, esse Escriba deveria estar nas nuvens! Correto?

Vejam o quão irônico é o futebol…

In my humble opinion, o atual time do Flamengo é bem mais fraco do que os dos anos anteriores. No entanto, o time tem se provado competitivo nesta reta final do Campeonato Brasileiro de 2009, e periga do Flamengo ganhar o caneco. Afinal, como afirma a filosofia popular, o Mengão é um clube que cresce no final de qualquer competição, e a torcida pode empurrar o time até lá!

Confesso que me darei o direito de reservar uma postura de silêncio obsequioso até onde eu puder – e o meu fanatismo rubro-negro me deixar! Mas que o sacode sem dó nem piedade que aplicamos no Galo em plena casa do adversário tem a pinta de campeão, ah isso tem!

Por enquanto, estou só observando! Mas, confesso, estou adorando! E muito…

UM CARRO PERFEITO!

A inovação e a criatividade parecem não ter limites mesmo! Vejam só a parceria anunciada entre a montadora francesa Renault e a Biotherm, a divisão de cosméticos de luxo do conglomerado L’Óreal. Quem diria que carros e cosméticos poderiam um dia se aproximar e formar um produto diferenciado…

O produto em questão é uma versão do carro-conceito da montadora francesa, o Zoe, que utilizará energia elétrica e ainda está em fase de conceito. O carrinho, intitulado Renault Spa, tem tudo para se tornar o sonho de consumo das madames e “patricinhas” preocupadas com a sua pele e o seu bem-estar, já que ele virá de fábrica com uma série de traquitanas denominadas de “ambientadores ativos”. Isto significa que, de acordo com a demanda do motorista, os tais “ambientadores” irão borrifar o habitáculo – e, por consequência, hidratar e envolver o condutor também – com diversas substâncias desenvolvidas pela Biotherm, como por exemplo: aromas revitalizadores pela manhã, desestressantes na volta do trabalho, de alerta para quem dirige à noite, além de umidificadores que impeçam hidratem constantemente a pele do condutor e a impeça de ficar ressecada. Não é o máximo do mimo?!

Agora, falemos a verdade: marketing não é o máximo? Parece que, com a crise, o pessoal de criação está se esmerando…

Ocorrida no final de semana passada mas só comunicada pelos familiares em Paris no dia de hoje, registro aqui o falecimento de um dos mais importantes intelectuais de todos os tempos, o antropólogo belga radicado na França Claude Lévi-Strauss - após 100 anos de vida.

Lévi-Strauss era o último remanescente de uma brilhante geração de intelectuais franceses dos anos 1950 e 1960 que gestaram o chamado movimento estruturalista – um paradigma filosófico robusto que influenciou todo um conjunto de estudos e pesquisas nos mais diversos ramos das Ciências Humanas e Sociais daquela época -, inspirados pela obra seminal do linguista suíço Ferdinand de Saussure e o seu clássico Curso de Linguística Geral. Tal como Michel Foucault na Filosofia, Roland Barthes na Semiologia e Jacques Lacan na Psicanálise, Lévi-Strauss foi responsável pela introdução do método estrutural no campo da Antropologia, entrando para a história como o fundador da escola da Antropologia Estrutural.

Junto com Saussure e Lacan, Lévi-Strauss era uma das pontas do triângulo intelectual que estudei de maneira muito intensa durante o meu curso de graduação em Psicologia na UFRJ no final dos anos 1980. Era a época da efervescência do pensamento francês na academia, além do momento onde a psicanálise lacaniana se insinuava no meio intelectual carioca. Dois de seus textos, publicados na coletânea Antropologia Estrutural I (Editora Tempo Brasileiro), foram importantíssimos em minha formação: “O Feiticeiro e Sua Magia” e “A Eficácia Simbólica“. Em ambos, o pensador analisava o efeito simbólico da palavra como transformadora dos estados corporais, a partir do estudo de campo com pajés (xamãs) da América do Sul.

Em um mundo onde a reflexão, a curiosidade e a análise crítica parecem ter cada vez menos espaço, é sempre bom ter alguém do calibre de um Lévi-Strauss para nos inspirar e incitar o pensamento. Mesmo que, porventura, possamos discordar de suas idéias, conforme foi o meu caso particular ao longo do meu percurso intelectual…

Apesar do aspecto dramático envolvido em qualquer crise econômica de gigantescas proporções – conforme a observada nos países do Norte desde o segundo semestre do ano passado -, é inegável que ela fustiga e incrementa a imaginação dos empreendedores e profissionais de marketing. Segundo um velho aforisma de marketing, enquanto numa crise uns choram os negócios perdidos, outros lucram vendendo os lenços que enxugam as lágrimas…

Vejam só o exemplo de criatividade em marketing descrito a seguir.

O caso em questão é a loja Esloúltimo“és o último”, em tradução livre do espanhol -, aberta em meados do mês passado em Barcelona, a mega-hiper-ultra trendy capital da Catalunha. Inspirada no modelo de negócios free, do escritor de negócios norte-americano Chris Anderson, a idéia da loja é simplesmente a seguinte: entrar, pegar o que quiser e sair sem pagar nada! Fantástico, não?! Pelo menos é o que parece…
Claro “tudo de graça” é uma força de expressão, pois afinal alguém acaba pagando a conta. Nesse caso, o inovador é a repartição de custos entre empresas e consumidores. Para entrar na loja, o consumidor deve associar-se mediante um cadastro e pagar uma taxa semestral de míseros 5 euros. Já as empresas entram com os produtos na prateleira – e, de quebra, aproveitam muito mais do consumidor…
Aí reside o segredo de negócio: além de servir como forma de exposição ao consumidor, a Esloúltimo funciona como um “laboratório de consumo”, isto é, é a aceitação dos produtos é testada por parte dos consumidores cadastrados. Desta maneira, diferentes aspectos do produto são avaliados in loco tais como embalagem, características, disposição nas prateleiras, além de testes de comunicação e mídia. Ou seja, trata-se de uma pesquisa experimental quase que de graça (em se tratando de uma metodologia de pesquisa caríssima, não deixa de ser bastante interessante para as empresas envolvidas), num caso criativo e engenhoso de parceria envolvendo empresas e clientes.
Como tudo que é mirabolante, a engenharia financeira do negócio é intrincada. Já que os consumidores pagam uma mísera taxa de cadastro semestral e as empresas não pagam nada para expor os seus produtos, afinal quem paga a conta disso? Em resposta, o Guía de Tendencias – grupo espanhol responsável pelo empreendimento – pretende vender às empresas parceiras uma gama de pesquisas sobre o comportamento dos consumidores em seu ambiente de compras. Isso é o que eu chamo de unir o útil ao agradável, não acham?!
Os itens disponíveis na referida loja são variados: desde cosméticos, produtos de higiene pessoal, limpeza, passando por refeições congeladas, alimentos e até mesmo cervejas em sabores inusitados que passam pelo crivo dos consumidores. Em tempo, os produtos são expostos tanto em tamanhos de amostra grátis quanto em suas versões comerciais.
O mais legal de tudo, no entanto, vem agora: na primeira quinzena desde a sua abertura, a loja vem recebendo a adesão de cerca de 600 a 800 novos clientes – a previsão inicial era de apenas 400 a 500 clientes! O sucesso do empreendimento foi tão grande, que durante os primeiros dias de funcionamento as filas de entrada na loja duravam até 4 horas! A fim de evitar este incômodo, a empresa criou um sistema de agendamento que permite que cada consumidor possa ir à loja uma vez a cada 15 dias, mas sempre levando a mesma quantidade de produtos. Afinal, quem disse que free rima com desconforto?
Na loja de Barcelona, atualmente são 78 empresas-parceiras – dentre as quais, gigantes do varejo como a Sara Lee, a Bimbo e a Pepsico – que podem expor os seus produtos em suas prateleiras em um espaço de tempo que varia de 15 dias a um mês.
A bem da verdade, o conceito da Esloúltimo não é bem uma novidade, posto que é inspirado no modelo das lojas de amostras grátis no Japão – mas até então inédito no Ocidente. O plano de negócios da empresa controladora envolve a abertura de uma outra loja em Madrid em fevereiro do ano que vem, bem como a chegada a outras capitais européias durante o ano de 2010. No entanto, o mais interessante disso tudo é que há a promessa de chegada da cadeia até o Brasil e os Estados Unidos. Imaginem só o frisson que isso iria causar em nosso mercado consumidor?

As nove nobres virtudes da Tradição Nórdica

1. Coragem é ter ousadia de agir corretamente, sempre.

2. Verdade é a disponibilidade de ser honesto e falar somente aquilo que se sabe verdadeiro e justo.

3. Honra é a certeza de conhecer seu valor e sua nobreza interiores e o desejo de respeitar essas qualidades quando encontradas no outro.

4. Lealdade é a vontade de ser leal para com seus Deuses e Deusas, seu povo, sua família e seu próprio ser, sem restrições.

5. Disciplina é a determinação de ser duro, primeiro consigo mesmo e depois, quando necessário, com os outros, para assim alcançar maiores realizações.

6. Hospitalidade é a boa vontade em compartilhar aquilo que é seu com seus semelhantes, especialmente quando eles estão longe de casa.

7. Eficiência é a determinação de trabalhar arduamente e gostar daquilo que se faz, sempre.

8. Auto-suficiência é o espírito de independência alcançado não somente para si, mas para sua família, sua tribo sua nação.

9. Perseverança é a tenacidade de persistir em seu propósito, sem desistir perante os fracassos, mas reconhecer e avaliar suas causas e analisar seu propósito. Se ele for verdadeiro e benéfico, perseverar até conseguir o sucesso.

Extraído de: Mirella Faur. Mistérios Nórdicos. São Paulo, Editora Pensamento, 2006, p. 296

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